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domingo, 23 de julho de 2017

Sporting 2 - Mónaco 1: Leão confortável com Jardim do Mónaco

O Sporting regressou a casa, após o estágio na Suiça. E aquilo que se havia por lá tinha deixado algumas dúvidas e muitos receios, particularmente do resultado pela opção de construir uma defesa nova em torno da permanência de Coates. Nesse sentido pode-se dizer que o jogo permitiu pelo menos perceber que há razões para reduzir os níveis de pessimismo, devendo ser levado em linha de conta o poder de fogo do Mónaco. E mesmo o facto de termos voltado a sofrer um golo não pode ser excessivamente valorizado, atendendo que ele resultou de um oferta individual. Quem sabe Tobias quis, em nosso nome, presentear Leonardo Jardim, agradecendo-lhe o tempo que esteve connosco...

O onze inicial serviu para revelar algumas das ideias principais de Jorge Jesus para um Sporting sem Adrien e William, do que resultou um sentimento misto. À luz do que se pode ver neste momento a saída de Adrien estaria razoavelmente coberta pela chegada de Bruno Fernandes. Embora de características e estilos diferentes entre eles, não parece que a equipa oscilaria muito. Já em relação a William o caso muda de figura, e parece que o próprio fez questão de nos demonstrar isso ontem, especialmente. Que entrada e que contraste com tudo o que tínhamos visto até ali por Battaglia, sendo quase certo que estaríamos a dizer o mesmo se a opção tivesse recaído em Petrovic.

Neste momento não tenho dúvidas em reafirmar algo que tinha dito aqui há dias: o Sporting, com as opções que tem neste momento à disposição, ficará mais fraco caso se confirmem as saídas destes dois jogadores. Perante a saída de Adrien, Bruno Fernandes tem já uma candidatura sólida. E com o necessário substituto à altura (para que as ausências tenham cobertura), mas cujo nome não vou pronunciar, não vá JJ ler isto aqui por acaso...

O caso de William será contudo o que mais condicionará o nosso jogo, ou obrigará JJ a procurar outras soluções que devolvam à equipa a qualidade de soluções (sobretudo a construir, ligar sectores e quebrar linhas à sua frente) que ele oferece. Battaglia até poderá oferecer melhor sentido posicional a defender mas não mais do que isso. É claramente um jogador de transporte, não de descobrir linhas de passe. Algumas delas até parece que só William conhecer...

De salientar o bom jogo de Acuña que, pelo pouco tempo que tem, nem deve ainda saber os nomes de todos os colegas. Mas de bola parece perceber ele, confirmando algumas das sensações que havia deixado ainda na Argentina: bom pé esquerdo e sentido de equipa que será determinante para uma boa integração e adaptação europeias. Aquele pé esquerdo parece capaz de meter muitas (a)cuñas na renovação do titulo de melhor marcador de Dost. Grande sociedade em perspectiva.

Falando de integração dou dois passos atrás, voltando ao sector recuado, merecendo duas notas de tom diferente: O francês Mathieu deu mostras de maior integração e entendimento com Coates e Coentrão mas ainda longe do que espera de um jogador com a sua experiência, curriculum e origem. Já Piccini apenas acentua a cada jogo que passa as mais variadas interrogações sobre as razões da sua contratação. Jesus ganhou fama de conseguir fazer grandes e surpreendentes adaptações. Esta, a acontecer, será das mais surpreendentes, conseguir adaptar um lateral direito mediocre a... lateral direito razoável.

Uma surpresa negativa foi Doumbia, que se espera tenha resultado de um mau momento de forma, como JJ justificou no final do jogo. Contei pelo menos seis (!) fora-de-jogo no pouco tempo que esteve em campo. Se já eram muitas as minhas dúvidas sobre as características deste jogador face ao nosso campeonato e sobre a possibilidade de interacção com Bas Dost, junta-se agora uma outra: para que queremos um jogador experiente, quase veterano, a comportar-se como de um jovem inexperiente se tratasse perante a armadilha do fora-de-jogo?

Nota alta para os regressos em grande nível, dado o pouco tempo de trabalho, de Patrício (falta só o jogo com os pés..) e Gélson. Ao que parece até com novo repertório de fintas e reviengas, tendo a presença na selecção reforçado a confiança ao ponto de pisar terrenos que habitualmente evita, como quem anuncia que falta pouco para ser tudo dele.

Vem aí agora o Guimarães, jogo que considero de maior importância do que este para avaliação do verdadeiro estado da arte da nossa máquina no que ao mais importante desafio temos pela frente: o campeonato nacional.







sexta-feira, 21 de julho de 2017

Então é assim que vamos para a "guerra" do título?

Octávio Machado resolveu voltar a dedicar-se à agricultura, talvez porque deixou de acreditar que tão cedo haja colheitas dignas de registo em Alvalade. Quem sabe não foi a sua presença que ajudou a resolver (esperemos que esteja mesmo resolvido) o problema do relvado. Mas antes de sair resolveu dar uma entrevista ao canal de TV do CM (não me atrevo a usar os nomes por extenso, por causa do cheiro) muito ao estilo que o celebrizou: "vocês sabem do que eu estou a falar".

Duas questões: ninguém sabe do que ele quis falar e ninguém reconheceu o Octávio leal de outrora. Sim, porque esse não daria uma entrevista a um canal que não trata bem o grupo a que até agora pertenceu e que tem pela verdade o mesmo apego que o azeite nutre pela água. Talvez tenha seguido pela última vez o exemplo do seu até agora presidente na gestão pouco cuidada dos exclusivos que lhes concede... Ou talvez a sua lealdade seja em primeiro lugar por quem o escolheu para o lugar de director desportivo (Jorge Jesus) quando saltava à vista de todos que as funções primordiais eram as de seu guarda-costas nos insidiosos corredores de Alvalade e como fiel escudeiro.

Se ninguém percebeu muito bem ao que vinha Octávio, ainda mais baralhado terá ficado com a entrevista de Bruno de Carvalho. O ex-director até tinha sido comedido, pelo que cabia ao presidente, tivesse este em primeiro lugar os interesses do clube, deixar cair, até porque nada de interesse havia ali. Num estilo que o penaliza pessoalmente, decide abrir uma guerra com alguém que até tinha feito um esforço para lhe ser simpático (defendeu muitas das suas escolhas controversas). Acabou assim por estender o tapete a Octávio, a quem os média gostam de dar tempo porque sabem que ele lhe é bem pago em audiências.

Ao invés de mobilizar as hostes, tocar a reunir para o muito que nos espera, o melhor que terá conseguido foi abrir uma nova frente de batalha, como se não as tivéssemos já de sobra. E ainda por cima dando o flanco sobre os seus critérios de gestão: permitiu a presença de uma terceira escolha, de alguém que considera desactualizado, mas deixou que permanecesse o tempo que quis e saísse pelos seus próprios pés!

Mas talvez o elefante no meio da sala esteja a passar despercebido: sendo Octávio o homem de confiança de Jorge Jesus, que o próprio fez questão de escolher, mais preocupante do que deixar agora o treinador desprotegido é que a sua saída seja reveladora de falta de identidade e comunhão de ideias entre as duas pessoas com mais responsabilidades no nosso futebol. Talvez a grande diferença entre JJ e Octávio esteja apenas nos contratos e nas cláusulas de rescisão. Bom, e talvez no tamanho da horta que têm para cuidar...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Balanço de estágio na Suiça: mudaram-se caras mas não os problemas

Com a realização do jogo com o Marselha chegou ao fim o estágio na Suíça. Ninguém imaginaria que o encerramento desta importante etapa encerrasse todas as dúvidas mas no balanço final as preocupações sobre o que será esta equipa capaz de produzir no imediato vão ainda continuar. Ficam algumas notas sobre o que me parecem serem merecedoras de destaque:

Organização
Nenhuma equipa ganha um campeonato na pré-temporada mas muitas já o perderam por planeamento deficiente. Não era preciso vir Jorge Jesus mesmo alguns os jogadores apontarem problemas causados pela organização pouco cuidada do estágio para deles se dar conta. Das questões logísticas (deslocações cansativas) às questões técnicas (qualidade dos adversários e jogos consecutivos) tudo pareceu ter sido o resultado de falta de rigor no planeamento. Mas a declaração pública torna as coisas ainda piores. Afinal de quem é a responsabilidade? E estas matérias não deveriam ser discutidas internamente, ou pretende-se enviar o recado a alguém?

Defesa nova, problemas velhos
À entrada de novos jogadores (novos no clube, não em idade...) que alegadamente deveriam contribuir com a experiência para dar maior estabilidade e segurança correspondeu afinal uma média de golos encaixados por jogo muito superior ao que estamos "autorizados" a consentir. Mas talvez mais importante que o número talvez tenha sido a forma que eles foram concedidos que mais chamaram à atenção.

Parecem parecem para já claros os problemas causados pela de falta de qualidade de alguns elementos (Piccini) e de no imediato pelo menos ritmo e identificação (Mathieu, Coentrão). O resultado são descoordenações comprometedoras decisões erradas em função do que o jogo pedia em determinados momentos. E, claro, quem joga com Jug na baliza perde o direito a reclamar do número de golos que encaixa.

