quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Sporting 6 - U. Madeira 0: O União para mostrar a força

Mesmo considerando o facto de o adversário ser de escalão inferior, a força demonstrada ontem pelo Sporting é um momento digno de nota, especialmente por dar indicações de a equipa vir em crescendo e estar nesta altura a viver o seu melhor momento da época. Algo que em breve, logo no inicio de ano, será testado ao mais alto nível no Eterno Dérby.

Uma primeira observação para a meia surpresa de Jesus, apresentando praticamente a equipa titular. Talvez seja algo injusto para alguns jogadores que esperariam uma nova oportunidade. Ristowski e André Pinto, por exemplo. Como não era avisado jogar com uma equipa de jogadores menos utilizados JJ optou por premiar Salin, Bruno César e Bryan Ruiz. 

O costa-riquenho justificou a chamada, não pelo que fez mas pela demonstração de necessidade de rodar para adquirir ritmo. Doumbia continuou o sumário da lição anterior: eficácia e noção de golo que pode ser muito interessante, pena é a alergia que se instala entre ele e Dost, parecem água e azeite. Saliência ainda para a descida promissora de Acuña até à lateral esquerda da defesa. Algo que não é de todo estranho, embora num registo algo diferente, inserido numa defesa a três ao centro. Foi tão bom que ainda deu para ver Iuri fazer uma demonstração do seu potencial individual, falta agora deixar ser aquilo que muitas vezes tem sido: um corpo estranho para a equipa.

E assim vamos descansados para ceia de Natal, esperando que os jogadores, merecendo inteiramente um breve intervalo com os seus familiares, não se distraiam com as luzes, prendas e viagens e mantenham o foco e o compromisso que têm alardeado nos últimos jogos.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Para afixar nos balneários em Alcochete

Por vezes não se consegue perceber o que leva um jogador talentoso e cheio de potencial acabar por se perder na imensidão de grandes jogadores que nunca o chegaram a ser. Muitas vezes nem sequer conseguem ser profissionais de futebol. 

O miúdo da foto acima (de 2014) é o miúdo das fotos actuais e, numa magnifica entrevista ao The Player's Tribune, onde cheguei através do site Trivela, ajuda a explicar como é que se escolhe o caminho, como se pode estabelecer a diferença. E ainda assim deixa ficar subentendido que a ideia que se chega lá cima facilmente só acontece nos filmes e nos romances.~

Um belo pedaço de prosa que devia ser lido por todos os craques em potencial e, não menos importante, pelos pais e educadores, por vezes tão ou mais sonhadores e ambiciosos que os futuros craques.

Sempre que eu marco um gol pelo Manchester City, minha mãe liga para mim. Assim que a bola balança no fundo da rede, o telefone toca.

Não importa se ela está em casa, no Brasil ou no estádio me assistindo jogar. Ela me liga todas as vezes. Então, eu corro até a bandeirinha do escanteio, coloco a mão no meu ouvido e digo: “Alô, Mãe”.

Quando eu cheguei no City, as pessoas acharam isso muito engraçado, e eles viviam me perguntando o que aquilo significava.

Tem uma resposta rápida: amo minha mãe e ela está sempre me ligando.

E tem uma resposta longa, que começa quando eu ainda era um menino com um sonho.

É claro que no Brasil existem milhões de meninos com um sonho. Mas eu tive sorte, porque no meio do caminho eu pude conhecer alguns super-heróis.

Não ria. É verdade. Eu vou provar para você.


Eu cresci num bairro chamado Jardim Peri, na Zona Norte de São Paulo, e para algumas pessoas que moram lá a vida é uma luta. Mas eu tive minha mãe. Que trabalhava muito duro e garantia sempre à nossa família comida na mesa. Mas para muitos garotos com os quais eu cresci era mais difícil. Às vezes, eles só tinham uma única refeição no dia, e essa era a que eles recebiam dentro do clube. Para ser sincero, muitos deles nem mesmo apareciam para jogar. Eles só vinham para se encontrar e comer de graça um sanduíche de mortadela com refrigerante. Era sempre pão com mortadela e uma lata de refrigerante.


Às vezes, era só refrigerante. E isso tinha que durar até o fim do dia.

Para mim, todos os meus sonhos, todas as coisas que eu tenho agora – tudo isso começa com o Pequeninos. Na verdade, é mais do que um clube de futebol. Não pense nas praias e todo esse tipo de coisa. Nosso campo era do lado de fora de uma prisão militar. No lugar onde era para ter o gramado, só havia sujeira e estava cercado por grandes pinheiros. As únicas pessoas que jogavam lá além das crianças eram os policiais dessa prisão.

Quando eu tinha nove anos de idade, eu apareci lá com meu amigo Fabinho, para ver se nós podíamos jogar pelo time. Nós andamos pela mata com as nossas chuteiras de futebol embaixo do braço. E foi então que nós conhecemos o cara que mudou nossas vidas – José Francisco Mamede, técnico do time mais novo. E ele disse pra gente “Com certeza, vocês podem jogar na próxima partida”.

Não tinha nenhum papel para assinar, nada. Porque este clube não era do tipo que tentava fazer crianças se transformarem em lucro – tem a ver com mostrar para essas crianças algo positivo, e dar a elas alguma coisa para comer e mantê-los longe das ruas. O Pequeninos não é um clube grande, então provavelmente você nunca ouviu a respeito. Mas eu tenho de dizer, eles fazem milagres por lá.

Era engraçado porque o técnico Mamede tinha um velho fusca branco – devia ser anos 70– e ele levava todos os garotos nele, e nós éramos tão pequeninhos que ele fazia caber 9 ou 10 dentro do carro, mais as chuteiras, as bolas, as cestas básicas e todo o resto.

Cara… o que esse clube faz por aqueles meninos, é incrível.

No Brasil, nós temos um nome para pessoas como Mamede: heróis desconhecidos.

E foi isso que ele representou para muitos garotos. Ele e outros técnicos… Eles  deram pra gente uma chance na vida.

Para mim, o amor pela bola era tudo. O treino pelo Pequeninos acontecia somente duas vezes por semana, então, se eu não estava lá, eu estava jogando nas ruas do Jardim Peri. Às vezes, eu ficava jogando bola com os meus amigos até meia noite – depois, nós ficávamos na rua falando sobre as meninas e tirando um com a cara do outro até as duas da manhã.

Em casa, não tinha muita coisa para fazer. Meu pai deixou a família logo depois que eu nasci, então minha mãe trabalhava todo o santo dia para sustentar a mim e a meus irmãos. Ela era faxineira na cidade, e quando ela voltava para casa no fim do dia, ela tinha que dividir a cama comigo e com um dos meus irmãos.

Alguns garotos têm videogame. Eu tinha a bola e a minha imaginação. E foi legal porque eu tive uma infância de verdade. Havia esses grandes torneios de futebol em que cada rua tinha um time, e o troféu era uma garrafa de refrigerante. Cara, era uma guerra por aquele refrigerante. É tudo o que você tem, sabe? Na real, aquilo era mais importante pra gente do que uma Copa Libertadores.

Se você ganhou o título, você passava a garrafa ao redor, e é diferente de tudo que você já provou antes. Todo mundo podia dar um gole e passar pra frente. O troféu de refrigerante é dez vezes melhor do que a champagne. Dez vezes melhor.

Quando eu tinha 13 anos de idade, aconteceu uma coisa que realmente me marcou. Nosso time, Pequeninos, entrou num campeonato importante em São Paulo, e, cara, nós éramos bons. Nos jogos das primeiras rodadas, nós vencemos clubes maiores por 12 ou 13 gols. Mas quando chegamos na final nós tínhamos pela frente a Portuguesa de Desportos, que é um clube profissional. A única razão pela qual os clubes grandes entravam no campeonato é que eles podiam selecionar os jogadores dos times menores. E, você sabe, é como nos filmes. Nós éramos o time pequeno que jogava do lado de fora da prisão, e eles eram do clube profissional com equipamento e todo o resto. Mas eu e meus amigos falamos assim: “Ah, a gente vai ganhar essa. Deixa com a gente.”

Então, veio uma tempestade. Na noite anterior ao jogo, choveu tão forte que quando amanheceu as pessoas estavam falando em talvez cancelar a partida final.

Na hora em que demos o pontapé inicial, o campo todo era uma lama só. Esse dia foi louco. Nós começávamos a correr e nós caíamos pelo campo. Ninguém no nosso time conseguia ficar em pé. Mas de alguma maneira os jogadores da Portuguesa estavam bem. Eles ficavam em pé.

Eles tinham chuteiras de trava de metal. Aquelas que você pode usar na chuva.

Nossas chuteiras eram aquelas das mais baratas, com travas de borracha. Elas estavam todas gastas. Nós não tínhamos dinheiro para comprar as chuteiras mais caras.

E eu me lembro, naquele momento, de pensar algo tipo “não é justo… mas a vida continua.”

