quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sporting 0 - Maritimo 0: uma crónica com o patrocinio de Predictor

A estreia do Sporting na Taça da Liga 2017/18 terminou como começou, isto é, sem que tenha sido produzida qualquer alteração no marcador. Não se pode dizer que o resultado e a exibição fossem propriamente surpresa, tendo em conta o número de alterações efectuadas e o facto do adversário estar muito bem orientado.

Apesar disso, esteve longe de ser um desperdício de tempo ou de oportunidade para avaliar a qualidade do plantel face às exigências que a época e as ambições do clube colocam. E, entre dúvidas e confirmações, com avaliações e previsões sob o patrocinio de Predictor (!), cada vez mais se vão cimentando as impressões iniciais. A saber:

- O Sporting tem um lote de jogadores que lhe permite formar um onze que é um forte candidato ao título: Patrício; Ristowski, Coates, Mathieu, Coentrão; William, Battaglia, Gelson, Acuña; Bruno Fernandes e Dost.

- Possui ainda alguns jogadores que, mesmo não sendo primeiras escolhas, oferecem alguma segurança e conforto quando forem chamados e dependendo da inspiração do dia: Doumbia, Alan Ruiz, Petrovic, Podence, Bruno César e Iuri. Incluo aqui também Piccini porque pode ser um segunda linha, como aliás tem sido, embora as primeiras impressões deixadas por Ristowski levam a crer que a titularidade é uma questão de tempo.

- Como se nota no parágrafo acima, não há nenhum jogador para a posição de defesa central ou para lateral esquerdo. Talvez haja aqui alguma precipitação relativamente a André Pinto, pelo pouco tempo de jogo que teve até agora e pela dificuldade de integração que a lesão em inicio de época provocou.

- Já Jonathan é um perigo à solta, mas para a própria equipa, tal é a grau de precipitação, as falhas de posicionamento e o elevado número de passes falhados por jogo.

- Tobias não é tão mau como parece, mas é claramente um jogador diminuído psicologicamente o que, num jogador com as suas limitações, funciona como uma ancora a puxar para baixo.

- Matheus Oliveira é um equívoco porque nem o modelo nem o historial de JJ prevê a utilização de um "10" e o filho do Bebeto dificilmente conseguirá ser reciclado para um "8" ou extremo.

- Gelson Dala e Palhinha não parecem contar para JJ, pelo que, se vier a confirmar a falta de oportunidades, não se compreende a sua incorporação no plantel, mais ainda atendendo à sua idade.

- Em jeito de conclusão e pelo que foi dito acima é obviamente preocupante o número de avançados/pontas de lança à disposição (Doumbia e Dost) em caso de lesão ou impedimento de um ou ambos. E que essa limitação também se faz sentir em jogos como ontem, em que não foi possível aumentar a presença na área como o jogo pedia.

- Há que rezar pela solidez física e de forma de TODOS os titulares da defesa. Até porque já tivemos um exemplo bem recente, em que a ausência de Coentrão na Grécia nos expôs a um sofrimento desnecessário. E se tivesse sido em Barcelona ou em Turim? Ou no Dragão ou na Luz?

Nota importante: O que se passou ontem nos ecrãs de Alvalade foi mau de mais para merecer muitos comentários.Um adepto ou sócio do clube não devia ver o seu presidente expor assim ao ridículo todo um clube, num número de atroz mau gosto.

A comparação com Ronaldo é reveladora de megalomania e ilusão de grandeza que tresanda a transtorno psicológico. Só assim se compreende que um presidente que goza de elevado grau de popularidade se espalhe assim, de forma voluntária, à frente de todos. Sportinguistas, rivais, adversários e inimigos.

Mas o que é mais surpreendente em tudo isto já nem é Bruno de Carvalho mas sim a passividade e indiferença com que estes números são tolerados.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Aprendemos finalmente com os erros?

Seis jogos, seis vitórias, dezoito pontos. E, até ao momento, zero em declarações extemporâneas ou triunfalismos que só servem para acirrar a concorrência.

Disse o presidente no Facebook (!) :

"Nem euforias nem depressões. Foram mais 3 pontos com atitude e compromisso! Trabalho, trabalho, trabalho!

Isto já depois de Jorge Jesus ter dito após o jogo:

"O mundo Sporting, todos nós, temos um objetivo que é sermos campeões e para isso temos de olhar para dentro e não para fora. Por isso em primeiro lugar temos de ganhar, depois se os outros ajudarem melhor, é um dois em um. Mas a nossa pressão tem de ser ganhar, ganhar, ganhar."

Aprendemos finalmente com os erros? Se assim for, estamos realmente mais fortes.

domingo, 17 de setembro de 2017

Sporting 2 - Tondela 0: vitória conseguida à custa da artilharia

Este embate com o Tondela tinha já uma carga especial, por força do resultado do ano passado. O facto de surgir após uma jornada europeia e as noticias que chegavam do estádio do Bessa adensaram ainda mais a expectativa sobre como iria a equipa responder às responsabilidades.

Jorge Jesus mais uma vez, na linha do que vem fazendo esta época, optou por ser conservador nas alterações na equipa a apresentar. Nada de grandes rotações, apenas as necessárias, envolvendo apenas os jogadores mais sobrecarregados. Provavelmente foi por aqui que o jogo começou a ser ganho.

O jogo não foi brilhante mas foi notável pela qualidade do poder de fogo da nossa artilharia. A infantaria não conseguia contornar a muralha beirã, a que não era alheia a inoperância de Alan Ruiz, incapaz de garantir progressão e ligação do nosso jogo pelo centro. Nos extremos a inspiração não abundava para baralhar a defesa e a força aérea não conseguia colocar munições no bombardeiro holandês.

Foi por isso que teve que ser chamada a artilharia. E esta esteve em grande: precisão e força na colocação garantiram os indispensáveis três pontos que garantem a manutenção da liderança, pressionando a vizinhança e distanciando-se mais três pontos do campeão em título. E que golos, senhores!

Assim se construiu uma vitória importante, porque é conseguida num claro contexto de superação da fadiga e desinspiração individual e colectiva. São estas vitórias que no final fazem toda a diferença.

Saliência individual obrigatória para Mathieu e Bruno Fernandes, pela qualidade e importância dos seus remates. E também obviamente para o grande jogo de William Carvalho, que parece estar a caminho da melhor forma de sempre.