Dúvidas: Estamos na presença de problemas inerentes à recomposição efectuada no sector, resolúveis com o treino? Os jogadores escolhidos têm o perfil adequado às necessidades dos desafios e mesmo ao(s) sistema(s) a implementar pelo treinador?

Mas a questão parece ser mais estrutural do que apenas do sector mais recuado ou deste ou aquele jogador que o compõe: JJ quer uma equipa a pressionar alto mas a pressão é ainda muito descoordenada e pouco intensa. E jogadores apontados à titularidade (Dost, Doumbia, Alan Ruiz) não parecem talhados para o fazer. Um problema que o ano passado foi fatal.

O que se viu nos jogos iniciais é que o problema subsiste, independemente do 4x3x3 ou 3x5x2 e respectivas variantes. Os adversários dispuseram de grande liberdade para sair a jogar e, quando a equipa perde a bola - o que aconteceu várias vezes em momentos proibidos - a resposta está frequentemente condenada ao fracasso. O espaçamento entre os sectores, que reduz o número de elementos disponíveis para a contenção ou oposição às movimentações do adversário. 

Médios que para já só parecem... médios 
Para acentuar a suspeita de podermos estar na presença de problemas por resolver que se arrastam da época transacta está aí o sentimento de orfandade que as ausências de Adrien e William provocam. A incapacidade de reorganização e reacção após a perda sem o capitão é notória. O mesmo se pode dizer da qualidade com que saímos a jogar. E aqui é a falta de William que se nota. Se ele não é propriamente exemplar nos momentos defensivos, a sua ausência paga-se na qualidade das decisões com bola. Falta quem faça a gestão adequada do tempo certo para iniciar a saída ou de temporização com ela nos pés, diminuindo drasticamente a qualidade com que a bola chega à frente e com ela as nossas possibilidades de criar oportunidades de golo.

Depois de uma boa prestação inicial Petrovic está deixar transparecer que as listas horizontais do Sporting pesam mais que as verticais do Rio Ave. Bataglia obriga-nos a questionar constantemente se é um "6" ou um "8", não se percebendo se JJ quer ou não dar a Palhinha o "6" que  parece ser seu com naturalidade.  Nota de conforto para a chegada de Bruno Fernandes, a permitir a esperança de finalmente estar resolvida a ausência de João Mário. Mas que, pelo que se percebeu pelo último jogo, precisa de melhor companhia. Está ainda também por saber quantas obras literárias vai ter tempo Francisco Geraldes para ler até Jorge Jesus conseguir ver o quanto lhe daria jeito tê-lo na equipa.

Para já fica uma certeza: o Sporting dificilmente subirá a qualidade do seu jogo por aqui, se vier a confirmar as saídas de Adrien e William. Que, não acontecendo, vai contribuir para um indesejável excesso de opções há luz da composição actual.

Para já muitos golos prometidos mas poucos concretizados
Não será propriamente surpreendente o reduzido número de golos marcados. Que se explicam de forma rápida por três ordens de razões: Desde logo pela qualidade dos adversários escolhidos, cujos nomes estão longe de significar promessas de goleadas. Depois porque o momento ofensivo é o que pode demorar mais tempo a preparar. A presença de um novo elemento (Doumbia) e a necessidade da respectiva articulação, especialmente com Bas Dost seria um terceiro. Mas há mais. A falta de desequilibradores a partir das alas, pela ausência do rei das assistências (Gélson) e utilização tímida de Iuri Medeiros e Matheus, acrescida do facto da chegada tardia de Acuña.

Mas quem tem Bas Dost pode estagiar mais ou menos descansado. Assim Doumbia o possa complementar com acerto. Para já ficou-se pela mostra de um sentido de baliza notável no jogo com o Fenerbaçe e predisposição para explorar a profundidade, posicionando-se quase sempre no limite das linhas defensivas. Algo que vimos desaparecer com a partida de Slimani e que tanto limitou o nosso jogo ofensivo em 16/17. Mas o costa-marfinense terá inevitavelmente que dar mais não apenas no entendimento com Dost mas também logo quando a equipa perder a bola, momento em que parece alhear-se do jogo.

Tarefa em que Alan Ruiz também se tem notabilizado pela forma como se esquece dela. E quanto à participação do argentino na ligação do nosso jogo, até agora a sua actuação resume-se a uma palavra: nulidade. Perdas de bola constantes e incapacidade de ligar com os colegas. O número habitual de dar dois passos e rematar está estafado. Teria perdido espaço para Podence, não tivesse o argentino carta branca de Jorge Jesus. Já o miúdo tem um futebol quase subversivo e agitador, não parecendo conformar-se com o facto de ter o banco quase certo como destino preferencial.

Pergunta por responder
Com tanto que ainda pode acontecer enquanto o mercado parecer aberto é ainda cedo para prognósticos definitivos. Mas a grande dúvida centra-se para já na qualidade dos reforços e no contributo que estes poderão dar à equipa. A sensação de emulação do registo do ano anterior - muitas aquisições, poucos jogadores capazes de merecer o titulo de verdadeiros reforços - pareceu formar-se sobre esta passagem pelos Alpes. Os próximos jogos ajudarão a perceber melhor se se confirma ou era produto do cansaço de que falou Jesus.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Copy - paste



É sempre assim no início da cada época: "Arautos da desgraça!!", gritam e acusam estridentemente os, permitam-me devolver com outro epíteto, situacionistas. Que não existam ilusões, assim é hoje com os ‘brunaicos’ como antes destes foi com os ‘croquetes’ (muitos, são os mesmos, basta vê-los nos painéis das Tvs, por exemplo…). Gritam a quem ousa questionar os critérios definidos quer ao nível da política de contratações, vendas, dispensas e gestão do plantel, quer do planeamento e preparação da nova época. No fundo sobre quem apresenta um mínimo de sentido critico perante aquilo que se observa em mais uma pré-epoca, nitidamente atípica… Nalguns casos até inédita, como ter dois jogos de preparação em 24 horas sem quase alterar a equipa titular… E logo contra adversários complicados.

No final de cada época, quando a “desgraça” é factual e desde que BdC é presidente tem sido, - talvez com a excepção da Taçazita que o treinador proscrito (nem digo o nome para não acicatar ódios…) venceu no ultimo jogo à tangente -, o que afirmam os situacionistas? Que a desgraça sirva para aprender a não repetir os erros e que para a próxima, garantem, é que é… O conselho não deixa de ter o seu acerto, com possível efeito prático e motivacional, mas é meramente circunstancial. Eis que chega a época seguinte e logo os erros se repetem. Infalivelmente, repetem-se… Tal e qual como se repetem as acusações dos conselheiros de ocasião aos que se limitaram a colocar em prática o seu conselho de final de época. Quem, passado a pausa futebolística mantém o escrutínio, resiste à silly season e identifica os mesmíssimos erros cometidos anteriormente arrisca-se a ser, de novo, um desgraçado e vil arauto da desgraça… Assim vamos, neste ciclo vicioso para a quinta (QUINTA!!!!) época com o “Salvador”: sem títulos de jeito no futebol… O único que vai mudando é a estratégia de investimento, ao sabor da maré, leia-se treinador, e do “dinheiro” disponível, sendo que este chega invariavelmente tarde e a más horas. E o resultado deste modus operandi? Foi o que o passado demonstrou, com muito ou pouco dinheiro “investido”, com mais ou menos arautos da desgraça ou do optimismo, no fim ficaram os sportinguistas a ver os títulos fugir para outras paragens. Calma… que já a seguir há-de vir quem, passado todo este tempo, ainda venha acenar com os fantasmas do passado, GL, JEB, a herança, o arco da velha… Tudo serve para desculpar. Ou então com a APAF, contradizendo-se, pois a arbitragem sempre foi particularmente agreste para com o verde e branco listado e não apenas a partir de 2013, quando se prometeram Hossanas e que dali em diante tudo seria diferente, para bem melhor, pois se tínhamos insucesso no futebol tal se devia à incompetência de quem liderava o clube.

No fundo o que se passa hoje com as hostes, digamos mais optimistas, é o velho costume da eterna desresponsabilização de quem se encontra no exercício do poder. Como se os erros reincidentes, cometidos hoje, fossem responsabilidade dos erros cometidos no passado. Pelos outros, claro.


Vou fazer copy deste post, continuando alive and kicking, vivo e com saúde, para o ano cá estarei de volta. A diferença é que basta fazer paste e poupo tempo precioso. “Oxalá me engane”, outra frase típica que repito há anos… Fica também ela guardada. Haja quem ma atire à cara lá para Maio de 2018. Da maneira que vejo a “coisa” a (des)andar, duvido muito que o ciclo se quebre. Talvez seja eu um eterno insatisfeito, ou talvez seja eu a reconhecer os sinais que a realidade faz questão de voltar a evidenciar. A quem os queira ver.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sem memória e sem vergonha!