Mesmo assim, nós demos a vida para vencer aquele jogo. Mas nós acabamos perdendo por 4-2. Eu nunca vou me esquecer de ver a Portuguesa comemorando com o troféu. Foi uma lição muito boa para mim. Futebol é como tudo na vida. Não é justo. Então, você tem que dar um jeito, mesmo não parecendo justo.

Foi uma lição perfeita, porque os próximos anos da minha vida seriam muito difíceis. No Brasil, se você tem sonho de se tornar um jogador profissional, você geralmente está na Academia de um grande clube aos 12 ou 13 anos. Mas, por alguma razão, as coisas não estavam funcionando para mim. Eu fiz um teste no São Paulo Futebol Clube, e eles gostaram de mim, mas então me disseram que não poderiam me oferecer um quarto na Academia, que era muito longe da minha casa. Se eu fosse de ônibus para lá todos os dias, eu teria que largar a escola e minha mãe… hahaha… certamente não aceitaria isso. Ela era totalmente a favor da escola.

Eu devo tudo para minha mãe principalmente nessa fase da minha vida. Porque muitos garotos no Brasil, quando são de origem mais humilde, têm de começar a trabalhar quando fazem 14 anos de idade para ajudar a família. Eles não podem jogar futebol, ir para a escola e trabalhar ao mesmo tempo. Então, o sonho deles morre nesse momento.

Mas minha mãe… cara, ela acreditou em mim. Seja qual for a razão, ela acreditou. Ela falou para eu continuar, não importando o que eu tivesse que fazer.

Então, aos 13 anos de idade, eu comecei a jogar com os caras mais velhos na várzea.

OK – todos em São Paulo sabem do que estou falando agora (e provavelmente já começaram a rir). Mas para todos aqueles que não sabem do que estou falando, vou explicar.

A várzea é como o basquete de rua nos Estados Unidos, ou como a Liga semiprofissional de futebol na Europa. Os campos são todos esburacados e você joga contra os marmanjos – os caras casca grossa. A várzea é conhecida por ser de extremo contato físico. Tinha muita coisa pesada acontecendo no campo.

Eu nunca vou me esquecer de um momento…

Nós estávamos jogando uma partida importante contra um time grande. Eles sempre tiveram uma das melhores equipes da várzea, mas eles estavam fora da Liga por alguns anos por causa de algo que fizeram depois de um jogo, e eu não quero entrar em detalhes porque provavelmente tem criança lendo isso aqui

eu vou quebrar as tuas pernas se você tentar me driblar de novo”.

Então, esse era o primeiro ano deles de volta à Liga, e eles estavam jogando contra nós uma partida para classificar para um campeonato maior. Eu me lembro de todos os jogadores deles olhando para mim antes do jogo: “Quem é esse moleque? Isso é sério?”

E era sério!

Aos quatro minutos de jogo, eu driblei o melhor zagueiro do time deles e marquei um gol, e eu me lembro de todos eles olhando para mim, tipo “Ok, moleque, nós vamos fazer da sua vida um inferno”.

Foi a partir daí que eles começaram a me bater todas as vezes que eu tocava na bola. Eles ficaram muito loucos – como se eles tivessem vindo atrás de mim para me machucar. Tinha um baixinho no meio de campo deles que era conhecido por ser um valentão, e ele ficava me dizendo: “eu vou quebrar as tuas pernas se você tentar me driblar de novo”.

Então, eu peguei a bola… e o driblei novamente.

Foi um lance como na NBA. Quebrei a espinha dele. Deixei no chão.

Eles mais uma vez fixaram os olhos em mim como se fossem realmente me matar.

Mas… o que eu posso dizer? Quando eu tenho a bola aos meus pés, vivencio um mundo diferente. Então eu peguei a bola de novo e, sem olhar, dei um passe para um companheiro de time marcar um gol.

A torcida que acompanhava o jogo estava indo a loucura.

A partida terminou em 2-2, e nós vencemos nas cobranças de pênaltis. Eles ficaram revoltados. No apito final, o valentão virou pra mim e disse: “ Eu falei que ia quebrar as tuas pernas, moleque. Te espero no estacionamento”.

Ele estava sério. Foi tenso. Eu me lembro de pensar “já era… Eu posso não sair daqui.”

Mas, por sorte, meus colegas de time me protegeram. Todos eles ficaram em volta de mim e me levaram até o estacionamento, e só assim consegui chegar em casa em segurança.

Mas esse está longe de ser o fim da história. No Natal do ano passado, eu fui para casa para ver minha família, e tive de ir ao banco para resolver alguns problemas burocráticos. Fui pegar meu carro no estacionamento… e o cara que cuida dos tickets no guichê me deu aquela olhada, como se ele me conhecesse.

Ele devolveu o ticket.

Mas seguiu fixando o olhar em mim.

Então ele diz “Ei, garoto”.

Estou olhando para ele, tipo, Huh?

Ele diz: “Lembra de mim? Da várzea, mano! Eu ia quebrar as tuas pernas!”

E eu assim: Oh meu Deus. Eu não sabia o que ele ia fazer.

E então ele diz: “Cara, eu ia mesmo quebrar as suas pernas. Você acredita nisso?”

E eu tentando manter a tranquilidade, tipo: “Que isso, mano. Você não ia fazer isso, não. Eu sei que você só estava brincando”.

Mas ele segue afirmando: “Não, mano. Não. Eu ia mesmo quebrar as suas pernas. E agora você está jogando pelo meu time, cara! Eu te amo, mano! Eu não posso acreditar nisso. Você consegue imaginar se eu tivesse quebrado as tuas pernas?”

A gente riu, e eu tirei uma foto com ele.

Existe uma expressão no Brasil, e é a única forma de descrever o que aconteceu comigo. Minha vida mudou da água pro vinho. Cinco anos atrás, eu estava jogando na várzea, apenas tentando sobreviver, apenas tentando chegar num clube grande no Brasil. A várzea me deu uma boa perspectiva. Eu joguei com grandes jogadores que hoje são motoristas de ônibus, ou trabalham no supermercado, ou são pedreiros. E não foi porque eles não eram bons jogadores ou porque não se esforçavam. O que conta nessas horas é a sorte e a oportunidade. Algumas pessoas têm que ir atrás do seu sustento e não podem ficar correndo atrás dos seus sonhos.

Se eu não tivesse o apoio da minha mãe, eu provavelmente estaria no mesmo caminho desses outros jogadores da várzea.

Mas, em vez disso, eu tive a oportunidade de fazer um teste para o Palmeiras quando eu tinha 15 anos, e tudo decolou a partir dali. Acho que não consigo nem explicar. Foi como destino, de certa forma. Deus escreveu tudo perfeitamente.

Eu fiquei com o time júnior e assinei o meu primeiro contrato de verdade. De lá para cá, o tempo passou voando… Fui para o time principal, consegui me destacar e, para minha surpresa, cheguei até a Seleção Brasileira e pude participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Quando recebi a ligação, foi uma emoção inexplicável.

Para fazer você entender o que esse momento significou para mim… apenas dois anos antes, eu estava nas ruas do Jardim Peri pintando as calçadas de verde e amarelo para a Copa do Mundo de 2014. Os caras da vizinhança que desenhavam muito bem fizeram grandes murais – com os rostos dos jogadores brasileiros, como David Luiz e Neymar – e nós estávamos ajudando a deixar tudo aquilo colorido.

Esse torneio em 2016 foi bastante especial para os brasileiros, porque a medalha de ouro olímpica era a única conquista que o país do futebol jamais tinha vencido. Eu lembro que o peso daquele campeonato era muito grande – não apenas porque era no nosso país, mas pelo que aconteceu na última Copa do Mundo. Depois que nós não jogamos bem as duas primeiras partidas, a crítica ficou muito intensa, especialmente contra o Neymar. Eu realmente admiro o Neymar pelo modo como ele lidou com tudo isso e pela maneira que ele conseguiu liderar nosso time.

Antes do campeonato, eu era apenas mais um fã do Neymar, como tantas outras pessoas. Ele é um jogador de futebol incrível, que todo muito conhece. Mas ter a chance de saber quem ele é de verdade durante esse período…foi especial, por causa do jeito dele. A forma que ele trata todo mundo me surpreendeu bastante – porque mesmo no curto período de tempo que eu vivi no futebol, eu vi tantos caras que nem são grandes jogadores, que não ganharam nada, serem mascarados. Mas o Neymar trata todo mundo como se fosse irmão dele. Ele foi a grande razão pela qual a gente foi capaz de se unir e ignorar a pressão e jogar um para o outro.

Quando a gente ganhou a medalha de ouro, foi um momento incrível para o time, e também para o país. Antes dos Jogos, o Neymar fez uma tatuagem, e eu me inspirei nele para fazer uma parecida, porque realmente diz tudo o que isso representou para mim: uma criança pequena, que está de pé no fundo de um morro, olhando para as favelas, segurando apenas uma bola de futebol debaixo do braço e sonhando com seu momento.

Não sou somente eu, e não é apenas Neymar. São tantos brasileiros. E isso é o que aquele ouro significou pra gente.