Nota final para a colaboração da arbitragem com a dureza incompreensível dos jogadores do Tondela. Qual era intenção?

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Olimpiacos 2 - Sporting 3: Tão espectacularmente bons como espectacularmente maus

Se antecipadamente alguém dissesse que uma vitória inédita (na Grécia) e rara (na Liga dos Campeões, a jogar fora) não seria celebrada efusivamente dificilmente seria compreendido. Mas porquê??? certamente seria a pergunta.

No caso especifico do jogo ontem com o Olimpiacos foi sair da banheira de água quente onde demos um banho de bola directamente para um duche gelado. Aquilo que era uma goleada histórica a caminho tornou-se num resultado escasso e cuja vitória só não ficou em causa porque o jogo terminaria imediatamente a seguir ao segundo golo dos gregos. Naquele momento a equipa estava completamente entregue ao adversário e ao relógio.

Uma pena que assim tenha acontecido. Não só por termos tido ao alcance a possibilidade de por o nome do Sporting debaixo dos holofotes do futebol europeu, mas também pela possibilidade real de o curso dos acontecimentos poder ter ferido a confiança da equipa.

Por se tratar de um comportamento repetido parece-me obrigatório olhar retrospectivamente e não apenas de forma isolada para este resultado. Porque não só os resultados deste ano (Estoril, Feirense, ontem) como alguns do ano passado (Guimarães à cabeça) parecem indicar estarmos na presença de um padrão cujas eventuais causas é necessário perceber. Sob pena de vermos retumbantes exibições como as de ontem acabarem com a imagem de uma equipa à deriva, com o credo na boca e até, no limite, com o resultado em causa.

Problemas físicos (a este nível, tão cedo)?  Desconcentração (duas falhas deste teor de Patrício)? Falta de alternativas? Má gestão das substituições? Má gestão dos elementos disponíveis no banco? Ou apenas erros individuais (Jonathan está em quase todos os golos que sofremos recentemente e isso é um dado importante). Podíamos avançar com algumas delas mas mais importante que a opinião pessoal é a compreensão dos responsáveis técnicos (alô JJ!), que não se pode esgotar em raspanetes aos jogadores.

A entrada em jogo da equipa foi determinante. A assistência de Acuña para o golo madrugador é dos compêndios: bola tensa, a cair numa zona de acção indefinida para defesas e guarda-redes potenciou o êxito. Contra-ataques de filme, como o proporcionado pelo passe notável de Coates a isolar Bruno Fernandes, desmontando num gesto apenas toda a equipa grega.

E por falar em Bruno Fernandes, aquele poste devia ter vergonha de devolver para dentro do campo um gesto de repentismo genial que coroaria de ouro esta entrada de leão deste maiato que passou por baixo do foco dos grandes clubes europeus para onde tudo aponta, será o seu destino em breve. Uma equipa que joga assim não se pode depois entregar à mercê da sorte ou do adversário dando a ideia que até se equivalem.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Da reacção à entrevista aos emails do West Ham

Foi assim que terminou o meu último post a propósito da última prestação televisiva presidencial:
 
Não há qualquer justificação para este tipo actuações. Não há qualquer ganho para o clube nem para o presidente. E tão assim é que só a total falta de discernimento e de noção -  ou sentimento de impunidade?... - é que faz com que um presidente invente um número destes, na véspera da inauguração do pavilhão, desviando a atenção da obra tão desejada e que ficará para várias gerações.

Há quem possa ver nas minhas palavras apenas vontade de "dizer mal" mas é o próprio Bruno de Carvalho a  reconhecer o seu próprio falhanço na pergunta que fez no post redigido no Facebook:

"Porque será que vejo muito poucos a pegarem em tudo o que eu disse, e que foi tudo novidade para os sportinguistas, e mostrarem a sua indignação perante as provas que dei?"

Essa pergunta deveria ser feita antes de mais a quem o Sporting paga mensalmente como especialista de comunicação. Porque razão a mensagem não passou? Se o objectivo é realmente comunicar com os Sportinguistas - e não insultá-los, como vai sendo habitual - e se se verifica  que "muito poucos" retiveram a mensagem, talvez fosse melhor perceber o que correu mal para que não se volte a verificar. 

Pensar que o problema reside apenas nos destinatários é arrogância mas também é perigoso. É que a pergunta "Será que já foram engolidos (n.d.r. os Sportinguistas) pela estupidificação em massa de que estamos a ser alvo faz anos?" é tão pertinente neste caso como no das eleições em que  "90% de sportinguistas a votarem em mim".

Relativamente ao caso das pretensas propostas do West Ham nem sequer vou discutir o caso com base nos e-mails. Confesso que quando vi a noticia da Sky Sport temi o pior, que seria ver o presidente do Sporting ser desmentido num caso de repercussões internacionais. Porém, analisando os documentos, não se pode afirmar que sejam propostas formais mas também não se pode negar que sejam "propostas". Não parece contudo, pelo que é possível ver, que sejam propostas finais de uma negociação.

Mais importante do que tudo, prefiro acreditar que o Sporting não empreenderia esta reacção pública da forma como o fez - o comunicado inicial foi excessivo e o "dildo brothers" infeliz, apesar do folclore - para depois ser desmentido pelos factos que se viessem a apurar. Já basta a publicidade indesejada que o caso está a ter, porque seguramente que não é desta forma que queremos que o clube seja reconhecido internacionalmente.

A verdade é que a comunicação do Sporting é muitas vezes pouco melhor que desastrosa ou, numa perspectiva benevolente, irrelevante. Repare-se neste momento em particular: quer a entrevista quer as reacções ao caso West Ham acabam por desviar a atenção dos adeptos de um momento particularmente importante e feliz na vida do clube em que inauguramos o pavilhão e desportivamente estamos a ter inícios de época  felizes e promissores em diversas modalidades. Na comunicação tudo é importante: a oportunidade, a forma e conteúdo.