Não era preciso ter havido o "caso Guímaro" e nem sequer o "apito dourado" para confirmar que o se via pelos estádios fora e se falava à boca pequena era verdade: todo o edifício do futebol nacional tinha em lugares-chave homens de mão ou na mão de Pinto da Costa. Mas a verdade é que ele aconteceu e depois disso nada deveria ter continuado como antes.

Mas, passado todo este tempo, verificamos agora que afinal nada se provou, com Pinto da Costa a sair ilibado. Perante isto faltam adjectivos para qualificar a actuação da justiça portuguesa, quer na sua versão civil como desportiva. Perante tantas falhas, sobretudo no carreamento de provas e no respectivo julgamento, é impossível não pensar estarmos ainda na presença de tentáculos do mesmo polvo. Mas, para lá das suspeitas e das convicções, é bem claro que o  resultado final deste processo mancha de vergonha todos os intervenientes, lançando pesado manto de vergonha e descrédito das instituições. 

Quando, algures no final da década de 80, Pinto da Costa proferiu a célebre frase "enquanto eu for presidente do FCPorto o Sporting jamais será campeão" estava a profetizar o que seriam as próximas décadas. E sabia porque o fazia porque à altura já cevava em bom ritmo o "monstro" que havia de o por a salvo da bola dos imponderáveis de que o futebol é fértil. O mesmo é dizer que estava a ponto de garantir que a falta que era fora da área passava a ser penalty se fosse em seu favor, os cartões vermelhos podiam subitamente empalidecer e outros fenómenos que não há decisões administrativas que as apaguem da nossa memória. 

Obviamente que isto tem a ver com todos os clubes, mas muito particularmente com o Sporting. Espero por isso que o clube tome uma posição oficial e tudo faça dentro do que estiver ao seu alcance para a memória deste caso não seja reescrita. Seria uma ofensa sem desculpa à memória de todos os Sportinguistas. E quem não tem memória arrisca-se a ver repetida a história, o que pode muito bem já estar a acontecer com o caso dos e-mails.

sábado, 15 de julho de 2017

Basileia 3 - Sporting 2: mais buracos que 1 queijo suiço

O Sporting acabou por perder o jogo de uma forma "natural", isto se tendermos a que os três golos estão intimamente relacionados com erros de cariz quase anedótico. Uma falta atacante transformada em penalty, uma oferta de Abze Jug e outra de André Geraldes ajudaram a construir o resultado. Vale a verdade que o penalty que nos deu a vantagem inicial é também algo duvidoso. Mas se os erros defensivos foram notórios não escapou à vista a dificuldade e criar jogo ofensivo de qualidade suficiente para criar oportunidades de golo.

Este jogo acontece a quase apenas um mês de uma eliminatória de grande importância para a época que ainda agora começa e pode-se dizer que há ainda muito para fazer e não apenas na defesa. As dúvidas sobre o acerto das contratações acentua-se mais uma vez, a que apenas Bruno Fernandes parece escapar. E mesmo considerando que podemos estar apenas na presença de natural questão de integração o tempo já não é assim tanto. 

De uma coisa não tenhamos dúvidas: com erros defensivos tão penalizadores como os registados hoje não é possível criar o clima necessário para a obtenção de resultados e de boas exibições. Aguardemos então pelo jogo da próxima terça-feira, com o Marselha, para perceber o nível em que se situa presentemente o futebol da nossa equipa.

Do ponte de vista individual não me vou estender em avaliações pormenorizadas. Mas há casos evidentes de alguns jogadores sem qualidade para pertencerem aos nossos quadros a quem não tem faltado oportunidades consecutivas de o demonstrar, enquanto outros por muito que prometam ou façam parecem estar condenados a polir os bancos e fazer peso.




quinta-feira, 13 de julho de 2017

Valência 3 - Sporting 0: este sofrimento auto-infligido serviu para quê?

As suspeitas da existência de um erro de cálculo na marcação de dois jogos em 24h confirmaram-se. Bastou o primeiro quarto de hora para perceber que aos nossos jogadores foram fornecidas botas de chumbo e os do Valência tinham no seu lugar pequenos jactos, tal era a diferença de andamento. Perante isto que pedir aos jogadores? Talvez o pedido devesse ser o deles: que aquilo acabasse o mais depressa possível.

Por isso a pergunta justifica-se plenamente: serviu exactamente para quê este jogo com o Valência? Que ilações pôde tirar o treinador deste jogo, que é sobretudo para isso que se fazem os jogos de preparação? Como é óbvio o resultado é aqui do menos importante.

A menos que o objectivo fosse a instalação de instabilidade e o anti-clímax neste início de época, este jogo teve tudo de sofrimento auto-infligido de forma completamente inútil e desnecessária. Ainda por cima ante um adversário cheio de problemas e indefinições sobre a formação do seu plantel.

Para ajudar à festa a péssima gestão do tempo e oportunidade de Francisco Geraldes (Mas não só...). Tenho pena que seja tantas vezes o feitio retorcido de JJ a toldar-lhe o raciocínio e a interpor-se entre ele o sucesso. 

O do jogador acontecerá apesar disto, assim o talento tenha oportunidade real para se impor. Oxalá o Sporting saiba resguardar os seus direitos.

Sporting 2 - Fenerbahçe 1: chocolatinhos suiços

O primeiro jogo da apertada agenda de preparação em terras helvéticas pôs-nos em confronto com um adversário com um nível superior de exigência e a boa resposta dada é a boa noticia do final do dia de ontem. O resultado também o é, porque é mais fácil construir uma equipa com registos que ajudem a instalar confiança. 

Nesta fase da época é ainda cedo para grandes apontamentos colectivos, sendo nota dominante no trabalho a desenvolver a integração dos novos elementos e o conhecimento e identificação mútuos (dos que que chegam com os que já estavam e vice-versa). Ainda assim pode-se concluir, da observação do jogo, que o 442 deverá continuar como matriz. 

O nível de resposta dado, perante a valia do adversário, foi boa na maior parte do tempo, onde apenas destoaram as perdas de bola comprometedoras em algumas saídas para o ataque. O maior perigo do adversário foi por isso auto-infligido por desatenções, conseguindo, na maior parte do tempo controlá-lo.

O foco instala-se sobre os jogadores recém chegados, privilegiando-se as notas individuais:

No segundo jogo Piccini continua sem convencer, oferecendo pouco ou quase nada que não se visse em Schelloto. Muita disponibilidade física mas sem grande qualidade nas decisões. 

Primeira aparição de Mathieu, a entrada que maior perplexidade me causou, pela veterania e pela mediania de qualidades face ao elevado custo. Revelou dificuldades na manutenção da linha, o que pode ser desculpável nesta fase da época e do desconhecimento dos colegas. 

André Pinto esteve discreto mas com nota favorável pela simplicidade de processos, revelando perceber que o mais importante era não comprometer na estreia.

Para um jogador que tem jogado muito pouco e só agora começou a época, as primeiras indicações de Fábio Coentrão foram boas. Se conseguir chegar ao nível que se lhe reconhece e mantê-lo, será notória a diferença para os últimos dois anos, com beneficios evidentes para a qualidade do nosso jogo.

De regresso da Argentina Jonathan pareceu meio perdido e confuso, Atendendo às suas características é um elemento que poderia ganhar no 352 que JJ parece querer ensaiar, sobressaindo as suas qualidades a atacar sobre o pouco rigor com que defende.

Petrovic voltou na sua pior versão, a que não será alheio o facto de dispor de muito menos espaço, sobressaindo as suas insuficiencias técnicas especialmente a construir. Uma tarefa que é obrigatório ser preponderante na sua posição num clube como o Sporting.

Ao contrário do sérvio Battaglia pareceu mais nas suas águas. Exibiu confiança e conhecimento do que lhe é exigido quer a defender, ocupar os espaços e mesmo depois na decisão com a bola nos pés. Prometedor.

Matheus Oliveira é por estes dias um jogador em dificuldade para encontrar um lugar e um momento ideal para expressar as suas qualidades, o que não será alheio à novidade do que lhe é pedido e, eventualmente, pelo peso da camisola e das expectativas. Quando foi para posições mais centrais no terreno pareceu sentir-se mais confiante. 

A única dúvida que Bruno Fernandes inspira neste momento é se será capaz de se aproximar à reactividade de Adrien no momento de restabelecer os equilibrios e na procura da recuperação da bola. No mais, pelas primeiras impressões, o capitão poderá ceder o seu lugar e partir para a tão desejada e merecida promoção europeia tranquilo e com o sentimento de dever cumprido. Dizer isto a propósito de um recém-chegado e jovem é o melhor elogio que lhe poderia dar.

Quando um avançado se estreia a marcar parece ter o encontro marcado com o sucesso. E o golo de Doumbia de fácil execução não tinha nada, revelando um apurado instinto de matador. Algo que tanta falta nos tem feito noutro jogador que não exclusivamente Bas Dost.