Eu quero fazer tudo o que estiver ao meu alcance para fazer parte da equipe da Copa do Mundo de 2018, e eu sei que há muita disputa para ver quem será convocado. Essa foi a grande razão pela qual eu decidi vir para o Manchester City. Eu sei que eu preciso continuar me desenvolvendo como jogador.

Eu vou dizer pra você, aqui é muito diferente do Brasil. Você não vê muito do sol… Cheguei a receber algumas ofertas para ir para outros clubes, de lugares mais quentes, por exemplo. Mas, para mim, a decisão de vir para o Manchester City tinha um peso maior por poder jogar sob o comando de Pep Guardiola.

Esta é minha primeira vez num país que é realmente muito frio e onde eu não falo a língua. É um desafio ser compreendido, e pode ser solitário nesse sentido. No entanto, quando Guardiola me ligou enquanto eu decidia para qual clube eu ia jogar, ele disse que estava contando comigo. Eu posso dizer que o Guardiola estava sendo verdadeiro – e no futebol isso significa muito.

Quando ele disse isso, eu não pensei duas vezes. Minha decisão estava tomada. Era o City.

Mas antes de eu ir para o Manchester City, eu tinha uma última coisa a fazer. Eu tinha de encerrar um capítulo da minha vida.

Então eu voltei para o campo onde os Pequeninos jogam, com as chuteiras debaixo do braço, como quando eu tinha 9 anos de idade. Mas desta vez um pouquinho diferente. Eu tinha 250 pares de chuteiras realmente boas para os garotos.

Agora, quando qualquer um dos grandes clubes jogar contra o Pequeninos num campo molhado, é melhor tomarem cuidado. Daqui em diante, não tem mais essa desculpa.

Sabe, não vou mentir. Quando eu vim para o Manchester City pela primeira vez, eu me senti perdido. Minha mãe estava indo e vindo da Inglaterra para o Brasil, e era extremamente difícil ficar longe dela, porque ela é tudo para mim. Ela foi ao mesmo tempo pai e mãe para mim quando eu estava crescendo. Me lembro que, quando estava jogando pelo Pequeninos, eu via algumas crianças depois dos jogos com os seus pais, e eu estava sozinho. Aquilo foi pesado para mim. Me marcou. Mas agora, quando alguém pergunta do meu pai, eu digo que minha mãe é meu pai. Ela fez tudo por mim e pelos meus irmãos.

Ela foi outra heroína desconhecida.

Quando eu faço um gol, mesmo quando ela não está no estádio, eu “pego o telefone” e falo com ela.

Quando a gente era criança, a minha mãe ficava ligando o tempo todo para descobrir onde é que eu estava, e se eu não atendesse, ela começava a ligar para todos os meus amigos. Era apenas uma piada entre a gente.

“Alô, Mãe!”

Quando eu pego o telefone é em homenagem à minha mãe e à nossa luta. Mas também é uma homenagem aos meus amigos e à minha família, e também ao técnico Mamede e a todas as pessoas no Brasil que me ajudaram a chegar até aqui.

Eu sempre fui um sonhador. Mas mesmo nos meus melhores sonhos, eu não pensei que estaria vivendo o que estou hoje. Sei que existem muitos garotos que vão pintar as ruas, que não jogam por um grande clube e que as pessoas têm dito que eles não vão conseguir chegar lá.

Eu diria para eles nunca pararem de lutar.

Quatro anos antes de eu andar pelo túnel do estádio Etihad, eu ainda estava jogando na várzea – e os caras estavam falando que iam quebrar minhas pernas num estacionamento.

Sua vida agora pode ser apenas sanduíche de mortadela com refrigerante.

Mas se você continuar a correr atrás dos seus sonhos, cara… quem é que sabe o que pode acontecer?!?

A água pode se transformar em vinho…

Então, para todas as crianças. Se você chegou até aqui na minha história, eu tenho uma mensagem final, e isso é realmente importante.

Jamais parem de sonhar.

Ah, façam mais uma coisa por mim. Liguem pra Mãe. Ela sente saudade.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Saiba o que diz o Tio Patinhas de Alvalade sobre as contas do Sporting

Saudações Leoninas a todos!! 

Inauguro hoje uma colaboração com o distinto “Leão de Alvalade” e começo por agradecer o honroso convite que me endereçou para assumir uma colaboração com o seu blog, versando sobre os aspetos financeiros do Futebol e do nosso Clube em particular.

Assim, começo esta colaboração escrevendo sobre as últimas demonstrações financeiras apresentadas pela SAD do Sporting e que apresentam um resultado positivo de 24,9M€. E prevejo (e se me enganar, estarei aqui para dar a mão à palmatória) que se não ocorrer uma venda neste mercado de Inverno ou antes do fecho do exercício (antes de 30 de junho), penso que o Sporting corre o risco de poder apresentar prejuízo ou algo muito perto disso. Mas vamos antes tentar dissecar alguns números.

Os nossos proveitos operacionais do trimestre foram de 34.79 M€, dos quais 17,04M€ dizem respeito à Liga dos Campeões, pelo que os proveitos expurgando a LC e transferências, devem rondar os 70 a 75 M € por ano. Com a boa prestação da UEFA, direi que será possível passar dos 100M€ sem transferências, pela primeira vez (no ano passado, foram cerca de 80M€). O aumento de cerca de 2M€ dos proveitos operacionais é explicado pelo facto de termos disputado a Pré-Eliminatória e pela receita de bilheteira acrescida, no mês de agosto (sem correspondência com o período homólogo).

E por falar em bilheteira e apesar de no início de cada época, a Direção ser criticada pela sua política de preços (estes têm subido a cada ano) e de muitos preverem a descida apocalíptica das vendas de lugares anuais, os números têm dado razão à política seguida, uma vez que temos um aumento de cerca de 15% das receitas com a venda de lugares anuais, as nossas Gameboxs.

Ao nível dos custos, existe mais um aumento da massa salarial (depois das duas primeiras épocas de apertar o cinto, têm crescido ano após ano). Mesmo descontando 0,8M€ respeitando a jogadores que já não se encontram no plantel, temos um aumento de pelo menos 7M€ neste ano. Atrevo-me a dizer que o impacto da massa salarial da SAD rondará os 70 a 75M€, sendo similar aos proveitos operacionais sem a Liga dos Campeões e receitas com alienação de passes.

No que concerne aos Bancos, verificamos que os depósitos à ordem restritos, totalizam já mais de 5M€. Para quem não lê os R&Cs, estes DO restritos servem para liquidação de dívida bancária, juros e constituição de conta reserva (pagamento de VMOCs). O “famoso” factoring reduziu cerca de 13,3%, para 26M€, sendo 22,4M€ referentes a épocas futuras (chegou a ser mais de 38M€ em 2014). Verificamos uma redução do passivo bancário num trimestre de 2M€ e uma reestruturação entre diversas dívidas, diminuindo os descobertos bancários e aumentando os empréstimos “normais”. Um dia, prometo escrever mais sobre o factoring, mas ressalvo que não deixa de ser mais um instrumento financeiros colocado à disposição das empresas e claro está, do Sporting. No entanto, ao contrário do que muitos afirmam, o facto de anteciparmos o recebimento de proveitos futuros não influencia a nossa Demonstrações de Resultados, pois estes proveitos serão diferidos e reconhecidos contabilisticamente, no período temporal a que dizem respeito.

Em resumo e para que este primeiro “escrito” não se torne demasiado longo, um primeiro trimestre em linha com o esperado e uma estrutura de custos, algo dependente da Liga dos Campeões (sem esta receita, nunca operacionalmente o Sporting atingirá o equilíbrio, com a atual estrutura de custos). Num ano sem LC, os prejuízos sem alienações de passe, podem atingir “facilmente” números acima dos 20M€. Ainda por cima, quando algumas rúbricas de receitas parecem ter deixado de ter espaço para crescer, nomeadamente Patrocínios, Loja Verde (variação de apenas 100 mil Euros de um ano para o outro), Direitos Televisivos (uma vez que já foram revistos em alta, há 2 épocas atrás).

Para terminar e porque muitas vezes me perguntam, confirma-se que o valor à Doyen já foi liquidado, pelo Tribunal Suíço, que havia solicitado a retenção das nossas receitas da Liga dos Campeões do ano transato, apesar de a “batalha” judicial ainda não ter terminado (e a provisão ainda não foi totalmente revertida). Assim, o pagamento desta dívida é a grande explicação para a diminuição do nosso passivo, face a 30 de junho de 2017.

Comentem e aguardem pelos novos capítulos!

O vosso “Tio Patinhas” de Alvalade

domingo, 17 de dezembro de 2017

Sporting 2 - Portimonense 0: As passas dos algarvios

Por vezes, tal como aconteceu hoje em Alvalade, há jogos que têm tudo para ser complicados e acabam por ser simples e ganhos com relativa facilidade. E, para que tal suceda, é importante marcar cedo, quer para conforto da equipa quer para não permitir veleidades ao adversário. Neste jogo, se há alguma coisa a lamentar é provavelmente o índice de eficácia, tantas foram as oportunidades criadas.