Não termino sem voltar a referir a inauguração efectiva do Pavilhão. Um grande e tão desejado momento celebrado com uma vitória, precisamente na véspera em que se cumprem 44 anos sobre a chegada à presidência de  João Rocha, que muito justamente os Sportinguistas decidiram reconhecer, dando o seu nome à nossa nova casa.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A entrevista de Bruno de Carvalho: é disto que se vai falar hoje

Não há adjectivação possível para a última intervenção televisiva de Bruno de Carvalho no canal televisivo do clube. Mas mais do que mais este episódio grotesco preocupa-me a aprovação e por vezes até - pasme-se!  - o aplauso com que os adeptos continuam a dedicar-lhe. Que não haja qualquer dúvida: sem uma rejeição forte e expressiva e em número substancial de adeptos, cenas como estas continuarão a decorrer e tenderão a agravar-se. 

Infelizmente não creio que tal possa vir a acontecer. Porque nem o presidente nem quem o apoia incondicionalmente parece perceber que  não se pode ser simultaneamente o bobo e o rei. Não é mau para o bobo mas é mortal para o rei. 

De forma quase desesperada (percebe-se...) há quem queira fazer crer que "o conteúdo é mais importante do que a forma". Caramba, estamos quase a entrar na terceira década do século XXI! A imagem não é tudo mas quase, é por aí que quase tudo começa. Ninguém compra os sapatos mais confortáveis do mundo, nem sequer perde tempo a olhar para eles se forem desagradáveis à vista. Ninguém acaba uma refeição num restaurante se o empregado lhe deposita na mesa um prato com mau aspecto, ainda que seja a mais apurada iguaria. 

Por isso é que o que o assunto de hoje não é o que o Bruno de Carvalho disse mas sim o seu número burlesco. E, acrescente-se, muito do que foi aí dito não é assim tão importante para a vida do Sporting, é-o sobretudo para justificar a actuação do presidente o que, convenhamos, ainda não é a mesma coisa. 

Não há qualquer justificação para este tipo actuações. Não há qualquer ganho para o clube nem para o presidente. E tão assim é que só a total falta de discernimento e de noção -  ou sentimento de impunidade?... - é que faz com que um presidente invente um número destes, na véspera da inauguração do pavilhão, desviando a atenção da obra tão desejada e que ficará para várias gerações.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

E assim se encerram duas semanas absolutamente notáveis!

Encerrou-se ontem, com a conquista da Supertaça em futebol feminino um ciclo verdadeiramente notável para a vida do Sporting. Começando pelo  nível interno, estamos na liderança do campeonato nacional de futebol e as nossas meninas, fazendo jus ao seu moto "não há desculpas", devoraram todos os títulos que havia em disputa a nível nacional, coroando de ouro a época de regresso da modalidade.

A nível internacional estão asseguradas as presenças de cinco modalidades ao mais alto nível, nas mais representativas ligas europeias de cada competição. Assim, ténis de mesa, futebol, futsal, andebol e hóquei em patins terão uma equipa de leão ao peito como representante nacional, algo que deve ser muito difícil de igualar por qualquer outro clube.

Assegurada que está a presença agora é nossa obrigação prestigiar o clube com exibições e resultados que ponham o nome do clube nas noticias pelos melhores motivos -  os resultados e as exibições - lutando contra o destino traçado à partida pela ditadura dos orçamentos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Obrigado Adrien, boa sorte e desculpa lá qualquer coisinha

Tudo indica que a transferência de Adrien para o Leicester se irá concretizar, faltando "apenas" a validação por parte da F. A. e FIFA. Falta igualmente confirmar os números envolvidos que, situando-se entre os 25 milhões e 30 milhões de euros me parece não só aceitável como um bom negócio. Inferior, bem sabemos, aos 35 milhões da época passada mas, como bem sabemos, a água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte. É uma sorte até que volte a passar outra em quantidade aproximada...

O Sporting perde assim o seu capitão e um profissional de mão cheia, cuja dedicação e empenho permitiram superar todos os maus augúrios e sentenças condenatórias que tantos se apressaram proferir sobre as suas qualidades e carreira. Até mesmo o mau planeamento, da qual a dispensa para Israel é a caricatura perfeita de má gestão.

Não me surpreende que muitas das piores criticas sejam precisamente de adeptos do seu próprio clube. Os Sportinguistas continuam a ter uma relação estranha com os jogadores da sua Academia, que depressa passam de bestas as bestiais e vice-versa. Por ser um bom profissional cobra-se-lhe o facto de ter cumprido o seu dever como atleta ao serviço da Académica. Por querer o melhor para a sua carreira (jogar num dos melhores campeonatos do mundo de clubes) e por querer oferecer a si e aos seus um futuro melhor acusa-se de só pensar em dinheiro. 

Bons são quase sempre os outros que fazem precisamente o mesmo com os seus clubes de origem para poderem jogar pelo Sporting. E quando se vão embora levam sempre um obrigado.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Conselho de Disciplina entre a literatura de Saramago e as séries de televisão

A decisão do Conselho de Disciplina é simultaneamente uma revisitação do livro de José Saramago "o ensaio sobre a cegueira" (que o nosso Francisco Geraldes premonitoriamente trouxe ao centro das atenções, quiçá por outras razões...) e a temática dos mortos-vivos, que a série "walking dead" ajudou a popularizar.

A sabedoria popular também aqui se aplica com toda a propriedade: "não há pior cego do que aquele que não quer ver". Vasco Santos, que tinha a seu cargo as imagens proporcionadas pelo VAR, entendeu  que, "após ter visto o referido lance, através de diversas imagens que me foram disponibilizadas" entendeu que não se registou "qualquer agressão ou prática de jogo violento" por parte de Eliseu. 

A credibilidade deste árbitro para exercer a função vê assim passada uma certidão de óbito, a menos que estejamos na presença de alguma doença temporária ou permanente do foro oftalmológico. Em defesa da saúde do árbitro quer a  a APAF ou pelo Conselho de Arbitragem deveriam averiguar porque cataratas, ambliopia, belarites ou glaucomas são doenças que, quanto mais cedo tratadas, maiores são as possibilidades de êxito. Claro que se estivermos na presença de daltonismo, que apenas permite enxergar o vermelho com determinadas características a cura pode não ser possível... 

Sem esta matéria devidamente esclarecida Vasco Santos não deveria voltar a arbitrar. Vou até mais longe, deveria até estar impedido de sair de casa, porque se não consegue enxergar e ajuizar imagens a dois palmos do nariz e com direito a repetição como pode ele conduzir ou sequer apanhar os transportes públicos sem estar devidamente acompanhado? (Já agora que não seja o Rui Costa, que também parece ver muito pouco...).