Algumas notas breves e avulsas para Iuri e Podence. São duas certezas de talento e que deveríamos aproveitar. Depende deles mas não em exclusivo e um dos principais papéis de um treinador é a criação de um ecossistema onde o talento possa florescer e vingar.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

As perguntas que interessam sobre a abortada golpada na Liga

Preparava-se à socapa uma golpada na Liga Portuguesa de Futebol, hoje sobejamente falada em diversos órgãos de comunicação social e redes sociais. Pedro Proença, presidente da Liga, deu já conta da indignação que o referido movimento provocou no seio do organismo. No fundo, de forma simples, pretendia-se a retirada do poder que os clubes têm sobretudo no que diz respeito aos regulamentos de arbitragem e disciplina.

Para quem não se lembra, esta mudança já tinha ocorrido no sentido inverso, no inicio da década de 90 do século passado, ficando a Liga a deter competências que eram de exclusiva responsabilidade da FPF. Com isso pretendia-se modernizar o futebol português, o que deve ser lido "retirar o poder decrépito e com sinais latentes de corrupção" - que se viriam a confirmar de forma pública - detido pelas associações de futebol. Quem não se lembra dos "xitos" da AF do Porto, das grotescas negociações atrás das cortinas, de trocas de favores por lugares, etc? Pretender o regresso a este passado de má memória é pois muito difícil de entender.

Pelos vistos a golpada será objecto de uma interrupção involuntária ainda na sua gestação, pelo que tudo vai continuar na mesma na organização administrativa e legal no futebol português. Pedro Proença continuará a ser presidente da Liga, eleito com o apoio expresso do Sporting, já lá vão quase dois anos (28 de Julho de 2015). 

E é por isso, pela perspectiva de tudo ficar na mesma que se impõem as perguntas básicas:

Olhando retrospectivamente estamos melhor ou pior?

Como se pode avaliar o silêncio dos organismos que tutelam o futebol e a sua incapacidade em se regular e organizar?

Para o Sporting em particular não estamos ainda mais longe do que estávamos na capacidade de influenciar e devolver transparência e verdade às competições?

segunda-feira, 10 de julho de 2017

As primeiras impressões das novas caras 17/18

É impossível de prever como será o Sporting versão 17/18, tantas são as mudanças que parecem ou podem estar em curso. Não são apenas os jogadores mas fica também a ideia que já vem da época transacta, que JJ pode recorrer mais vezes ao uso de três centrais.

Mas mesmo que assim não fosse, não seria no primeiro jogo da pré-época que se poderia tirar conclusões definitivas. Daí que ficam apenas as impressões iniciais, incidindo particularmente sobre os que acabaram de chegar. Se são reforços ou não o futuro o dirá.

Piccini
Não foi posto à prova defensivamente. Revelou disponibilidade física para fazer o corredor e dar largura mas a última decisão falhou quase sempre. A rever nos próximos jogos para se perceber se se trata de uma característica ou resultado facto de não conhecer os colegas nem as respectivas movimentações.

Petrovic
Foi outro bem diferente do que mostrou há um ano. Ao nível que apresentou é reforço. Demonstrou confiança, conhecimento do que é pedido para a sua posição, chegando a surpreender a forma assertiva como chegou e fez chegar o jogo a zonas mais avançadas do terreno, servindo bem os colegas aí colocados.

Battaglia
Pode-se dizer que, para ele, este jogo foi um Battaglia perdida. E foi assim, perdido, que andou pelo terreno.

Matheus Oliveira
As primeiras impressões confirmam os principais receios: há lugar para ele no esquema habitual de Jesus? Veremos. Sendo um jogador para quem é determinante um futebol de posse em que tenha preponderância a sua qualidade técnica e não tendo conseguido ter muita bola também passou ao lado do jogo. 

Gélson Dala
A boa prestação que teve acentuou a grande dúvida que se começou a colocar desde o que foi demonstrando desde que chegou: deve ficar ou deve sair para evoluir e voltar com outra maturidade e com melhor capacidade de decisão? Uma boa dúvida.

Leonardo Ruiz
Não lhe podia ter corrido melhor o jogo: apesar de ter entrado num momento em que já pouco se esperava, fez golo ao segundo toque, depois de uma recepção que deixou o defesa ver a relva de perto, marcando com a facilidade de um veterano. 

Bruno Fernandes
À semelhança do que disse acima de Leonardo, entrou numa altura em que o jogo já tinha pouco para dar.

Impressões em modo avulso:

Abze Jug vai para a terceira época e ainda não se consegue perceber as razões da sua aquisição, especialmente num clube que forma vários jogadores e para uma posição onde as oportunidades de jogar são muito limitadas.

Quando se vê jogar jovens com a atitude e presença de Mama Baldé perguntamo-nos sempre se é para errar porque não jogam eles ao invés de alguns "maduros" que pouco ou nada têm para nos dar.

Jovane Cabral está a precisar de algo mais do que a equipa B lhe pode oferecer, assim haja na divisão principal um projecto que lhe dê a atenção e espaço que está a pedir. 

Depois de uma época horrível em termos individuais e colectivos não deixou de surpreender a segurança exibida em todo o jogo por Tobias Figueiredo.

Não será por falta de talento que  jogadores como Iuri Medeiros, Gauld ou Francisco Geraldes não ficarão no plantel. Mas, há semelhança do que disse acima de Matheus Oliveira a sua integração no esquema de JJ afigura-se complicada e pelo menos até agora a vontade do técnico também não parece ser muito grande. Além dos que viajaram para o Algarve ainda faltam Rui Patrício, Coates, Mathieu, Fábio Coentrão, William Carvalho, Adrien, Bruno César, Gelson, Alan Ruiz e Doumbia. Quase uma equipa e ainda deve chegar mais gente.

Nota final: porque jogamos com meias do avesso? Bruxedo?...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Coentrão? O tempo não anda para trás!

Ficou ontem confirmado empréstimo pelo Real Madrid do defesa esquerdo Coentrão por uma época. Tivesse a chegada de Coentrão acontecido há cerca de cinco ou seis anos não poderia ter ficado mais satisfeito com a aquisição. Acontecendo neste momento sobram muito mais dúvidas que satisfação.

Do ponto de vista estritamente desportivo a principal dúvida centra-se no que pode dar ainda o jogador à alta competição. Não só sob o ponto de vista da prontidão no plano físico - que se esbate pela aprovação do departamento médico -  mas sobretudo pela forma como o jogador se dispõe a encará-la. O plano inclinado em que resvala há um par de épocas e as "histórias" que se construíram à sua volta assim o justificam.

Para já, e enquanto a bola não começar a rolar, a questão está centrada nas suas opções clubisticas. E tal só acontece por culpa da imprevidência de Fábio Coentrão enquanto profissional. Juras de amor eterno ao SLB vão seguramente marcar a sua passagem pelo Sporting, como ontem se viu nas redes sociais. Não vale a pena vir com moralismos, não é nada que não tivéssemos visto sempre que algo semelhante aconteceu, basta só lembrar o que foi a passagem de Carrillo para o outro lado da estrada.

E se Fábio Coentrão esteve mal no passado a gestão mediática e comunicacional feita agora pelo Sporting é ainda pior porque nos remete novamente para dito episódio, obrigando-nos a recordá-lo. Do ponto de vista pessoal, não há nada que ofenda mais o Sportinguismo que ver alguém que nos renegou de forma voluntária e consciente vir agora fazer de conta que não aconteceu e que está tudo bem. Só torna ainda pior, é tratar os Sportinguistas por parvos e sem memória. 

É que não estamos a falar de um jogador. Estamos a falar de alguém que sempre se assumiu como Sportinguista desde pequenino, até ao momento em que decide esconjurar publicamente essa ligação afectiva pelo arqui-rival SLB. O aparecimento de Fábio Coentrão no vídeo referido, voltando ao "sportinguista desde pequenino", ao invés de fazer esquecer esse momento ainda o torna mais presente. Resulta ofensivo e até patético. 

Melhor teria sido lembrar apenas que contratamos um jogador profissional que, por acaso e até há bem pouco tempo, era do melhor que havia na sua posição, ao ponto de ter os grandes clubes atrás dele. É certamente à procura dessa reabilitação que Fábio Coentrão chega a Alvalade.

Olhando para o passado, talvez a sua escolha não possa ter sido melhor. Os melhores tempos viveu-os com Jorge Jesus, que muito justamente deve ser considerado como pai, padrinho e até anjo da guarda da sua carreira. E foi também com um técnico português - Mourinho - que o jogador melhor conseguiu expressar a sua qualidade. Talvez tal não seja mera coincidência, sabendo-se como se sabe das características peculiares do jogador, moldadas pelo contexto em que se formou.

As dúvidas tenderão a desaparecer ou a acentuar-se pela qualidade das suas exibições. Se Fábio Coentrão conseguir aproximar-se do melhor do potencial que projectou e conseguiu confirmar, o Sporting contratou um dos melhores laterais-esquerdos possíveis. O nosso futebol poderá finalmente avançar para um novo nível, que as opções anteriores à disposição de JJ não permitiam. 