Especialmente naquela que foi uma das melhores primeiras partes da presente época, o Sporting podia ter arrumado logo com o jogo, particularmente na demolidora meia hora inicial. A dado momento os algarvios devem ter pensado que jogávamos com jogadores a mais, tanto era o jogo que canalizávamos para a sua baliza e tamanho era o anel constritor que uma pressão quase exemplar que os impedia de saber se era o Patricio ou o Salin quem ocupava a baliza titular.

Não há neste jogo especiais menções individuais negativas, embora se possa considerar que já vimos o Marcos mais capaz de meter uma (ou mais...) Acuña pela equipa... Mas claro, nunca é demais lembrar que este deveria estar a ser o seu final de época e vem de uma lesão. Já Gelson, sendo incapaz de jogar mal, teve uma "exibição inútil", isto é, o resultado final das suas estonteantes jogadas continua a ficar aquém do seu esforço e participação no jogo. Várias vezes podia ter assistido melhor e, se tal acontecido, os algarvios teriam um cabaz bem cheio de passas, o que viria a calhar com época natalícia, já que das ditas algarvias já levam deste jogo de sobejo.

É muito dificil e talvez injusto este tipo de nomeações. A equipa actuou como um bloco, e foi essa a grande virtude e razão do triunfo. Mas obviamente que lembrar a grande meia-hora de Podence, com aquela assistência de compêndio se torna obrigatório. Bem como lembrar mais um golo de Dost em mais uma assistência de Bruno Fernandes. Mas estaríamos provavelmente a lembrar-nos aqui de alguns jogadores algarvios - alguns deles têm andado, e justamente,  na boca do mundo futebolístico nacional - não fora a prestação exemplar da equipa, a começar pela organização defensiva. Só não falo no Patricio porque, graças à eficácia de Coates, Mathieu & Cia, agora que escrevo esta crónica já não me lembro da cor do seu equipamento, tão poucas vezes foi visto hoje em Alvalade.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Astana: No Casaquistão o Sporting tem de mandar nos que lá estão!

Sorteio: quando os extremos se tocam

Calhou em sorte ao Sporting fazer aquela que será provavelmente a viagem mais longa em provas europeias: deslocar-se do extremo sudoeste da Europa até ao transcontinental e longínquo Cazaquistão. Sim, é verdade, é por uma pequena faixa na margem direita do Ural, o rio que separa a Europa da Ásia. A grande parte do seu território fica já no grande continente asiático, onde o país dos cazaques vai recolher uma parte substancial da sua identidade e costumes.

Uma lição de geografia

A única lição que mereça a pena retirar talvez seja a de geografia. Porque a de futebol estima-se que seja leccionada pelo Sporting, pelos diferença de galões. Mas a pior forma de abordar esta eliminatória seja mesmo essa: a da sobranceria de pensar que os galões serão suficientes para seguir em frente. Exemplos ainda bem recentes de que pode não ser bem assim devem por o clube de sobreaviso.

Um pesadelo logístico

Já foram sobejamente citadas as enorme distâncias a percorrer pela equipa para chegar a Astana, uma capital desenhada e construída de encomenda, como só os petrodólares permitem alcançar. Felizmente há já no clube conhecimento de experiência feita, uma vez que no ano passado a equipa de futsal do Sporting se deslocou a Almaty para disputar a respectiva final europeia.

Agora o esforço é acrescido pelo maior número de pessoas a deslocar e onde à chegada  a podem recepcionar temperaturas negativas que só conhecemos de ouvir falar. E quando se diz negativas o plural é amplamente justificado: é comum que quer a máxima e a mínima andem sempre abaixo de zero nos termómetros. 

Pior ainda será satisfazer a necessidade de observação do adversário. Uma tarefa complicada, uma vez que neste momento o campeonato vive a sua pausa de inverno, que é também o final. Este só se inicia em Março e nem sequer se consegue antecipar qual será o plantel adversário porque, entretanto, o mercado voltará a fervilhar e não parece que dinheiro ali seja um problema.

Nem tudo é desvantagem. Quando a eliminatória se disputar os cazaques estarão ainda na pré-época, ao passo que o Sporting estará provavelmente já em velocidade de cruzeiro, provavelmente até já mais equilibrado, se conseguir ser assertivo na reabertura de mercado. E não se pode dizer que o calendário seja particularmente complicado no momento em que as equipas se encontrarão em Fevereiro:

Dia 11: Feirense (c)
Dia 15: Astana (f)
Dia 18: Tondela (f)
Dia 22: Astana (c)
Dia 25: Moreirense (c)

  O adversário, tanto quanto se conhece hoje

A primeira nota de interesse relativamente ao Astana é o facto de o futebol português ser tudo menos desconhecido para o seu treinador. Stoilov, de seu nome, era médio e, em meados dos anos 90, teve uma passagem rápida e discreta pelo Campomaiorense durante duas temporadas. Dividiu o balneário com Beto, Paulo Torres, Jimmy Hasselbaink, entre outros.

A equipa orientada por Stoilov é marcada pela veterania e elevado índice físico atrás. O guarda-redes Nenad Eric (35 anos) tem menos tempo de jogo (10 jogos) na época que o seu colega Alexandr Mokin (24 jogos) mas foi ele o titular nos últimos jogos da actual campanha europeia. Tem quase dois metros de altura, no que é muito bem acompanhado pelos homens que habitualmente pontuam à sua frente, ao centro da defesa: Logvinenko (1,87m) e Anicic (1,92m). Não são contudo um exemplo de fiabilidade. Até os laterais (Shitov e Shomko) não descem abaixo dos 1,85m. Shomko, à esquerda, é indiscutivelmente o melhor dos dois, é rápido e dá bastante profundidade ao flanco.



Na intermediária sobressaem Grahovac (bósnio) e o Maewski (bielorrusso), dois médios defensivos que equilibram, seguram e são muito criteriosos com a bola nos pés. Na frente o jovem Twumasi (23 anos) e o experiente Kabananga (28 anos) trazem a velocidade, imprevisibilidade e fantasia africanas e também golos. Dezanove o primeiro e treze o segundo só este ano, sendo curioso e avisado assinalar que o central Logvinenko tem quatro golos no seu pecúlio e oito para Grahovac, o que é interessante para a sua posição.

O Astana joga habitualmente com quatro defesas, variando depois o número e funções nos jogadores mais adiantados. Mas não hesita em recorrer a um preenchimento diverso quando Stoilov entende ser útil para a sua estratégia. Por exemplo, com o Villareal chamou Egveny Postnikov para o lado dos centrais habituais, jogando assim com 3 centrais, mas sem grande sucesso (2-3). Porém resultou muito melhor com o Macabi em Israel (0-1). É uma equipa que, conhecedora das suas potencialidades, não vive obcecada pela posse de bola, privilegiando as rápidas e venenosas transições para chegar à frente.

Por tudo quanto envolve esta deslocação - a distãncia, o desconhecido, etc - esta eliminatória tem tudo para ser dificil e complicada. Por isso, quando chegar a hora do jogo o Sporting tem de se mentalizar que naquele relvado, no Casaquistão, vai ter que mandar nos que lá estão.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sporting 4 - Vilaverdense 0: Tempestade Gélson derruba verdura minhota

Tempestade Gélson no lugar de uma sociedade de lentos
A história desta eliminatória ficou definitivamente escrita com entrada de Gélson que, qual tempestade tropical, derrubou toda a resistência minhota. Há de facto um antes e depois neste jogo: no antes imperou uma sociedade de lentos e pouco esclarecidos Ruizes e um inócuo Iuri. Depois, o tal furacão Gélson e sempre, em todo o jogo, um muito eficaz Doumbia. Parece que não mas é preciso saber alguma coisa para saber estar no sitio certo, porque sem isso o trabalho de Gélson a assistir não seria tão facilitado e, logo, tão assertivo.

"Estes jogos são oportunidades, ou aproveitas ou não aproveitas"
A frase é de Jorge Jesus. Nem sempre é muito justo avaliar um jogador que entra sem ritmo para uma equipa sem rotinas como a que iniciou o jogo ontem. Mas é a vida e, nesse sentido, estes jogos acabam por contribuir para a tomada de decisões, especialmente quando o campeonato se apresta a ver aberta a janela de mercado. Do lado dos que não aproveitam o caso de Bryan Ruiz é ligeiramente diferente, porque a sua época até agora também o tem sido. O Alan não consegue sair daquele registo de inutilidade e ausência. Medeiros não consegue justificar as chamadas e o mesmo se aplica a Petrovic, cuja preferência só se justificou ontem pela lesão de Palhinha. Muito interessante e novamente promissora a prestação de Ristowski.

Orgulho minhoto
Muito interessante a proposta de jogo, dentro das suas possibilidades, de António Barbosa. Ajudou a explicar o porquê de merecer a atenção e o titulo de um dos tomba gigantes da prova. E a conferência de imprensa confirmou que o tempo dos treinadores / curiosos mas pouco instruídos nas equipas mais modestas é cada vez mais coisa do passado. Uma palavra de reconhecimento também para os adeptos vilaverdenses que souberam merecer a festa, mesmo sendo esta a meio da semana.