Já o Conselho de Disciplina ao não querer ver mais que os ceguinhos ("o Conselho de Disciplina, para poder dar como verificada a infração disciplinar não pode nunca prescindir da apreciação que os agentes de arbitragem fazem dos 'lances de jogo), apesar das evidências e dos meios à disposição, não só se torna no tal "pior cego" acima aludido. Torna-se num morto ambulante, engrossando assim o lote numeroso de figuras, figurinhas e figurantes de "Walking Dead" do nosso futebolinho.

domingo, 27 de agosto de 2017

Sporting 2 - Estoril 1: de arrasar até arrastar quase dava empatar

Na recepção ao Estoril dois espectros pairaram no ar: a perspectiva de desperdício de uma vantagem, ante um adversário menos cotado, que tantas vezes nos penalizou os objectivos e o das consequências do esforço a que a equipa vai estar sujeita por via da sua participação nas competições europeias. 

Quanto a este aspecto deve ser salientada e até louvada a mudança de estratégia de JJ, relativamente ao ano passado. Não produzindo alterações de monta na estrutura da equipa principal não só se apresenta mais forte como vai fomentando as indispensáveis rotinas num onze que se apresenta com mais de metade dos jogadores como estreantes no clube.

Há ainda um terceiro espectro no ar: o VAR. Teria esta vitória sido possível sem ele? Na verdade, e atendendo ao percurso dos eventos teria, porque o golo de Bas Dost não teria sido anulado. Mas os lances finais não só dariam um bom argumento a um filme de suspense, servem para comprovar que a aposta na tecnologia como apoio à difícil tarefa de arbitrar faz todo sentido e peca apenas por tardia.

Quanto ao jogo propriamente dito, saliência para o regresso de Alan Ruiz mas ainda a acusar a ausência prolongada e a falta de pré-época. Bruno Fernandes (que livre, que golo!) é que não acusou o regresso à posição 8 e que nos deixa a sonhar com o caso sério que podia ser juntá-lo com William e Adrien em forma, agora que Gélson até já não apenas assiste mas também já marca em dois jogos consecutivos. Acuña trocou para já com ele o papel de assistente, com três em quatro jornadas. Lá atrás há um novo patrão: Mathieu. Fala francês e obriga os adversários a tocar pianinho.

Agora é esperar que a paragem para os jogos da selecção não nos retire o ritmo. É que contar vitórias por número de jogos jogados é coisa para me habituar...

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Liga dos Campeões: não podia ter sido melhor o sorteio!

Reclamar da sorte por ter que jogar com campeões europeus, na melhor competição mundial de clubes, onde pontuam as maiores estrelas do universo futebolístico, seria o mesmo que ir ao El Bulli, do grande Ferran Adriá e pedir um menu infantil ou um bife com batatas fritas. Estamos na Liga dos Campeões é para isto mesmo, venham de lá, carregados de estrelas a Juventus, o Barcelona e não menosprezemos o Olimpiakos, que está a meio do ranking da UEFA (28º). O nosso infelizmente é bem pior e oxalá quando esta época europeia se encerre esteja de melhor saúde. Não foi para as ver apenas na televisão que construímos um estádio "cinco estrelas UEFA".

Dizer que não somos favoritos é desnecessário, mas não é o mesmo que dizer que não há nada a fazer e que nos resta jogar para qualificação para a Liga Europa. A forma correcta de colocar as prioridades parece-me ser porém a de tudo fazer para contrariar o favoritismo de italianos e catalães e dessa forma amealhar os pontos suficientes para pelo menos continuar nas provas europeias. Não parece, mas não é a mesma coisa. Menos do que isso é melhor começar a pensar fica em casa, pois isto de andar a apenas a passear o nome e as camisolas é altamente corrosivo para a autoestima. Já é tempo de inverter a tendência e como Jesus é o próprio a afirmar - mas ainda está por realizar... - que veio para o Sporting para fazer o que não foi feito é de aproveitar.

É verdade que guardamos más recordações do Barcelona, quando os apanhamos no inicio da ascensão ao trono na era Guardiola. Ou, se quisermos recuar um pouco mais, ao tempo daquele golo do Roberto nos minutos finais... Porém, sem sabermos ainda o valor futebolístico actual do Barcelona e com a sua estrutura directiva a dar ares de "orquestra do Titanic", sabemos que, mesmo ferido,  o monstro catalão em aparente estertor é ainda capaz de provocar muitos estragos. Mas que bom seria para nós estar em crise e com Messi, Pique, Busquet, Iniesta e Suarez nos nossos quadros...

Temos ainda as estreias de Olimpiakos e Juventus em Alvalade. Os gregos vão-nos oferecer o regresso de um velho mal-amado (André Martins) e seria muito importante deixá-los de imediato em sentido, pontuando em Atenas. A Juventus é uma verdadeira chuva de estrelas, com Buffon; Chiellini, Sandro, Kedhira, Dybala, Mandukic, Bernardeschi, Douglas Costa e Higuain! O risco de encadeamento é enorme.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Steua 1 - Sporting 5: Na Liga dos milhões de... sonhos

Está já selada e arquivada a entrada na Liga dos Campeões e ainda por cima saltando de manita em manita. E com esta frase dou por encerrado todo e qualquer excesso que a retumbante vitória de ontem me tenha provocado.

Está já atingido o primeiro objectivo da época e como isso é importante para o Sporting! Este é pois o momento para voltar a encher os pulmões de ar e focar rapidamente no que é mais importante: no quanto de difícil está ainda por alcançar e sonhar - sonhar sempre! - que é possível fazer ainda melhor. 

Sonhar sem retirar os olhos do grande desígnio da época que é voltar finalmente a ser campeão, entendendo a importância da Liga dos Campeões numa estratégia de sustentabilidade financeira, importante para a consolidação do projecto desportivo e do indispensável prestigio do clube. 

O sonho de uma grande Liga dos Campeões parece-me ainda precoce e proibido sobretudo a partir da fase de grupos por uma UEFA cega pelo tilintilar dos milhões. Uma organização incapaz de perceber que as assimetrias que o "futebol moderno" vai acentuando acabarão por alienar a maior virtude desta modalidade: a incerteza dos resultados e a ideia de que tudo se decide apenas depois do jogo começar, independentemente do nome e do histórico dos contendores.