Mas não deixa de fazer sentido se com tantas interrogações e com o custo elevado (2 milhões???) desta operação esta será a opção correcta para o Sporting. Pela envolvente emocional e profissional a pressão é grande. E correndo bem, o Sporting reabilita um jogador para o Real Madrid de cuja operação pode apenas retirar o rendimento desportivo. Talvez desse mais trabalho, mas não seria mais avisado buscar uma solução com mais futuro?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A p#t@ da Gala e a m€4)@ da camisola alternativa

Breve Balanço de Época
A Gala Honóris é um acontecimento recente na história do Sporting que acaba por juntar a data de aniversário do clube com o final mais ou menos generalizado da época desportiva. É por isso um momento de balanço, onde se homenageiam os que mais se destacaram ao longo da época. Nesse sentido, não tivesse sido o desastre registado na modalidade mais representativa e estaríamos a falar de um bom ano. 

Bolas! Mas também não foi mau, afinal cumpriu-se um dos sonhos mais ansiados de todos nós, há casa nova para as muitas modalidades que tiveram que andar duas décadas de mochila às costas. E se atendermos ao muito que se conseguiu (no computo geral 61 títulos, se as contas não me falham ) muito se deveu precisamente à componente eclética do clube.

Aqui há que dizer que se pagaram alguns dividendos do vultuoso investimento realizado, acabando por triunfar a mudança de estratégia da direcção. Obviamente que me preocupa a questão que é inevitável: isto é sustentável? Teremos que esperar mais algum tempo para o perceber, mas pelo menos, e ao contrário do futebol, já há resultados palpáveis. 

Talvez tenha que ser este o caminho, igualando o que é feito pelos rivais, interrompendo ciclos negativos, para posteriormente conseguir impor uma nova filosofia. Destacaria obviamente o regresso aos triunfos no andebol e o triunfo absoluto histórico e quiçá inigualável no futebol feminino. 

A p#t@ da Gala
Definitivamente há um novo normal no Sporting e a última gala confirma-o logo nos seus primeiros momentos. O apresentador glorifica um momento extremamente infeliz do presidente ("a puta da gala é quando eu quiser!") e os principais atingidos por essa manifestação de poder prepotente e despótico aplaudem a ofensa como se de um elogio se tratasse.

O discurso evocativo dos 111 anos de existência do Sporting Clube de Portugal é pontuado com referências ao arqui-rival. O diligente director de comunicação que lhe levou o discurso então que lhe explique melhor a ideia de que o SLB vive obcecado pelo Sporting. Acresce que o que deveriam ser piadas arrancaram apenas sorrisos amarelos, fazendo lembrar aqueles momentos constrangedores quando nos casamentos e baptizados aparece alguém com ideia que encarnou o Benny Hill. Humor é uma coisa séria e não é para todos.

Uma das principais vitimas foi precisamente a sua actual esposa, como se percebeu pelos sorrisos forçados. Não tenho a mínima intenção de me debruçar sobre a vida pessoal do presidente, mas não nos a imponha ele em forma quase permanente. Sem qualquer ironia, desejo as maiores felicidades a ambos, mas o Sporting não devia ser tratado como se fosse "o da joana", ou como uma extensão da sua casa.  Tem tudo para correr mal, tendo-se o próprio já queixado de os média não respeitarem algo que ele se encarregou de promover e abrir a porta.

Sobre a gala propriamente dita não tenho opinião formada, por nunca ter assistido a nenhuma. Provavelmente nunca o farei por ser avesso a cerimónias. A questão da data só o foi este ano porque também foi o próprio presidente que se encarregou de a tornar num assunto polémico. Mais importante, para a generalidade dos Sportinguistas, foram as portas abertas da generalidade das instalações, especialmente do novo pavilhão João Rocha. 

É este género de manifestações que celebra o verdadeiro espírito do clube que é, ao contrário das lendas, eminentemente popular, como se explica pela sua implantação nacional e em todo o mundo onde há portugueses. E será também por obras  como o pavilhão que no futuro o nome de Bruno de Carvalho será lembrado, não é preciso que ele a imponha em frases sem a menor relevância para o universo leonino. João Rocha não o fez, sempre foi avesso a distinções, honrarias e protagonismos e tem um pavilhão que ostenta o seu nome.

A m€4)@ da camisola alternativa
Tema central da gala foi  a apresentação da camisola alternativa. Entre amigos disse que preferia uma de manga comprida, porque só uso pijama no inverno. Agora mais a sério: alternativa é isso mesmo, para ser usada quando as que nos identificam por alguma razão regulamentar estejam impedidas. 

Ora, sobre esta camisola, e respeitando todos os gostos, o que é importante dizer é que, se lhe retirarmos o emblema, podia ser de outro clube qualquer, fosse o Setúbal, Rio Ave, Moreirense, etc. Assim sendo, quer dizer que não tem o elementar: alma Sportinguista. E não faltam exemplos por ai fora de camisolas interessantes, feitas por mais ou menos anónimos mas fervorosos Sportinguistas. Alguns exemplos acima, que dada a eqxiguidade do tamanho nem fazem justiça aos originais. Mas qualquer uma delas faria melhor papel que a foi eleita.

Talvez tal como nos discursos muito se ganharia se nos cingíssemos ao que é importante e eliminássemos os ruídos e cacofonias.

sábado, 1 de julho de 2017

Obrigado a todos os que fizeram estes 111 anos de história.

Obrigado a todos que fizeram deste símbolo uma presença incondicional nas nossas vidas. Um obrigado redobrado e muito especial a todos aqueles que deram o melhor de si, muitas vezes com elevados custos pessoais e familiares, de forma anónima e desprendida. Provavelmente não figuraram nos registos nem nas nossas fotos de ocasião e de família. Mas se é incontornável o papel dos nossos fundadores o deles não o é menos. Os nossos 111 anos também se devem a eles. Dos mais conhecidos até todos os mais relevantes, o Sporting tem os melhores adeptos do mundo e hoje é dia de os lembrar a todos sem excepção.

Mais dia menos dia o que conta é a intenção.

Apanhado de surpresa pelas comemorações da fundação do Sporting a 30 de Junho, queria deixar votos de genuína felicidade, muita felicidade, ao meu primo Roberto e à sua simpatiquíssima namorada Adelina. Casam-se hoje na Lourinhã. Não os vejo há sensivelmente 12 anos mas na eventualidade de pouco ter mudado são um casal simplesmente amoroso, especialmente quando fazem vídeos de agradecimento e os partilham comigo. Ontem, dizia o Roberto: Sabes, não sei se será boa ideia casar-me. É que eu gosto de caçar Pokémon Go sozinho e a Adelina não me deslarga. Estou farto da falta de consideração. Mas Roberto, falta de consideração tem aquela que divorciaste não é? Sempre a chatear nas revistas. Realmente é. O Cláudio sabe. Quem? O Cláudio não sabe nada e ele e o Tallon nem se conhecem. Nós somos amigos.
Olha vou ter de desligar porque os carneiros já chegaram à Gala ...

Noutros casamentos (adição): Bruno de Carvalho com receio de atentado no casamento

sexta-feira, 30 de junho de 2017

De Teo a Doumbia às promessas Acuña e Martinez

No mesmo dia que se soube da saída em definitivo de Teo Gutierrez começou a desenhar-se a confirmação da aquisição de Doumbia. E certamente não faltará muito para o mesmo acontecer com Mathieu e eventualmente com pelo menos um argentino Acuña, que até poderá não vir só. 

Talvez se devesse ter aprendido alguma coisa com a passagem de Teo. O valor realizado pela sua venda é inferior a metade do que se pagou por ele. Os dividendos desportivos são mais que duvidosos, não estando incluídos os custos de aquisição e salários pagos. É aí que o entusiasmo pela chegada de Doumbia esmorece, embora este não tenha o registo de instabilidade emocional do colombiano.

Os valores ainda por confirmar nesta transacção serão seguramente altos, os prémios de assinatura também o serão e os ordenados igualarão os de Bas Dost. Será porém muito difícil que a retribuição desportiva do marfinense possa igualar a do holandês, acrescendo que os 30 anos (?) de idade serão um sério obstáculo à realização de mais valias num futuro, que não poderá ser obviamente muito distante. Do ponto de vista da sustentabilidade este é indiscutivelmente um investimento de elevado risco. 

Acrescem ainda as minhas dúvidas sobre a adequação das características do avançado às do nosso campeonato. A sua principal arma é a mobilidade que imprime aos lances a partir de trás - o que o faz parecer mais veloz do que é - aparecendo em frente aos centrais já quase impossível de parar. Se terá espaço para isso no nosso campeonato, é a minha principal dúvida, juntamente com a da compatibilidade com Dost.  Doumbia é contudo um goleador de uma eficácia terrível, senhor de apurado instinto e sentido posicional letais dentro da área, falhando muito pouco quando visa a baliza.

As dúvidas são sempre muitas na hora de contratar, especialmente quando se fala de valores tão elevados, e que não estávamos habituados. Mas a qual(idade) paga-se e é por isso que o preço a pagar por Acunã  e Pity Martinez será sempre elevado. Mas, para lá das inevitáveis dúvidas na adaptação dos sul-americanos ao futebol europeu, estamos a falar de bons jogadores que, em condições normais, permitirão ao clube realizar elevadas mais-valias quer desportivas, quer financeiras. 