Agora venham as sortes
Boas ou más virão agora as sortes. Algo me faz pensar que Sérgio Conceição ainda tem atravessados aquelas "duas charutadas". Quem sabe não nos encontramos no Jamor...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Boavista 1 - Sporting 3: Xeque mate da força aérea

Sabia-se antecipadamente que o Sporting seria recebido no Bessa por um Boavista desfalcado de alguns titulares mas quem pensou que por isso iria ser um jogo fácil para nós desconhece que não há jogos fáceis na nossa Liga. O resultado pode até enganar quem não viu o jogo na sua totalidade, pelos três golos marcados, mas para sair do Porto continuando na liderança da Liga o Sporting teve se aplicar a fundo e usar de todas as armas ao seu dispor.

Este jogo acabou por ser um bom exemplo para o cliché das "duas partes distintas". Na parte inicial do encontro o Sporting encontrou sérias dificuldades em impor o seu jogo, muito pela boa organização da equipa de Jorge Simão: Fechando bem ao centro e sem permitir grandes veleidades pelas laterais - Gélson bem tentava, sem sucesso - no nosso momento atacante, condicionava muito bem a nossa saída de bola, onde William não conseguia impor aquilo que de melhor tem o seu jogo. Para conseguir por o rei axadrezado em sentido com o primeiro xeque teria que ser o peão Podence a assistir o renascido Coentrão. Um golo muito bem trabalhado pelo nosso baixinho e que veio na altura certa.

Poder-se-ia pensar que o desfazer do nulo em nosso favor faria com que o Boavista se tornasse mais permeável. Puro engano. E, uma vez que os axadrezados continuaram cheios de cautelas - tão pouco afoitos que quase não incomodavam Patrício  - ao ponto de continuarem a jogar sem referência na frente, as nossas dificuldades mantiveram-se. Ora se não dava com jogadas construídas a partir de trás aproveitam-se os bombardeiros à disposição, figura que não existe no xadrez e que os boavisteiros não conseguiram anular. Só um erro clamoroso de Coates, numa perda de bola imprópria para um jogador de classe, é adiou o inevitável.

Foi nesses dois momentos - dos nossos dois golos finais - que sobressaiu o que foi, quanto a mim, o jogador mais importante para a obtenção da vitória: Mathieu. Foi da cabeça dele que saíram as duas assistências para o implacável Dost. O holandês marcou sempre que teve oportunidade, o que transforma os seus "shity goal" em golos dourados. Ainda no capitulo das referências individuais saliência para Bruno Fernandes, cada vez mais importante no equilíbrio da equipa em todos os momentos do jogo e para o já referido renascimento de Coentrão.

Não posso terminar sem referir o verdadeiro show dos nossos adeptos antes, durante e depois do jogo. Contrariamente ao habitual, não fiquei na mesma bancada, o que acabou por me transformar num espectador privilegiado e impressionado com a nossa força. Como nota dissonante só o excesso nos petardos, especialmente no que caiu aos pés de Patrício. É igualmente digno de nota elevada a atitude do Sporting, em particular do grupo de trabalho, ao não deixaram passar em claro a nossa presença no Bessa sem nos associarmos aos desejos de restabelecimento rápido de Edu Ferreira. O Sporting é isto!

Nota: infelizmente não tenho podido actualizar o blogue como gostaria, pelo que peço desculpa aos leitores. Em minha defesa só posso dizer que se tal não acontece é porque me tem sido completamente impossível.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"E pluribus unum"

"E pluribus unum" significa em português "de todos um" ou se preferirmos "Entre muitos, um". Como certamente todos saberão esta frase está inscrita no símbolo do nosso eterno rival e que até hoje era tido como ideia de distinção. Hoje, pelo que se vai sabendo a cada dia que passa, é cada vez mais o titulo adequado de um sistema criado de raiz para beneficiar os interesses particulares de um clube acima de todos os outros, isto é "Entre muitos, um"!

A legenda perfeita para um esquema de tráfico de influências e informação privilegiada que torna o Sport Lisboa no grande Beneficiário. 

Dúvidas importantes:

- Quanto mais ainda falta saber?

- Para quando uma investigação a sério?

- Vai tudo acabar como uma mão cheia de nada, sem repercussões penais e desportivas, à semelhança do apito dourado?

- Ao contrário do pretendido, tudo isto vai ficar apenas pela condenação de um bode expiatório - Pedro Guerra - quando é fácil já de perceber o envolvimento institucional ao mais alto nível do SLB?


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Paços de Ferreira 1 - Sporting 2: Uma vitória Petit

Há muitas coisas que escapam à lógica e à racionalidade no futebol e uma delas, e que muito me intrigava, era precisamente do facto de os "Sportings de Jesus" nunca terem logrado ganhar às equipas de Petit. Ontem finalmente foi posto termo a esse quase absurdo. Do ponto de vista do espectáculo não foi uma vitória brilhante, foi até uma "vitória petit", do ponto de vista da eficácia e da importância do resultado foi enorme, atendendo ao facto do comandante ter perdido dois pontos e de nos posicionarmos para aproveitar o que sobrar do clássico do próximo fim-de-semana.

Tem que se reconhecer que o Sporting soube sofrer, falhando muitas vezes o controlo das rápidas transições, especialmente de Mabil. Apesar de termos conseguido mais tempo de bola em nosso poder, a gestão dos pacenses no pouco tempo que dela dispunham nunca nos permitiu o sossego. Mesmo após a obtenção do golo de vantagem, sentia-se que nada estava definido e que um golo do Paços era algo que podia perfeitamente acontecer, tal era o perigo das incursões ao nosso último reduto.

E foi precisamente pelo acerto e serenidade com que se resolveram essas incursões que se sustentou a conquista destes importantes três pontos. Mathieu e Coates estiveram imperiais, especialmente o francês, tendo sido também muito importante o regresso de um Coentrão mais sólido. Com os níveis de solicitação a que foi sujeito, o mesmo Coentrão de alguns meses atrás teria provavelmente murchado e até estourado.

No meio campo as coisas podiam ter corrido melhor. Muito melhor. Talvez pelo empenho colocado na autêntica batalha que se travou com os locais faltou muitas vezes discernimento que permitisse melhor definição das jogadas. Quase nunca entrou aquele último passe, algo que também deve ser creditado à organização pacense, é certo, mas que em outras alturas já conseguimos fazer melhor. 

Talvez tenha sido também por essa falta de acerto que Dost acabou por ter pouca bola e sem bola não há golos. Mas houve o do Battaglia, que a cada lance que disputa faz jus ao seu nome, e isso foi muito importante para a conquista da bola. Determinante também o golo de Gélson, uma autêntica obra de arte! Relativamente ao nosso endiabrado e talentoso jogador, apenas uma coisa a lamentar, e que afinal o separa ainda do grande jogador que está em construção: a perda de energia em acções inconsequentes, com frequentes perdas de bola e definição no último passe. 

O golo sofrido já ocorre quando a mobília estava já a ser bem arrumada,  não permitindo que o adversário crescesse mais. Aí provou-se que o regressado Bryan Ruiz pode ajudar, pela segurança que dá quando é preciso ter a bola nos pés.

Venham mais vitórias Petit como estas, é delas que se constroem também os campeonatos. Se há um traço comum entre esta e a da quarta-feira passada é seguramente o elevado nível de maturidade e segurança com que a equipa aborda os jogos. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quem segura a arbitragem pela trela?

A última vez de que me lembro ter havido um boicote, perdão, greve de árbitros foi em Agosto de 2011, quando o Sporting foi jogar a Aveiro, ante o Beira-Mar. A foto abaixo documenta esse momento infeliz, uma vez que as razões invocadas em nada poderiam justificar tal posição. Como pode haver quem não se lembre, recordo aqui um post, escrito um ano depois, pelo meu amigo Bruno Martins sobre a matéria, cuja leitura recomendo: 

Ataques cerrados



Ora, como esse post documentava em 2012, nem a célebre placagem de Luisão na Alemanha nem a recomposição da fachada principal do então árbitro e hoje presidente da Liga Pedro Proença, ou os calduços do diabo vermelho de Gaia foram suficientes para suscitar uma reação de indignação semelhante em gravidade e zelo.

Já agora, por estes dias, a segunda ameaça de greve dos árbitros vai ficar apenas por isso, por uma ameaça. Isto mesmo depois de o SLB, no seu canal, ter corrido a arbitragem nacional a corruptos para cima e para baixo. Ou mesmo depois da tentativa quase consumada de agressão de elementos da claque dos Superdragões ao árbitro Artur Soares Dias na Maia houve indignação suficiente para tomar medidas drásticas como foram tomadas em 2011 contra o, claro está, Sporting.