As diferentes fases do jogo de ontem, e até mesmo a forma como a equipa foi reagindo a elas, acentuam a impressão de que esta equipa, tendo dado já alguns passos certos na sua consolidação, está longe de ser uma "obra acabada". Não apenas do ponto de vista técnico-tático como também mental. Isso se depreende pela forma como abanou, sentindo o golo do empate, algo que dificilmente não terá consequências mais severas na fase de grupos, ante adversários poderosos. 

Para poder crescer ainda mais em todos os aspectos é importante ombrear com adversários que nos coloquem dificuldades, que nos obriguem a superar velhos constrangimentos e malapatas. Para lá do indispensável dinheiro é o que a Liga dos Campeões nos pode proporcionar. Dessa forma um Sporting mais forte e vencedor deixará de ser apenas um sonho.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Isto é mesmo "o da Joana"?

Definitivamente o bom senso é coisa que parece estar a escassear em Alvalade no que diz à elementar separação do que é a gestão do clube e a vida pessoal do presidente. A recente promoção da esposa a responsável do departamento de "Business, Management & Public Affairs do Sporting" é todo um compêndio senão de más práticas pelo menos de actuação pouco ética e totalmente desaconselhável. Mais lamentável só mesmo a necessidade de explicar que isto tem tudo para correr mal.

Nota ainda para o artigo publicado no Record, cujo artigo é mais um comunicado pro-bono que uma noticia. Até a descrição em inglês do cargo para dourar a pílula é infeliz, a atirar para esperteza saloia, como se os destinatários fossem pacóvios facilmente impressionáveis. Tão infeliz que ainda por cima a "noticia" aponta para "factos" que são desmentidos no seu perfil pessoal, reduzindo a sua "experiência" em funções semelhantes  a 4  anos (2011), embora a sua entrada reporte ao tempo de Godinho Lopes (2011).

Boa sorte então para a nova Directora de negócios, Gestão e Relações Públicas uma área que mais do que sorte tem carecido de bom trabalho, experiência e sobretudo competência.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Fernando Fernandes, um lugar cativo na galeria de imortais

Fernando Fernandes foi campeão nacional, ibérico, europeu, intercontinental e mundial numa vida desportiva dedicada ao Kickboxing. É um caso ímpar de sucesso desportivo. Prémio Stromp, um orgulho para qualquer atleta do nosso clube, concedeu-nos uma entrevista exclusiva na antecâmara da sua visita ao podcast Sporting160.

A primeira parte dessa entrevista em formato escrito foca os momentos enquanto atleta, na segunda feira à noite falaremos com ele sobre o que tem sido a sua vida enquanto treinador e como foi a experiência de escrever um livro.


O Kickboxing chegou à vida de Fernando Fernandes em 1983. De que forma? Já tinha praticado algum desporto antes?
Como já tive oportunidade de referir várias vezes, o filme Luta de Gigantes, protagonizado por Chuck Norris, teve um papel decisivo no meu início no KickBoxing. O filme era especial porque foi o primeiro que debateu o início da modalidade que tinha acabado de surgir. Para além deste impulso, comigo as coisas têm acontecido de forma bastante natural e não tenho dúvidas de que o espírito do desporto de combate já estava dentro de mim, e este filme apenas despoletou aquilo que eu andava à procura.
No meu início tenho de destacar o papel fundamental do Mestre Raúl Cerveira do Judo Clube de Portugal, em Outubro de 1980, pois foi com ele que comecei a treinar.

Entrou para o Sporting em 1992, como era a sua vida de Sportinguista antes disso? Com vivia o dia a dia do clube?
Era praticamente como hoje com a diferença que na altura estava do lado de fora e agora estou dentro de um sonho, o de estar dentro e a trabalhar no Sporting.

Desde pequeno seguia bastante o dia-a-dia do Sporting e o que fazia desde muito novo foi aumentando ao longo dos anos. Foi como amador que conquistou os seus primeiros títulos relevantes, campeão nacional de kickboxing em 90 e 91, campeão europeu e ibérico de full contact em 90. Que memórias guarda desses tempos?

Guardo o facto de ter sido o início e preparação de uma longa caminhada, mas guardo ainda mais que nessa fase era tudo muito baseado em ilusão e sonho, no querer fazer mais, ir mais além, era tudo uma descoberta, uma novidade e sobretudo ainda era tudo muito “puro”, ou seja, a forma como tudo era encarado ainda era com uma grande dose de juventude mas essencial para preparar as base da minha carreira.

Depois entrou no Sporting onde viria a conquistar os títulos mais importantes da sua carreira. Quer nos contar como foi a passagem para o Sporting?
A minha passagem para o Sporting deu-se num momento em que já tinha relevância no desporto, fruto dos títulos que já tinha conquistado, e a isto conciliou-se o facto de na altura o Sporting através do Carlos Rodrigues, que coordenava as modalidades de combate no clube ter decidido avançar com o KickBoxing e andar à procura da pessoa certa para criar e comandar a nova modalidade. 

Falaram comigo e chegámos à conclusão que tendo em conta os objetivos do clube e as minhas características, tudo junto se fundia na perfeição e que era a pessoa certa para fundar o KickBoxing.

Quais são os passos fundamentais para passar de Amador para Profissional, e que sacrifícios são necessários?
A passagem claro que é difícil mas considero que é sobretudo uma questão de aumentar o nível de treino e também o competitivo para um patamar muito mais duro. O nível passa a ter de ser superior em todos os aspetos, como a parte técnica e velocidade e potencia, que claro, passam a ser mais difíceis. 
Exemplo da mudança é que em amador utiliza-se capacete e em profissional não, parece algo simples mas reflete bem a grande diferença. 

Viveu um período incrível enquanto atleta profissional do Sporting nos anos de 92 a 94. Foi 3 vezes campeão nacional, 2 vezes campeão europeu, intercontinental e o célebre título de campeão mundial em 94. Foi o período mais áureo da sua carreira, sentia-se invencível? 
Nunca me senti invencível e acho que se o tivesse sentido não teria conquistado muitos dos títulos que conquistei, sentia sim com capacidade e preparação para enfrentar qualquer atleta, e que conseguia vencer qualquer um. Isto aliado ao trabalho e a minha vontade, foram os fatores decisivos para ir conquistando títulos. 