Sendo dois bons jogadores, Acuña é "mais normal" e Martinez é especial. E não é só pelo seu drible rápido e curto, e saídas das linhas para o centro (diagoanais) que desarticulam os adversários. O passe é uma das suas melhores armas, assistido por uma visão de jogo e capacidade de bem decidir notáveis. Terá ainda muito que aprender quanto à importância de recuar e gerar reequilíbrios quando a equipa perde a bola, o que será provavelmente mais fácil para Acuña, um jogador mais versátil e capaz de realizar mais funções na equipa.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

Entre interrogações, dispensas e aquisições

Quando é que se começou a preparar a presente época para que ainda esteja tanta coisa por definir? Ainda por cima quando as dificuldades do que temos pela frente estavam há muito tempo adquiridas...

Haverá um preço a pagar por todos os atrasos e indefinições, ou está tudo sob controlo?

Tendo em conta os anúncios e rumores, que lugares terão no plantel jogadores da cantera como Francisco Geraldes, Podence, Matheus Pereira, Palhinha, Gauld, Iuri Medeiros  (sobretudo estes) Domingos Duarte (boa época, mas a precisar de rodar), Tobias Figueiredo (péssima época...)?

Do extenso lote de emprestados (Ary Papel, Bruno Fernandes, Mané, Ponde, Ewerton, Fokobo, Ruiz, Guilherme Oliveira, Jonathan, Miguel Lopes, Rosell, Petrovic, Sambinha, Slavchev, Wallyson) não parece que nenhum tenha feito por merecer o regresso.

Relativamente às aquisições já conhecidas que papel está destinado a Matheus Oliveira? Foi um pedido do técnico ou uma contratação da administração?

A ser verdade que Schelotto figura na lista de dispensados, juntamente com Castaignos (pedir 2,5 milhões por um jogador que não joga e quando joga não marca é dizer que não se quer vender?), Douglas, Marvin Zeegelaar quer dizer que além de Piccini ainda vem mais um lateral direito? O mesmo se pode dizer relativamente à esquerda (Mathieu, Jonathan?). Já agora, quanto se lhe pagou (a Schelotto) de prémio de assinatura e melhoria de contrato há um ano para agora ser dispensado?

Quantos centrais vão constituir o plantel além de André Pinto, Coates, Paulo Oliveira? Mathieu como central à esquerda ou lateral? 

Os nomes argentinos entretanto falados (Pavon, Pitty Martinez, Acuña) têm todos boas referências, o que os torna caros por um lado e muito apetecíveis por outro. Virá algum?

Bruno Fernandes é uma das aquisições mais promissoras dos últimos tempos. Jovem, mas já com grande rodagem num campeonato difícil como o italiano será mais um "8" que um "dez" na cabeça de Jesus. Isso servirá de confirmação para a saída de Adrien?

À saída para estágio algumas destas perguntas já estarão respondidas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Mercado emperrado. Há males que vêm por bem? (Há AG hoje, sabiam?)


As noticias que circulam desde ontem e que a imprensa de hoje acentua dão-nos conta da dificuldade em finalizar as contratações de Mathieu e Doumbia. O mesmo se pode dizer de Coentrão. É fácil perceber o que  JJ vai à procura em jogadores com este perfil: atletas com muito futebol nas pernas e na cabeça, jogadores experimentados. 

Ninguém desmente este atributo, o que se pode questionar é se estes jogadores em concreto, ou mesmo este perfil, são os jogadores de que o Sporting precisa. É assim a "experiência" um valor tão  importante? 

É óbvio que é. Mas, se atendermos a que a experiência é conhecimento acumulado pela prática, ficamos a perceber que, à excepção de Coentrão, nenhum deles conhece as especificidades do futebol português (nem o treinador e respectivo  modelo, clube e colegas e adversários). Pelo que, à partida, esse factor perde o seu carácter diferenciador, pelo menos até os jogadores se adaptarem, o que pode ou não ocorrer, como é comum.

Mas têm inconvenientes óbvios. Além do desgaste físico e emocional que carreiras extensas e vividas em permanente desafio competitivo provocam, a sua contratação envolve os altos salários que auferem e que nem sempre é correspondido com o mesmo grau de empenho e envolvimento da parte dos jogadores.

É preciso apelar a elevado sentido do dever profissional para encarar de igual forma jogar nas melhores ligas europeias como num campeonato do meio da tabela europeia. E esses valores só nos podem ser devolvidos em prestações na competição, porque dificilmente se pode reaver o dinheiro por via da valorização do activo.

Não estranha por isso que os grandes problemas a resolver para convencer este tipo de jogadores a assinar sejam os ordenados que não lhes podemos pagar. Do qual não abdicam porque a sua ligação ao clube tem como objectivo primordial o "venha nós o vosso reino", não se coibindo de um indecorosa sujeição ao leilão de quem dá mais é o melhor projecto.

Não tenho dúvidas que jogadores mais jovens, com ambição de provar seu valor e em busca de reconhecimento nos são mais convenientes quer pelo lado desportivo como financeiro, sendo os riscos menores. Mas isso envolve mais trabalho e conhecimento do mercado externo que parecemos dispor no momento, pelo que contratações como Bataglia me parecem fazer mais sentido.

Isto serve para dizer que há outro lado da moeda que não é tão brilhante quando se olha para nomes e passados associados aos nomes dos jogadores. E se este perfil se torna maioritário está-se também a por em causa a sustentabilidade do clube, uma vez que a única coisa que é certa quando se contrata um jogador é o compromisso de lhe pagar pelo valor contratado.

Olhando por exemplo para as características de Doumbia (opção de 6 milhões por um jogador que daqui a 6 meses tem 30 anos???), vejo com muitas dúvidas a sua resposta a defesas compactas e recuadas no terreno. Preferia o investimento sério - não uns minutinhos... - em jogadores que estão à espera de uma real oportunidade e que já provaram o seu valor. Isto não esquecendo que ainda há para a mesma posição Alan Ruiz, em quem o clube investiu fortemente.

É óbvio que cada caso é um caso. Casos de sucesso em contrações de veteranos como o de Schemeichel rareiam. Grande parte das vezes os movimentos que eternizam a passagem deste tipo de jogadores pelo clube é a ida à secretaria uma vez por mês para levantar o cheque.

Nota importante: Hoje há Assembleia Geral para aprovação das contas do clube que, incompreensivelmente, e à semelhança da inauguração do pavilhão, ocorre a um dia de semana. Mesmo que a publicitação do evento tenha cumprido todos as normas estatutárias, o que é altamente duvidoso, os sócios não mereciam melhor comportamento? Ou o clube só conhece os nossos e-mails quando é para nos chamar a contribuir? Não podiam ter enviado a todos nota do evento com as contas a aprovar em anexo? Bem sei que para quem assim procede entende que isto são favas contadas porque os sócios assim o têm permitido, mas pelo menos façam de conta que merecemos mais respeito.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Pavilhão João Rocha inaugurado com um lugar vazio

Hoje é um dia de festa. 13 anos depois, o Sporting Clube de Portugal volta a ter um pavilhão condigno com o estatuto do Clube e o valor das suas modalidades. Desde 2004 quando a Nave, parte integrante do antigo estádio, foi derrubada, que as modalidades de pavilhão andavam com a casa às costas, com as equipas a jogarem onde não treinavam, e com os adeptos a terem que "voar" do Vistoso a Odivelas, de Odivelas a Alvalade, de Alvalade a Alverca, de Alverca para Cacilhas, e por aí fora. O meu agradecimento aos actuais dirigentes leoninos, que conseguiram pôr de pé esta magnifica obra.
Mas infelizmente nem tudo é alegria. Logo, na Inauguração, vai estar um lugar vazio. É o lugar do Vitor. Do Vitor Araújo. Um Leão que não falhava com o seu apoio, em qualquer jogo de qualquer modalidade. Há mais de 40 anos, que o conheço, em casa ou nos campos dos adversários, bem enquadrado por muitos sportinguistas ou sozinho no meio de um pavilhão cheio de adeptos adversários.

A sua ânsia de apoiar os Leões dentro de campo, fazia com que ignorasse totalmente comentários e provocações de adeptos adversários. De tal modo que muitas vezes assisti a adeptos de outros  clubes a repreenderem os seus próprios companheiros por estarem a provocar o grande Vítor, que, imperialmente, não lhes "ligava nenhuma".

Penso que o Vitor, "vai" feliz, ao saber que o Sporting volta, finalmente, a ter o seu Pavilhão João Rocha. E que logo pelas 18:30, lá onde estiver, surgirão 3 palmas ritmadas seguidas por um forte grito "SPORTING!"

Adeus Vítor! Descansa em paz!