Não é preciso, mas se fosse necessário perceber quem são os donos disto tudo, a quem os árbitros têm medo de enfrentar, estavamos esclarecidos. Tanto medo que até aceitam fazerem de Pedro, na história com o Lobo: tantas vezes dizem que vão fazer greve, que agora é a sério, que a credibilização da classe é agora, que a independência e equidistância vem aí que, mesmo que tal aconteça, já ninguém acreditará. Já todos percebemos quem tem a mão na trela.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sporting 3 - Olimpiakos 1: O Sonho continua a comandar a vida

Com uma exibição adulta e com autoridade o Sporting pôs um pé na Liga Europa assegurando simultaneamente o direito de continuar a sonhar com a continuidade na Liga dos Campeões. Esta não se afigura fácil, uma vez que depende da conjunção quase ideal de factores, faltando saber o que será mais dificil de ocorrer: se ganhar em Barcelona se o Olimpyakos roubar pontos à Juventus.

 A maturidade da equipa fez-se sentir especialmente quando, após um começo auspicioso, mas sem conseguir marcar, a postura manteve-se a mesma, mesmo quando a ala direita grega  - Pardo e Figueiras - ia infernizando o juízo a Coentrão e Bruno César. Em quantas ocasiões aqueles contra-ataques não teriam sido suficientes para fazer abanar a equipa e até as bancadas?

Com a obtenção dos golos, ainda por cima em cima do intervalo e em dose dupla, a superior qualidade da nossa equipa impôs-se, levando os gregos a perceber que todos os seus esforços para nos contrariar seriam inúteis. Ou quase, uma vez que o árbitro alemão tudo fez para que assim não fosse. Dos critérios disciplinares até à validação do golo grego foi um esforço descarado para manter os gregos vivos. Pelos vistos não são só os árbitros portugueses a deixar muito a desejar. 

Agora resta sonhar. Tudo pode acontecer mas a garantia de continuarmos na Europa permiti-nos encarar os próximos tempos com... tranquilidade.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Manual para burros


1- Burrice é pensar que os Sportinguistas são burros e precisam de manuais.

 2- É uma burrice desrespeitar e insultar os que, alguns até com muito sacrifício, nos pagam o ordenado e assim nos permitem alcançar e manter o nível de vida e depois ainda lhes pedir sacrifícios e união.

4- Burrice é disparar para tudo o que mexe mas os tiros só produzirem fumaça.

5- Burrice é ridicularizar e descredibilizar toda a política de comunicação do Sporting para conseguir um castigo pessoal mais pequeno. Aliás é bem pior que burrice, é abdicar do carácter e dignidade para se livrar de um castigo que, ao invés de ser tido como tal, devia ser entendido como uma medalha.

6-  Burrice é andar a reboque e fazer a promoção de agendas alheia, sendo incapaz de construir uma própria.

7- Burrice é preferir criticar os Sportinguistas e esquecer-se de desmascarar mais uma jornada vergonhosa para a arbitragem, em que mais uma vez fomos prejudicados.

8- O problema do Sporting não são os adeptos e sócios Sportinguistas que pagam quotas, bilhetes, viagens, gameboxes e que têm opinião. Não é a opinião que impede o Sporting de ganhar, são e  sempre foram as decisões dos dirigentes que os Sportinguistas elegem.

9- Um dos grandes problemas do Sporting sempre foram os funcionários que aterraram de paraquedas para ganhar ordenados chorudos e que, sem nada no passado que os recomende e sem presente que lhes justifique as mordomias, ainda se acham no direito de dar lições de Sportinguismo.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Sporting 2 - Famalicão 0: A premonição de Jesus, S. Patricio e os apóstolos Bruno, Podence e Gélson

Jesus foi previdente fazendo alinhar inicialmente e após algumas correcções uma formação que se aproxima muito da equipa titular. O Famalicão veio a Alvalade para provar que as equipas da liga abaixo se assemelham muito às do final da tabela da competição principal, e que o conhecimento e armas do seu treinador também se aproximam em muito dos seus congéneres da I Liga. Não tivesse sido assim e talvez o jogo terminasse mais tarde ou, quem sabe... Tanto assim foi que se tivéssemos trocado o nome do adversário por Tondela, D. das Aves, por exemplo, ninguém suspeitaria da marosca. 

Para reforçar o que é dito acima ficou na retina de todos a exibição galática de Rui Patrício que a foto do post guardará para o futuro. Nada mais na menos que o 13º da conta pessoal, a factura do azar foi desta feita entregue e paga pelo Famalicão. O nosso capitão escreveu mais uma página no livro de memórias que incontornavelmente o ligará para sempre ao nosso clube. Quando no dia 20 de Maio estivermos a levantar a Taça de Portugal é preciso lembrar que as duas asas do troféu foram hoje conquistadas pelo Rui Patrício

Mas a contribuição de Patrício não seria por si só suficiente para passar à eliminatória seguinte. Havia que marcar golos, o que, há medida que o tempo ia passando, parecia tornar-se uma tarefa cada vez mais complicada. Isto apesar do azar de Jonathan ter começado logo a ajudar a resolver o problema de uma entrada amorfa, com intensidade quase abaixo de um treino de conjunto.

Podence foi logo o primeiro a beneficiar a tirar partido da presença de Gélson, mas só a entrada do assistente Bruno Fernandes com os códigos dos misseis teleguiados permitiu que o Famalicão voltasse ao Minho orgulhoso por participar na festa da Taça - bela presença a dos seus adeptos! - mas já em tom de despedida.

Nota final para a arbitragem: que vergonha!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Bruno de Carvalho: não adianta ter razão, é preciso saber ter

Julgo que entre Sportinguistas (e não só, mas esse é o universo que me suscita o maior interesse e atenção) ninguém duvida de que o futebol português está minado por interesses e favores e que enquanto tal subsistir a verdade desportiva estará comprometida. Assim, julgo que também ninguém duvidará que é necessário uma oposição tenaz e sem quartel, como da luta contra  um tumor maligno se tratasse. 

A comparação é obviamente excessiva, especialmente para aqueles que sofrem directa ou indirectamente de problemas de saúde dessa gravidade, mas a corrupção, seja de que teor for é de facto um cancro e por isso deve ser combatido.

O Sporting tem procurado combater essa doença especialmente através dos posts editados no Facebook do presidente Bruno de Carvalho e do director de comunicação Saraiva. Num dos seus últimos posts o presidente queixava-se de manobras de diversão para fazer esquecer a teia de problemas em que se envolveu o SLB e cuja clarificação é obrigatória mas está ainda por fazer. 

Não podia concordar mais com esta afirmação, é notória a aflição e desorientação para os lados da Luz. Não duvido que noutro país que não este muito dificilmente os dirigentes daquele clube escapariam a uma condenação por tráfico de influências, senão mesmo de corrupção, com o clube a ter que sofrer uma penalizadora descida de divisão. 

Por isso mesmo a comunicação do Sporting deveria ser mais objectiva e profissional e não dar ela também argumentos para este guião de ocultação, dissimulação e e desvio de atenção do que realmente importa. É isso que acontece quando ao invés de ser directo, conciso e demolidor na argumentação e nos factos invocados, estes são abafados pelos insultos e linguagem de carroceiro. Ou que se dispare em simultâneo contra tudo o que mexe, dispersando as munições e atenções. Que ninguém duvide que isto funciona como gasolina vertida directamente no depósito do "inimigo". Com e sem aspas... 

Expressões como "latoeiro", "imbecil", "cretino", "idiotas" soam mais alto e acabam por servir para abafar os factos do o caso dos "emails", a fuga de informação saída de dentro da própria FPF, etc, etc. Não é por acaso que é isso que faz as manchetes dos jornais. E depois, mais do que atingir os visados, os insultos qualificam quem os profere. De igual modo a falta de critério nos assuntos e nos alvos retiram força e atenção.

Não aceito a desculpa tantas vezes invocada "ah e tal, é o estilo dele" e que não passa disso mesmo, uma desculpa. O Sporting não se pode confundir no estilo com aqueles que detestamos e sempre combatemos e aí o papel do presidente é fundamental.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Perceber o caso "Bryan Ruiz"

Bryan Ruiz foi finalmente reintegrado e quanto a mim, bem. Por norma sou contra jogadores remetidos a um limbo, a treinar fora do grupo de trabalho, ainda por cima bem pagos, como é o caso do costa-riquenho. 

Ainda olhando para o seu caso em concreto, nunca aceitei a ideia que foi ele o culpado da perda do titulo há duas épocas. Se culpas, há elas não podem ser atribuídas em exclusivo a um determinado interveniente e a um momento especifico, antes sim a um somatório de intervenientes, eventos e decisões.

Há no entanto, na gestão de deste processo, algo que me intriga e que, creio, mereceria explicação: a explicação oficiosa posta a circular em noticias e até "spin doctors" era de que o jogador se teria recusado a aceitar ofertas entendidas como vantajosas para o clube e vai daí foi mandado "bater umas bolas" para Alcochete como castigo pelo prejuízo causado pela recusa.

Acontece que o jogador está a pouco mais de um mês de assinar pelo clube que quiser, o que equivaleria a vê-lo levantar voo do Humberto Delgado no final da época, deixando atrás de si "apenas" o registo de boas exibições, alguns golos incrivelmente falhados e zero euros pela transação do seu passe.