Quem foi a sua referência no KickBoxing? Tinha algum ídolo? 
A minha grande referência era/é o Jean-Yves Thériault. 

Em 1994 foi distinguido com o prémio mais importante que o Sporting pode atribuir, Stromp na categoria Especial Mundial. Um orgulho, certamente, o que nos pode contar sobre esse momento? 
Sempre foi para mim difícil descrever esse tipo de momentos mesmo sendo único como é o caso, mas a palavra que melhor descreve o que senti, é reconhecimento. No momento para além da muita alegria e orgulho, sentido muito reconhecimento. 

Fez 23 anos que o Fernando Fernandes foi campeão do mundo em Kickboxing. O encontro foi transmitido na SIC em directo, a Nave de Alvalade estava completamente cheia com 1.500 espectadores. Como foi esse dia, esse momento absolutamente histórico?
Sem dúvida um dos dias mais felizes da minha vida. Sinto que muito do que fiz durante a minha carreira foi para me preparar para aquele momento, um momento perfeito, foi em Portugal, foi em nossa casa, nave cheia com o apoio de quem melhor sabe apoiar, tudo. Todos os dias me recordo e me recordam aquele momento. 

Mais um momento que me deixa muito orgulhoso e feliz pois foi história e ficará para sempre na história.

Com este título, o Fernando Fernandes entrou para a restrita lista de campeões do mundo que foram atletas do Sporting, Carlos Lopes, Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Xana, Livramento e Chambel. Como é ver o seu nome ao lado destes incríveis atletas?
É ser um atleta tão bom como eles mas numa modalidade diferente. É algo que me deixa muito orgulhoso porque está e ficará para sempre na história. 

A sua história enquanto treinador mistura-se com a de atleta, o Fernando é o grande responsável pela escola de formação do kickboxing do Sporting, onde em 2013 já tinham recebido mais de 10 mil atletas. Sente-se uma referência para tantos e tantos jovens que passaram pelas suas “mãos”? 
Nunca fui de falsas modéstias e respondo que sim, sobretudo porque felizmente o que fiz no passado e tenho feito não é esquecido e é constantemente reconhecido. Por exemplo, todos os dias há alguém que vem falar comigo por me conhecer ou também porque é pai de algum ex-atleta ou atleta ou também por já ter sido meu atleta. O que conquistei penso que me legitima para me poder sentir uma referência para os mais jovens, é algo normal, quando somos mais jovens e não só, temos as nossas referências e no desporto costumam ser aqueles que mais vencem, portanto acho natural eu sentir-me uma referência, mas é algo que gosto principalmente por me obrigar sempre a estar em alto nível em todas as áreas. 

Que conselhos pode dar a um jovem que quer seguir o KickBoxing? 
Os melhores conselhos que posso dar são o de escolher o treinador e a equipa que se identifiquem com ele, com os seus objetivos e com a sua forma de ser. Isto para mim é o principal, o resto, ambição, sacrifício, etc é algo basilar na vida.

domingo, 20 de agosto de 2017

Guimarães 0 - Sporting 5: manita cheia de vitaminas para Bucareste

Não podia ter corrido melhor a viagem ao "berço da nacionalidade". Uma exibição segura e autoritária fechada com goleada e mantendo a baliza ainda inviolada. Para tal sucedesse há que realçar o dedo do treinador na forma como rectificou posicionamentos e escolheu os jogadores. 

Mas também há que não esconder que o adversário é neste momento bastante débil, algo que já vinha demonstrando nos jogos anteriores. Não me lembro de um jogo tão fácil no castelo do Vitória. O próprio Jorge Jesus de alguma forma reconheceu isso na conferência de imprensa, quando afirmou que havemos de fazer jogos melhores e que este não teria nada de especial.

Certamente que as afirmações de Jorge Jesus não aconteceram por acaso. Ele melhor do que ninguém sabe que dificilmente encontraremos pelo caminho adversários tão permissivos e que deixem os nossos jogadores executar com à-vontade, expressando assim com relativa facilidade o indiscutível talento que alguns têm. 

Foi dessa forma que Bruno Fernandes (grande exibição!) começou logo nos minutos iniciais a sentenciar o jogo com um golo indefensável mas onde gozou de tempo e espaço para executar como quis. Algo que voltaria a repetir e em condições que dificilmente se conseguem num jogo, muito menos consecutivamente como foi o caso. O mesmo se aplica ao primeiro golo de Bas Dost. Quantas vezes gozará de tal liberdade no coração da área adversária?

Obviamente que não se pretende, pelo que é dito acima, menosprezar o resultado e exibição conseguidos. Até porque ela teve um mérito indiscutível e que infelizmente nem sempre ocorre, que foi tornar fácil aquilo que antecipadamente se sabia poder ser difícil. Aguardemos pois pelo jogo de Bucareste para perceber melhor o valor actual desta equipa, num jogo crucial para o desenvolvimento da época que agor começou.



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Em que direcção vamos, mister?

Do jogo de hoje talvez o menos preocupante seja o resultado que, como sabemos, não foi grande coisa. Pior foi a exibição triste pela incapacidade de criar lances de perigo real e a equipa completamente perdida, sem ideias, sem saber o que fazer à bola, ao ponto de nem se notar quando o adversário ficou reduzido a dez jogadores.

Só faltava mesmo Jorge Jesus vir dizer que "fizemos um bom jogo" e que "jogamos com uma equipa ao nosso nível". Sabendo que o adversário na melhor das hipóteses é uma equipa de Liga Europa isso é admitir que esse é o nosso lugar? Se é para estar a este nível para que precisamos de gastar tanto dinheiro?

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Play-off da Liga dos Campeões, a alavanca da época do Sporting?


Play-off da Liga dos Campeões, o "ponto de Arquimedes" de toda uma época?

Arquimedes dizia que se lhe dessem um ponto de apoio ele conseguiria mover a Terra. É sob esse princípio que funcionam as alavancas. O nível de exigência da tarefa que Jorge Jesus tem pela frente não é tão grande, mas ninguém ignora a enorme importância do play-off da Liga dos Campeões na época do Sporting.

O cumprimento de um dos objectivos da época logo no seu início equivaleria a um importante reforço da confiança do grupo e dos adeptos. Tão importante como o prestígio ou o acesso a receitas extraordinárias que mais nenhuma competição permite. Poderia equivaler à alavancagem necessária para uma boa época.