Nota1: este post é da autoria do 8

Nota 2: O Vitor Araújo estava nomeado para os prémios Honóris Sporting 2017, na categoria de sócio do ano. O clube, muito bem, já emitiu nota de pesar na sua página oficial.Vitor Araújo foi prémio Stromp em 2011.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como o vídeo pode matar o futebol ou como arruinar uma ideia imprescindível

Nota: Não tem nada a ver com desporto (nem com o tema do post)  mas tem a ver com a vida e sem vida não há desporto. A imagem que ilustra o post (da autoria de Pedro Brás, dos BV de Tondela) é a minha singela homenagem aqueles que dão melhor da sua vida para que a nossa seja melhor. Não há palavras suficientes para exprimir a minha gratidão.

O tema do post é o vídeo-árbitro (VAR) com cuja introdução estou completamente de acordo, entendendo até que peca já por tardia. Mas, após os primeiros exemplos práticos, ressalta a necessidade de uma melhor articulação entre todos os intervenientes e de medidas complementares, para que a implementação da medida tenha o sucesso necessário e não possa ser aproveitada por aqueles que vivem na sombra da mentira e na manipulação de verdade desportiva.

Celeridade: A actuação do VAR deve ser o mais célere possível, de forma a evitar que o jogo prossiga e este tenha desenvolvimentos com potencial para alterar o resultado do jogo. O exemplo do nosso golo anulado ontem (que foi bem anulado) mas cujo tempo decorrido entre o fora-de-de-jogo e a obtenção do golo acabou por ser elevado para que se percebesse o motivo da anulação.

Transparência: A necessidade de transparência na utilização do VAR é determinante para o seu sucesso. Para isso é necessário que os intervenientes directos percebam o que está a acontecer. Ora, como as imagens permitiram observar, é muito duvidoso que os jogadores tivessem ficado completamente inteirados da justiça da decisão. Se tal aconteceu com os jogadores e treinadores, o que terá sucedido com os espectadores e jornalistas e todos os presentes, elementos indispensáveis ao sucesso do futebol?

Medidas complementares: À medida que vai decorrendo a sua utilização, mais casos surgirão que obrigarão à tomada de medidas complementares que potenciem o seu sucesso,  para que os "velhos do restelo" e parasitas que vivem dos "enganos" não matem o VAR à nascença. Temo que o imobilismo e o interesse em continuar a dominar e ter uma palavra activa nas decisões dos jogos nos bastidores, (mas que só deveria acontecer nos relvados) por parte de quem deveria regular (FIFA, UEFA, etc.) contribua para a instalação de um sentimento de aversão a uma medida que potencia a verdade desportiva.

Dentro dessas medidas o tempo de jogo é fundamental. A discussão à volta de uma regulamentação diferente da actual sobre o tempo de jogo já decorre há muito. As interrupções que o VAR imporá vêm diminuir ainda mais o tempo útil do jogo, associando-se a outras, como lesões e sobretudo ao anti-jogo. Mais tarde ou mais cedo as tradicionais duas metades com 45 minutos de jogo terão que dar lugar ao tempo útil, quer no interesse do espectáculo, quer mesmo na importância que este terá para a própria verdade desportiva e interesse do espectáculo. Eventualmente 30 minutos de jogo útil em cada parte parece-me ser um bom ponto de partida para essa discussão.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Benfica 10 anos à frente da concorrência

É impossível não concordar com o presidente do conselho de arbitragem na sombra e que acumula funções também como presidente do SLB. As revelações que aos poucos vêm sendo feitas pelo director de comunicação do FCP no Porto canal vão confirmando o lugar que LFV escolheu para si e que põe o clube que dirige muitos anos à frente da concorrência. 

Vou até mais longe: como é bom perceber isto é apenas a parte visível do imenso esgoto em que se debate o futebol nacional e que escorreu para o exterior. Mas é já o suficiente para confirmar aquilo que se intuía jornada após jornada. Árbitros  e dirigentes condicionados ou mesmo comprometidos com um desígnio: que o SLB fosse campeão custasse o que custasse.    

Os momentos  e reacções que se seguirão serão esclarecedores sobre o grau de comprometimento dos árbitros, via reacção da APAF. Vai haver boicote corporativo ou vão finalmente querer expurgar a classe da fruta apodrecida? A Liga de Clubes, tão preocupada o fumo, vai finalmente preocupar-se com as fogueiras e os incendiários a credibilidade do futebol nacional? A FPF e até mesmo o governo vão continuar a assobiar para o lado e desviar os olhos?

PS: Não deixa de ser "engraçado" ver o nome de Manuel Mota como "nosso amigo" (deles) na boca da máquina benfiquista. Eu que o tinha como amigo do peito do Sporting. Uma  bela arbitragem diz o Janela!
E quem não se lembra, entre muitas outros favores do Mota, a anulação deste golo limpo de Slimani, em dezembro de 2013. Uma amizade já com vários anos. Este senhor, que todos já tínhamos percebido que não tinha condições para arbitrar,  vai continuar no activo? Se sim ao menos que finalmente se cumpra o sonho que há muito deve acalentar, e apareça vestido de águia ao peito. Como muito bem lembrava hoje o Cantinho do Morais, este golo ter-nos-ia colocado então em primeiro lugar


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Entradas e saídas que por enquanto não entusiasmam

Cromos repetidos
Estão para já confirmadas as entradas de André Pinto, Piccini e Matheus Oliveira. Não são merecedoras de grandes entusiasmos estas aquisições, criando a sensação de cromos repetidos. Isto é, de jogadores que parecem não acrescentar grande valor ao que já temos disponível. Exactamente o contrário do que parecia ser necessário: mesmo que poucos, elementos que significassem um reforço indiscutível.

O caso dos laterais é dos mais carenciados mas Piccini não parece que tenha muito mais a dar que Schelotto já dava. André Pinto é um valor interessante para uma segunda linha mas não representará propriamente a ideia de valor acrescentado em relação a Coates e Paulo Oliveira e não tem a velocidade de Semedo, que acaba de sair. De Matheus, além de partilha da mesma ideia dos anteriores não se percebe muito bem onde JJ o irá por a jogar. Mas sobretudo de quem abdicará, dos jogadores da casa que poderiam fazer a posição, para dar o lugar ao brasileiro.

Dúvidas & dúvidas, Lda
A saída de Ruben Semedo pode de certa forma ser considerada uma surpresa. Pela época irregular, em linha com a da equipa, pode-se dizer que o preço pago pelo Villareal até foi bom. Mas, buscando nos arquivos as exibições da época anterior, constata-se que estamos na presença de um jogador com um potencial imenso que só o azar, más escolhas ou a instabilidade que por vezes vem ao de cima se podem opor a uma carreira sólida. 

Talvez estejamos na presença de uma saída extemporânea, atendendo a que a permanência de pelo mais uma época poderia funcionar a favor de um jogador que precisa ainda de crescer emocionalmente. É claro que não estamos perante um "produto" totalmente consolidado, um problema que por vezes acaba por marcar negativamente o progresso de jogadores promissores. Oxalá tudo corra pelo melhor.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Entre Papas & 1º's ministros

O Sporting tem estado a assistir de cadeirinha às acusações do FCP ao SLB de ter a arbitragem (e não só...) na mão. Isto é assim mais ou menos como encontrar na rua o artista que afundou o império BES e o Oliveira e Costa ex-BPN a acusarem-se mutuamente de burlões: "és tu!" "Não, tu és muito mais!" Não deixa de ser um lindo espectáculo.

Ora, da mesma forma que não foi preciso ouvir sequer as gravações do apito dourado para toda gente perceber o que se estava a passar, não é preciso agora conhecer a correspondência do Pedro Guerra para saber quem é o dono do quintal da arbitragem. Ainda assim saúda-se o esforço feito pela máquina portista em desferir golpes certeiros e em profundidade na carapaça do "1º ministro" em exercício. 

Como Sportinguista interessa-me saber qual é a estratégia que seguiremos de agora em diante. Porque não vale a pena fazer de conta que não percebemos o que se está a passar: trata-se de uma contraofensiva para recuperar a cadeira perdida. Que, uma vez reconquistada, não contemplará espaço para mais ninguém. 

Das suas uma: ou Sporting tem uma estratégia já definida para retirar proveitos desta luta de poder ou então verá limitada a sua acção agora à difusão dos vídeos do director de comunicação do FCP (que, reitero, têm sido certeiros), eventualmente também à partilha dos posts do Dragão Diário. No futuro voltará ao lugar na bancada olhando para um lado e para outro, qual espectador de Roland Garros, enquanto a bola (leia-se os favores e jeitinhos) saltam de um campo para outro. Porque é mais fácil acreditar no Pai Natal do que na generosidade do Papa numa futura partilha de poder ou saneamento do futebol português.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Leaks do Car(v)alho: pregos no caixão e tiros nos pés

Há já algum tempo que era conhecedor dos dois factos que hoje agitam as noticias entre os Sportinguistas - as declarações de BdC aos jornalistas e o documento relacionado com a venda de Ruben Semedo - e, tal como então confidenciei entre amigos, estranhava que não tivessem chegado ainda aos jornais. Apesar do conhecimento prévio or duas razões nenhuma das matérias foi aqui abordada antes: por compromisso de honra de não o fazer perante quem me fez chegar a informação e por vergonha alheia. É por essa razão que me limitarei a comentar a matéria mas a não a reproduzir.