Tenho um palpite porém que tal não acontecerá, o que obviamente vale tanto como os zeros de que falei acima. Mas que a gestão deste caso deixa muito que pensar e várias questões em aberto, deixa. Talvez a mais importante seja "o que ganhou o Sporting com isto?"

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

PPC-BdC: União de Lamas Sporting Clube

Já todos perceberam por certo que uma grande parte do diferendo que estalou entre Paulo Pereira Cristóvão e Bruno de Carvalho se transformou  - ou até mesmo começou -  por ser uma questão pessoal. Independentemente das razões que possam assistir a qualquer um deles, creio que é a hora de deixar que os processos judiciais com que ambos se decidiram presentear sigam a sua tramitação e que poupem os Sportinguistas e acima de tudo o Sporting à luta na lama que cada um dos respectivos comunicados vem representando. Isto se, como se espera de qualquer Sportinguista, o interesse do clube esteja acima dos seus interesses pessoais.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Comunicação por "dummies", ou como se deve ou não se deve defender o Sporting

O passado fim-de-semana foi aziago para as ambições de campeão do Sporting. Não bastou perder pontos em casa, o registo de mais uma exibição "triste" com um adversário difícil, uma hecatombe de lesões. No rescaldo, o Sporting, além dos pontos perdidos acabou por perder também a face, num comunicado absolutamente indigno do director de comunicação do clube. 

Para ajudar ao fadango, na televisão do  clube, um tal Pedro Baptista insulta a inteligência de todos os Sportinguistas. Segundo o próprio, o Sporting não ganha porque alguns Sportinguistas "parecem uns bananas" e embarcam em "cartilhas". Que se saiba os Sportinguistas não compram jogadores, não os treinam, não é por eles que se lesionam. Gostava de saber com que autoridade está investido para assim proceder e como isto parece ser aceite como se fosse normal. E claro, tinham que vir as cartilhas, como se o Sporting também não tivesse a sua...

Ora então vamos por partes, começando pelo que me parece mais importante relativamente aos erros de arbitragem e quem mais deles beneficiou:

- Se o Sporting, num qualquer jogo, visse ser anulado um golo quando estava ainda 0-0 e, no final do tempo regulamentar, estando já a ganhar, sofresse um empate obtido penalty precedido de falta, (que por isso não permitiu qualquer reacção) eu seria levado a considerar que o Sporting teria sido prejudicado. O mesmo terei que dizer relativamente ao Braga, face ao sucedido em Alvalade. 

- A última coisa que o Sporting deveria fazer era tentar desmentir ou mistificar o sucedido, porque não deixa de ser uma noticia a possibilidade de ter sido beneficiado. O que há muito deixou de ser noticia é ter sido prejudicado. Especialmente com o Braga, a cuja reacção também já lá chegaremos. Não há aqui razão para qualquer incómodo.

Já relativamente à reacção do director de comunicação expressa no Facebook ela é acima de tudo uma carta de despedimento na hora. 

- Remeter a exibição dos atletas adversários para a possibilidade do uso de qualquer meio ilícito, numa alusão clara ao uso de doping, sem qualquer indicio ou prova, é indigno de alguém que represente o Sporting. Acima de tudo constitui um desrespeito por normas aceites tacitamente na prática desportiva, das quais me recuso a aceitar que o nosso clube deixe ser um modelo: respeito pelo jogo e suas regras, pelos companheiros e pelo mérito dos adversários.

- Isto pode ser admissível em clubes com adeptos como o Pedro Guerra, no Sporting deveria equivaler no mínimo a defenestração ou a balde de penas e alcatrão.

- Ao contrário do que certamente pretendia, tal comunicação ainda veio realçar mais as nossas falhas e impreparação. É que os atletas do Braga não só pareceram correr mais do que nós com menos tempo de descanso, como parecem mais aptos para o fazer sem correrem o risco de se lesionar. Isto sim, é que preocupa verdadeiramente os Sportinguistas.

A resposta adequada ao presidente do Braga veio felizmente do presidente do clube, Bruno de Carvalho: "ele, que vá ver as imagens de há três meses atrás de um lance de um jogo com o Benfica e que me mande a conferência de imprensa que ele fez a seguir a falar sobre esse lance de fora de jogo e depois podemos falar do resto" É assim, de forma breve e com o tom certo de sarcasmo que deve ser tratado o presidente do Braga, cujo sonho molhado é poder olhar um pouco mais de perto para os nossos calcanhares. Está a precisar de uma nova visita ao museu, por certo. 

- Eu teria acrescentado algo que me parecia muito pertinente: António Salvador perdeu o direito de falar sobre o "apito dourado" agora, quando passou todo o tempo calado como um rato quando respectiva ditadura imperou calado como um rato, contentando-se aqui e ali com as sobras que caiam da mesa do banquete. 

Como pode - ou deveria - então ser exercida a difícil missão de defender o Sporting?

Antes de mais com a coragem de quem sabe que tem razão e a convicção de que está do lado certo das coisas. E, acima de tudo com verdade. Por isso tenho a certeza que teria sido melhor aproveitar a oportunidade, mesmo contra o que pareceria ser contra os seus próprios interesses, para reforçar e clarificar o papel importante do vídeo-árbitro. Para defender agora um pontinho agora o Sporting pode estar a hipotecar outros pontos e até campeonatos.

Assim, o Sporting não deveria de ter receio e ir até às últimas consequências, pedindo esclarecimentos sobre a mutismo de Rui Costa, o vídeo-árbitro, que se segue à cegueira do jogo com o Chaves. E tanto o deveria ter feito no lance do Podence como no já aludido lance do Doumbia, do qual acabaria por resultar o penalty que nos deu o empate.

O mesmo deveria fazer sobre os demais responsáveis nos jogos dos nossos rivais. É que não é por acaso que a resistência que se sente à respectiva implementação surja de sectores perfeitamente identificados com o "establishment", que desde o inicio de época tudo tem feito para que tudo corra mal. Este emudecimento do VAR nesta jornada foi coincidência ou não há coincidências? 

Ninguém duvidará por certo que a implementação do VAR é um momento importante e diria até mesmo crucial para os nossos interesses. Cabe-nos por isso defendê-lo e creio que o nosso silêncio sobre o que se passou este fim-de-semana nos diversos campos é precisamente o oposto.

Não tenho dúvidas que o Sporting deveria reformular a sua estratégia comunicacional e afastar-se definitivamente deste estilo trauliteiro, de permanente ruído mas sem acções de relevo em nosso favor.

Alguém sente que isto está a resultar?

Qual é a nossa diferença, que outrora tantos nos orgulhava e nos distinguia?

domingo, 5 de novembro de 2017

Sporting 2 - Sp. Braga 2: rasgados!

Com sorte o Sporting não sai derrotado mais uma vez por Abel Ferreira, que já no ano passado na sua estreia nos veio roubar pontos em casa. Derrota que seria um castigo talvez excessivo, mas o empate é um resultado justo para o pouco, quase nada, que se produziu hoje em Alvalade. 

Perante este exibição marcada pela falta de ideias, pelo cansaço e sobretudo pelas lesões musculares talvez a mais importante ilação a retirar deste jogo é que, e parafraseando Bela Guttman, não temos rabo para ocupar as cadeiras que ambicionamos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sporting 1 - Juventus 1: um dia faremos mais do que só exibições

Terminou a nossa ronda italiana nesta fase de grupos da Liga dos Campeões com um sabor a pouco, mais uma vez com a sensação de quase. Faltou muito pouco, muito pouco mesmo para podermos ter feito quatro pontos em vez de apenas um com o campeão italiano.

Diga-se com justiça que, apesar dos resultados não terem sido os esperados, o Sporting esteve quase sempre muito bem e isso é ainda mais válido em relação à primeira parte deste último jogo, que poderia ser considerada quase perfeita. Jogar assim com o actual campeão italiano, e vice-campeão europeu deve ser realçado e motivo de orgulho, tamanha é a diferença de argumentos de ambos os clubes. E acima de tudo um motivo de esperança, porque a possibilidade de conseguirmos juntar resultados a exibições parece ser possível, assim saibamos manter o actual nível. 

Nesse primeiros quarenta e cinco minutos foi notável a forma como Sporting controlou ou até por momentos conseguiu manietar as peças importantes da armada juventina. Fazer isso a Pianic, Dybala, Higuain, Khedira, Mandzukic, etc, não é para qualquer um. Obviamente que isto tem custos e paga-se em desgaste fisico e psicológico, o que sentiu nos momentos finais do jogo. Estes factores, associados à qualidade dos jogadores adversários ajudam a explicar o empate conseguido quando se esperava ansiosamente pelo apito final.

Talvez demasiado ansiosamente, porque com um pouco mais de discernimento e frieza tivéssemos conseguido esticar um pouco mais aqueles minutos finais com a nossa baliza por desfeitear. Ficamos a pensar, à semelhança da história do ovo e da galinha, o que teve maior grau de responsabilidade no desfecho final, se o cansaço se a pressão em parte consentida, em parte inevitável, da equipa italiana. Sem conseguir ter a bola muito tempo nos pés o desconforto da equipa e o consequente desgaste eram evidentes.