O contrário equivalerá à formação de condições de instabilidade sempre desnecessárias, mais ainda num momento tão precoce da época. Não só pelo histórico de mingua de bons resultados, apesar do avolumar de investimentos, mas também por ter pela frente um adversário que, pelo menos no campo teórico, está perfeitamente ao seu alcance.

Sporting 2017 versão 1.0?

A importância do deste jogo é tal que é bem provável que algumas decisões finais sobre a constituição do plantel estejam ainda por tomar. É nesse enquadramento que estará o reforço da defesa, a possibilidade de partida de William e/ou Adrien e até mesmo o reforço do ataque. Provavelmente estamos ainda a ver a primeira versão da temporada, que durará pelo menos até à definição do futuro europeu do Sporting, ou até mesmo ao dia 31 deste mês.

O primeiro obstáculo, o Desportivo das Aves, foi ultrapassado sem brilhantismo, mas revelando já com alguma consistência. Na presença maciça de adeptos, o Sporting esteve num plano muito razoável a defender e, mesmo sem conseguir aproveitar a eficácia de Dost e sem nota artística elevada, facturou por duas vezes, mantendo intacta a baliza de Patrício.

A recepção ao Setúbal confirmou a solidez defensiva, algo que tinha deixado algumas notas de preocupação nos jogos de pré-época. Mas este segundo jogo mudou o foco das atenções para os sectores mais adiantados, deixando perceber que há ainda muito para afinar na construção do jogo ofensivo. Num cenário que se irá repetir a cada recepção, os oitenta e sete minutos que levou a conseguir desfazer o nulo justificam as dúvidas sobre o estado de prontidão da equipa para estes jogos com adversários muito preocupados em permanecer fechados atrás.


O que poderá mudar?

A disputa do play-off com os romenos do Steua de Bucareste representará outro tipo desafio bem diferente do que encontrou nas duas primeiras jornadas. E, independentemente do que aconteça na eliminatória, há retoques que continuam a parecer necessários a esta versão inicial. A classificação torna-os mais exequíveis do ponto de vista financeiro e quase obrigatórios para enfrentar o grau de exigência da Liga dos Campeões.

Mesmo considerando apenas o consumo interno, o reforço da defesa parece desde já inevitável. E ainda mais obrigatório se torna perante a intenção de JJ em jogar com três defesas. Se as primeiras opções pareceram estar à altura, as dúvidas são ainda muitas relativamente à capacidade atlética de enfrentar o elevado número de jogos e curto espaço de tempo e são ainda maiores relativamente às segundas linhas. Mathieu e Ceontrão estão na primeira linha das interrogações.

Tobias ainda precisa de crescer e dificilmente o conseguirá jogando pouco, sendo muito mais provável nessas condições de ir acumulando erros e hesitações quando for chamado. André Pinto tem ainda que provar que está à altura e que não sente a diferença do peso da camisola. As laterais estão fechadas, estando finalmente encontrada a concorrência para Piccini. Não falta aqui ninguém?...

À data de hoje a linha intermediária parece ser o sector que menos preocupações inspira. Os problemas sentidos o ano passado cada vez que Adrien se ausentou por lesão e o mesmo sucedia com a melhor forma de William parecem pertencer mesmo ao passado. Há pelo menos dois elementos por posição e em alguns casos (posição 6, p.ex.) até mais do que um. E de tal forma assim é que apenas a saída do segundo (William) significaria um ida obrigatória ao mercado, pela especificidade e importância das suas funções no colectivo de Jesus. As primeiras impressões revelam um Bruno Fernandes capacitado para ser o substituto de Adrien caso a partida se confirme.

Enquanto nos interrogamos se afinal Doumbia é parceiro ou alternativa a Bas Dost há outra dúvida que ressalta: pode o Sporting enfrentar a época com apenas estes dois pontas-de-lança? Depois é também claro que as soluções encontradas para servir para o holandês são pouco provásseis de funcionar com êxito com Doumbia. Uma possível ausência por lesão ou castigo de Dost representará sempre uma enorme contrariedade a que acrescerá a obrigatoriedade de alteração da forma de jogar. Basta até olhar para as soluções disponíveis em número e qualidade para os treinadores rivais para se perceber necessidade de existência de um terceiro "ultimo elemento", isto é, um "9".

Muitas destas dúvidas poderão ter na eliminatória com o Dínamo de Bucareste a resposta ou a solução. Como se dizia acima, começar a cumprir os objectivos da época logo no seu dealbar é um reforço de um dos pilares de uma boa época: a confiança. 

Nota: este artigo foi escrito para o site Fairplay

sábado, 12 de agosto de 2017

Sporting 1 - Setúbal 0: um bom treino para corações sofredores

Foi com extrema dificuldade que o Sporting levou de vencida o Vitória de Setúbal na estreia da equipa em Alvalade. E, ao contrário do que diz o ditado nem tudo está bem quando acaba bem. Mas sendo verdade que há muita coisa ainda a melhorar no nosso jogo também é verdade que já coisas boas a assinalar. Foi pela contradição de sentimentos que preferi deixar para hoje esta crónica, depois de deixar assentar algumas ideias. Aqui ficam as que sobreviveram ao final do jogo e à noite de descanso:

- O Sporting controlou o jogo de principio ao fim, o Setúbal foi apenas um fantasma com equipamentos esquisitos que passou em Alvalade.

- O que é dito acima não pretende desrespeitar o adversário (é bom lembrar as diferenças de meios...) antes sim quer dizer que a preocupação em bloquear o nosso jogo (conseguida durante 87 minutos) resultou numa equipa demasiado curta e encolhida para tentar outra sorte que não o empate.

- O começo estonteante, quase feérico, quase resolvia o jogo no seu inicio (Gélson decidiu mal a forma de finalizar o excelente passe de Acuña) mas rapidamente o adversário se ajustou o suficiente para não permitir oportunidades com condições de sucesso. A nossa primeira parte "acabou" aos sete minutos, o que é muito pouco.

- Para tal o Setúbal também pôde contar com a colaboração do Sporting, ao reduzir as suas opções ao mero carrilar do jogo pelas alas finalizados por cruzamentos.