Sobre o documento que escapou entre os dedos da SAD trata-se de um tiro nos pés na credibilidade da nossa estrutura empresarial. O segredo é a alma do negócio e uma empresa que não o consegue manter em aspectos fundamentais da sua actividade está condenada ao fracasso, gerando desconfiança entre os seus parceiros de negócio e interlocutores. Fica por perceber porque cede o Sporting a terceiros os poderes de uma negociação cujos traços gerais estavam já, e bem, delineados por BdC. Para que serve afinal o "Director of Support Department", apenas para redigir ofícios?

Já relativamente à revelação das conversas tidas com os jornalistas, a questão do respeito pelo código deontológico por parte daqueles profissionais não é neste caso de somenos importância. Mas o interesse dessa discussão pode ser importante para o meio jornalístico mas cai para plano secundário para a generalidade dos adeptos perante a gravidade do que é dado a conhecer na gravação. "A gala é quando eu quero, ponto final". "Os adeptos são estúpidos por quererem jogadores da Academia no plantel" são das poucas pérolas publicáveis. E claro, atendendo à "transparência" observada no primeiro exemplo, fica por confirmar a autoria do "leak".

A ideia de conversas particulares com jornalistas é de uma ingenuidade atroz que ainda é exponenciada pela manobra de "ministro da propaganda do Iraque" do director de comunicação. Conversas manipuladas? Mais valia não dizer nada.  Depois convém lembrar que não se trata de uma conversa em off entre amigos. Os interlocutores são jornalistas, seguramente que a maior parte dos quais não tem qualquer ligação ou intimidade com Bruno de Carvalho.

Mas o que mais uma vez se confirma é que Bruno de Carvalho não tem a mais elementar noção do  cargo que ocupa, quem representa e da instituição a que preside. Não menos importante é a noção de respeito pelo lugar onde essas conversas são promovidas. Alvalade não pode ser confundido com o mais reles dos tascos como aconteceu neste triste episódio. Tenho dúvidas que em muitos desses lugares o autor desta conversa não fosse convidado a sair.

Sobre as generalidade das declarações, nenhuma surpresa porque já há muito que percebi que não há limites para Bruno de Carvalho. O mesmo em relação ao tom condescendente como elas vão ser analisadas por alguns sócios e adeptos. É a abertura sem quaisquer limites que lhe vem sendo oferecida desde o inicio do seu primeiro mandato que lhe alimenta a combustão permanente em que vive.

Como várias vezes tenho dito entre amigos é Bruno de Carvalho que se tem encarregado de fazer a cama onde se deita. Ou se preferirem é ele que constrói o seu próprio caixão. Este caso é um bom exemplo porque é apenas o "the last but not the least". Quando deveria estar a saborear os êxitos das várias conquistas desportivas recentes ou mesmo dos resultados trimestrais alcançados estes acabam sepultados debaixo do ruído que o próprio se encarregou de oferecer em bandeja e megafone.

Fica a dúvida sobre o que é pior: que o estado em quem se encontrava BdC no momento em que efectua as declarações seja natural ou induzido, atendendo a que, pelos vistos, se tratava de um pequeno-almoço...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dobradinhos

Dobradinhos de gratidão é como devemos estar não só perante os troféus mas também pela qualidade e pelo excepcional espírito de corpo e dedicação ao clube exibidos pelas nossas campeãs que ontem juntaram a taça ao campeonato. Gratidão que se estende a todo o departamento perante aquilo que se pode considerar os golos a partir do pontapé de saída que os títulos em todos os escalões constituem. O lema "Não há desculpas" não podia ser mais oportuno e mais feliz. Parabéns!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Ganhar pode ser um hábito? E quanto vale o amor à camisola?

Imaginem que o Ruesga não usava com precisão - e muita raiva, e muita classe! - aquela arma de destruição maciça que deu em golo ou que o Cudic não imitava uma parede naquele lance final. Enfim, imaginem que tudo voltava a correr mal, como já havia sucedido anteriormente, várias vezes. Se tal sucedesse eu não estaria a escrever agora este post, mas sobretudo não teríamos escrito mais uma maravilhosa história para contar. 

Antes que pensem que vou efectuar um exercício de masoquismo desenganem-se. Este primeiro paragrafo serve apenas para colocar a questão: mereceria menos do nosso apreço e consideração se, por um qualquer acaso em que o desporto é fértil (um ressalto, uma mão a desviar o caminho da bola) não tivéssemos sido bem sucedido e não tivéssemos reconquistado o título ao fim de 16 anos, apesar de todo esforço e dedicação postos em cada lance? Talvez não conseguíssemos encontrar disposição e energia para o fazer, mas seguramente que o mereceriam. Foram bravos, lutaram e, apesar do espectro da desilusão, puseram todo o coração quando a ansiedade toldou a razão. 

Sobreviver aos minutos finais era imperativo, já se adivinhava que iriam ser difíceis. Quanto pesam afinal 16 anos sem ganhar, ficando tantas vezes no limiar do sucesso? Que valor acrescentado tem em termos colectivos e individuais o hábito de ganhar, a familiaridade com os títulos? Quantas vezes tremem as mãos ou os pés, quantas se desconfia da sorte e de si próprio quando os momentos decisivos se aproximam? Apesar da subjectividade do tema não permitir quantificações é quase inevitável pelo menos questionarmo-nos. Por isso foi tão importante esta vitória, foi quebrada uma importante barreira psicológica que habitualmente se colocava entre nós e o sucesso em alturas decisivas. 

Ora o que esta vitória ajudou a revelar foi que ela se ficou a dever em grande parte a uma estrutura semi-amadora, desde o treinador, a alguns dos responsáveis administrativos, convivendo lado a lado com profissionais bem pagos. Algo que talvez julgássemos não existir a este nível. Pessoas que inventam forças e tempo para se desdobrar em pais, maridos, profissionais convencionais e simultaneamente de alta competição. Como se consegue? Seguramente, até pelo que pudemos observar nas declarações do post-jogo, porque para eles o Sporting é mais do que uma profissão, é uma paixão, são como nós, são uns de nós. 

Talvez as estruturas mais profissionalizadas, como por exemplo o futebol, devam ter mais gente assim. Obviamente habilitados pela formação específica de alto nível indispensável, mas qualificados também pelo sentimento, pelo coração. É que quando tudo parece faltar é aí, no amor inexplicável e incondicional que temos pelo clube que damos o que é preciso e que mais ninguém poderá dar.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Houve troca de contratos na "operação Rodrigo Battaglia"?

Dizer que Rodrigo Battaglia é um jogador com perfil "à Jesus" é dizer o óbvio, mas não é dizer tudo. Trata-se de um jogador que há muito tempo anda no radar dos scouters e a única surpresa foi a sua chegada a Braga, quando se lhe auguravam outros destinos mais vistosos. Porém, a confirmar-se a sua saída para Alvalade, o tempo passado na cidade dos arcebispos foi menor do que o número de viagens de ida e volta: desde que chegou em 2014 não se conseguiu fixar no plantel, rodando entre Moreirense, Chaves e incluiu até um breve regresso à Argentina. Foi precisamente em Chaves que despertou a atenção, mostrando algo que ainda não se tinha visto e que nem os últimos meses num Braga em perda menorizou.

Imagina-se que JJ veja nele um potencial "8", no lugar de Adrien  e até não surpreenderia ninguém que o estivesse a ver jogar no lugar de Adrien. O argentino não tem medo de ter a bola nos pés, lê bem o jogo, não se limitando por isso às tarefas de pressionar e defender que o seu porte físico permitem intuir. Quem o conhece augura-lhe um bom futuro, estranhando ter demorado tanto tempo a chegar a um grande. Como obstáculos a contornar pelo argentino, e que poderão ter estado na origem deste interregno, uma menor qualidade no último passe e alguma dificuldade emocional para lidar com as suas expectativas.

Por curiosidade pode-se acrescentar que é um internacional sub-20 pela Argentina que se cruzaria com a selecção portuguesa e ficaria pelo caminho nos quartos-de-final, no desempate por grandes penalidades da competição de 2011.

Potencialmente trata-se de uma aquisição muito interessante. O preço, como sempre, só contará se acabar por defraudar as boas indicações que traz, mas 3,5 milhões mais dois jogadores parece excessivo. O mais intrigante contudo são os termos até agora conhecidos das contrapartidas adicionais: o empréstimo de Jefferson e a cedência definitiva de Esgaio. Não terão trocado os nomes nas cláusulas? É que Jefferson está a caminho da última época de contrato, ficando livre em Dezembro. E Esgaio, de quem se vai dizendo sempre que é pouco, além de não desmerecer em nada aos que ficam, sempre é da casa, sendo por isso difícil de perceber a saída em definitivo. Não faltam exemplos semelhantes de decisões das quais não faltaram razões para nos arrepender.

Nota: Jefferson tem contrato até 2020 e não, como pensei, até 2018. Tem 28 anos e Esgaio 24.

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