Ainda assim registo para dois momentos em que a história deste jogo poderia ter tido um final diferente e mais feliz: quando a bola passou por cima do pé de Dost ou quando o pé esquerdo de Bruno César, o homem dos golos às grandes equipas, podia ter estado melhor calibrado na direcção.

Tendo realizado uma boa exibição colectiva parecem-me inteiramente merecidos os destaques ao jogo de Patrício, Ristowski (grande exibição, confirmando as indicações já dadas) e Battaglia no tempo todo e Gélson e Bruno Fernandes enquanto duraram as pilhas. 

Registo final para mais uma grande noite em Alvalade, grande ambiente nas bancadas porque, dê por onde der, aconteça o que acontecer, nós acreditamos e "estamos sempre convosco".


sábado, 28 de outubro de 2017

Rio Ave 0 - Sporting 1: Velas a S. Patricio e muita sorte

Não sei quantas vezes iremos jogar bem melhor ou pelo menos num nível mais elevado que conseguimos neste jogo frente ao Rio Ave e acabaremos por perder pontos mas seguramente que algumas vezes tal ocorrerá. O nível elevado a que se exibiu Patrício e alguma ou até bastante sorte em outros lances contribuíram para a obtenção de um resultado precioso. Daqueles que por vezes suportam os campeões.

Mas antes de ir à nossa exibição em Vila do Conde há que valorizar o papel do adversário que, sem os nossos recursos, se superiorizou numa parte substancial do encontro. Grande trabalho do treinador da casa, a incutir ideias e a personalizar os seus jogadores. Nesse aspecto foi particularmente notória a forma como contornavam a pressão do Sporting no inicio da construção, fazendo parecer fácil e sem erros o que de fácil não tem nada. Os 60% de posse de bola (!), entre vários outros dados estatísticos, em favor dos da casa são bem ilustrativos da categoria da sua exibição.

Já apenas um remate enquadrado da nossa parte - contra cinco deles - num total de 24 contra 6 diz bem da palidez da nossa exibição. Para ajudar a explicar estes dados está a superior organização dos locais, reis e senhores do meio-campo, onde Pelé brilhou pela eficácia e Tarantini pelo esclarecimento. Depois, quando a bola chegava a Rúben Ribeiro a bola circulava com precisão e muito critério tornando o perigo uma constante.

Com Pelé a anular as movimentações de Podence não havia ligação com o ataque e Bruno Fernandes não tem a mesma capacidade para contrariar os adversários em tarefas defensivas como tem com a bola nos pés, a organizar. Se a ideia de Battaglia resolveria esta difícil equação depressa se percebeu que não seria suficiente. De tal forma que Jesus tendo-o lançado no jogo a "6" acabou por fazê-lo deslocar para "8" tendo finalmente, a partir daí, maior equilíbrio. Seria até o argentino a servir primorosamente Bas Dost no lance do golo. 

Se os três pontos são preciosos o jogo de ontem acaba por ser um sério aviso, porque dificilmente a conjunção de factores que nos levou a eles se voltará a verificar. Quanto mais não seja porque o rol de milagres ao alcance de S. Patrício - o melhor em campo - não é infinito.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quando a credibilidade dos árbitros entra em greve

Julgo que ninguém percebeu ainda muito bem qual o real sentido ou que objectivo persegue a greve dos árbitros. Se olharmos para o comunicado da associação de classe concordamos imediatamente com uma parte substancial do mesmo:

"(...) “o clima no futebol português se tem degradado cada vez mais nos últimos tempos”.
Mas antes disso e a partir daí não se percebe como chegam à decisão de deixar de arbitrar os jogos da Taça da Liga porque “não existem condições para continuar a arbitrar”. Se assim é porque escolhem justamente a competição nacional mais desvalorizada e menos importante para exercer o seu protesto?

Ainda que concordando também que a generalidade dos dirigentes do futebol (associativos, federativos, de classe e dos clubes) deixa muito a desejar e que os últimos frequentemente se socorrem dos erros de arbitragem como "desculpa quando o resultado desportivo os compromete e precisam de encarar os seus adeptos” a reacção parece excessiva porque a greve deveria ser o último recurso e não consta que tenha havido da parte da classe qualquer sondagem ou propostas aos parceiros no sentido de introduzir melhorias.

A reacção parece ser também mal orientada por se destinar à competição de menor impacto, dando por isso azo à dúvida sobre as reais intenções sobre a forma inopinada como a APAF toma a medida. Mas sobretudo é desresponsabilizadora, quando exorta "os clubes profissionais a uma reflexão profunda onde o comportamento dos seus dirigentes seja um dos pontos centrais a refletir e origine uma nova era no desporto nacional", como se o seu próprio papel no processo fosse acima de qualquer critica ou até mesmo imaculado.

Ora para a generalidade dos adeptos a classe que a APAF representa o que mais sobram são as dúvidas sobre a qualidades  consideradas indispensáveis para o exercício da função: imparcialidade, equidistância e independência. Aliás, todo o percurso das últimas décadas apontam precisamente para o inverso, ficando apenas por definir as cores das quais estão mais próximos ou até mesmo dependem ou prestam vassalagem.

Nesse sentido esta greve é mais um tiro pela culatra que acerta em cheio na já de si depauperada credibilidade da classe. Antes disso há muito que esclarecer, nomeadamente a presença do nome de vários deles - entre os quais o sr. Nuno Almeida, do último jogo na Vila das Aves - em e-mails que tresandam a conluio, tráfico de influências ou até mesmo corrupção, isto para falar apenas em alguns escândalos recentes.

Quem sabe se também não fossem mais proactivos com a introdução de medidas que desanuviem a suspeição ou lhes fossem úteis às tomadas de decisão, tornando o seu trabalho mais fácil, cresceriam em credibilidade aos olhos dos adeptos. Ao invés, parecem é estrebuchar por lhes ser retirada a possibilidade de orientar ou até manipular o curso dos acontecimentos nos relvados e, consequentemente, adulterar a verdade desportiva.

Na verdade, e atendendo à realidade instalada, talvez o titulo mais adequado a estas linhas fosse:

Quando é que a credibilidade da arbitragem sai de greve?

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sporting 5 - Chaves 1: Não houve chaves para Podence & Dost

Uma vez que já quase tudo foi dito sobre este jogo ficam aqui apenas breves apontamentos, que me parecem resumir o essencial do jogo de ontem:

- Podence está em grande forma, algo que já havia deixado ficar no ar no jogo de Oleiros;

- Que falta fazia a Bas Dost alguém, como Podence, a deslocar-se entre linhas, ao seu lado e nas suas costas e que abri-se os tão raros mas também tão necessários espaços para a criação de oportunidades reais de golo. Alguém que saiba gerir os tempos e a velocidade. Alguém que avança para cima do defesa, enquandrando e não apenas fugindo. E alguém que, além de tudo isso, também assiste com mestria, desmontando as defesas.

- Podence soube também aproveitar as movimentações de Dost que, como ontem se viu, não "serve" apenas para marcar golos, pode fazer muito mais do que isso. A evolução é notória, o período cinzentão que atrevessou parece ter sido aproveitado para juntar novas competências ao seu jogo, nomeadamente o descer para se oferecer como apoio frontal, assistir e até mesmo explorar a profundidade, algo que nos falta desde Slimani.

- É verdade que perdemos poder de fogo a meia-distância com o recuo de Bruno Fernandes, mas a qualidade das nossas oportunidades de golo subiram exponencialmente, por acontecerem em zonas frontais à baliza e dentro da área, pelo que a necessidade de bombardear de longe (mais aleatória) diminui. Em contrapartida, a qualidade em posse sobe e com isso a possibilidade de êxito também. Nesse sentido, o Sporting fez ontem um belo jogo, com jogadas de grande envolvência, talvez o melhor do campeonato até agora.

- Referência também para Acuña que, sendo um trabalhador incansável, é também capaz de finalizar com acerto. Um "assistente" que também resolve. Está bem, aquele terceiro golo, até uma árbitro cego como o Rui Costa - já lá vamos... - seria capaz de o fazer.

- Piccini já não é o mesmo que cá chegou, sendo obrigatório - e justo - referir o óbvio: tem sabido aproveitar as oportunidades que a fé inabalável do treinador lhe tem concedido.

- Foram óbvias as dificuldades defensivas do Chaves mas não se resumiram à falta indiscutível dos habituais titulares mas sobretudo à qualidade do nosso jogo. Uma equipa que, tendo começado o campeonato em dificuldade para perceber as boas ideias do seu treinador, se vem reequilibrando aos poucos. Foi desagradável para nós sofrer o golo que maculou a nossa bela exibição, mas atenuou a dureza da goleada. 

- De Rui Costa, o árbitro. também o óbvio: não há pior cego como aquele que não quer ver. Ou, como dizia um estadista aqui do burgo, só não mudam os burros e ao não mudar pelo menos uma das duas más decisões que tomou no lance com Gélson - pelo menos o cartão amarelo! - demonstrou que além de ver mal é burro. Isto claro, sem querer insultar os verdadeiros jumentos.

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