- Se esta estratégia está longe de ser a mais indicada para desmontar autocarros (pelo contrário, beneficia-a) dois factos a condenaram ao insucesso: a ainda má forma de Dost, evidenciada em cabeçadas que normalmente resultariam em golo ou perigo, e a deficiente qualidade geral com que foram executados, Gélson incluído, salvando-se apenas Acunã da mediocridade. 

- Só na segunda parte o Sporting percebeu que, nestas condições, tem que chamar mais elementos a participar na construção do jogo, especialmente Bataglia. Adrien está longe da boa forma (ainda por cima não treinou toda a semana, por dificuldades musculares), Podence perdeu-se entre os defensores setubalenses e quase nunca baixou, ou se aproximou de Gélson (à esquerda) ou Acuña (à direita) tornando assim inexistente a progressão do nosso jogo pelo centro. Sempre muito longe de Dost e sem procurar a profundidade, facilitando assim a vida ao Setúbal.

- A entrada de Doumbia (precisa de marcar para repor os níveis de confiança) era mais do que necessária e veio tornar ainda mais clara uma evidência: para uma equipa com as nossas aspirações Dost e o marfinense são de menos. E se há um pequeno Doumbia (Gélson Dala), não há nem grande nem pequeno Dost para as ausências (fisicas ou de forma) do holandês. Uma outra ainda: é preciso quem dê mais profundidade ao nosso jogo. Uma ainda mais: a presença de Doumbia é importante para as segundas bolas que o jogo de Dost pode oferecer.

Conclusões: é preciso ser paciente, estamos ainda a começar. Mas para tal a equipa (as ideias do treinador) também têm de ajudar: é preciso perceber também que nem sempre correr muito e depressa é o caminho mais rápido para o golo. Paciência e  também inteligência, mas estas só surgem quando há confiança e para isso são tão necessários os resultados. Os dois primeiros estão no papo. Mas sem ilusões: há ainda muito para afinar e o caminho é muito longo.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Tem um VAR que é cego


Aquando do anúncio da introdução do VAR como ferramenta de apoio à decisão dos árbitros escrevi aqui oportunamente:


Como ontem se viu no jogo entre o SLB e o SCB a polémica vai continuar e essa deriva sobretudo da falta de confiança nas pessoas que aplicam as leis, por serem as mesmas que anteriormente revelaram uma estranha forma de cegueira selectiva, a que vê bem ou mal consoante as camisolas e os emblemas.

Já agora era importante perceber quem disponibilizou e como as imagens que o VAR teve acesso, tendo em conta que a realização é da responsabilidade do... SLB.
 
Como diria Jô Soares num dos muitos momentos de humor com que nos brindou, tem um VAR que mesmo com tantas câmaras é cego...



terça-feira, 8 de agosto de 2017

A grande entrevista de Bas Dost

Sem grande tempo para actualizar o blogue (peço desculpa pela ausência do post de análise à primeira jornada) encontrei na entrevista que Bas Dost concedeu hoje ao jornal "A Bola" uma boa oportunidade para interromper este hiato. Espero que seja do agrado dos leitores, devo dizer que esta é uma entrevista diferente do que estamos habituados, o que certamente estará directamente relacionado com a forma de ser e estar do nosso jogador.





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Liga dos Campeões: agora é estar à altura do milagre!

Numa conjunção invulgar de resultados o Sporting conseguiu chegar a cabeça de série no próximo sorteio do play-off da Liga dos Campeões. Assim, o adversário para ultrapassar a derradeira fronteira que nos separa da mais importante competição de clubes do mundo sairá do pote onde se encontram Nice, Young Boys, Steaua Bucareste, Basaksehir e Hoffenheim. 

Desde a presença nas meias-finais com o Atlético de Bilbau, em 2012, que o Sporting se tem limitado praticamente a entrar nos sorteios e a sair após os primeiros jogos. Para inverter o plano inclinado em que se encontra desde então, o Sporting está obrigado a fazer melhor do que a figura de corpo presente nos próximos anos.

O estatuto de cabeça-de-série não pode ser entendido de outra forma que não um milagre ou um bambúrrio de sorte a que não estamos habituados nos sorteios, onde a normalidade tem sido "o pior é nosso". Agora é saber estar à altura desse milagre, não nos deixando cair no engano de pensar que o estatuto por si só garante alguma coisa. Até mesmo atendendo aos clubes eliminados pelos nossos possíveis adversários se pode constatar que não haverá espaço para sobrancerias, facilidades ou erros de avaliação.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Impera a mediocridade.

"A única coisa que vos peço para a próxima época é que me deixem em paz, que me deixem trabalhar como eu achar melhor para depois poderem viver as alegrias que tanto merecemos", escreveu Bruno Miguel, em Maio, no emocionante dia em que anunciou a sua saída do 'facebook'. Algum tempo passado (2 meses e 1/2) a Ivone está de regresso. Algumas das mais importantes palavras, como sempre, viram-se dirigidas aos seus fiéis e incondicionais adeptos. Depois de "estúpidos, burros e carneiros", Bruno de Carvalho apelida-os agora de "sportinguenses".
"Criei o meu Spotify ligado ao Facebook. Como nada percebo destas "tecnologias", vejo-me forçado a manter esta conta para poder aceder ao meu conjunto de músicas que, com a minha família, são as coisas que me acalmam nos momentos mais difíceis (e nesta vida que escolhi são tantos...). Assim cá estou de volta. Apenas manterei esta página pessoal pois esta não está contaminada por links colocados em blogues de Clubes rivais que inundam a página de comentários ao nível da sua pouca inteligência, e livre também de sportinguenses que, em vez de mostrarem militância, destilam azia e veneno."

Ficam assim os carneiros e os sportinguenses a par das músicas da família e dos momentos mais difíceis e do Spotify de Bruno de Carvalho. Tudo normal. A única parcela desagradável é a invasão de privacidade da publicação e o convite ao bota-abaixismo já que nenhum de nós se deveria intrometer nos temas domésticos e privados sobre os quais o presidente do Sporting escreve publicamente nas redes sociais.

A publicação na íntegra: "Criei o meu Spotify ligado ao Facebook. Como nada percebo destas "tecnologias", vejo-me forçado a manter esta conta para poder aceder ao meu conjunto de músicas que, com a minha família, são as coisas que me acalmam nos momentos mais difíceis (e nesta vida que escolhi são tantos...).
Assim cá estou de volta. Apenas manterei esta página pessoal pois esta não está contaminada por links colocados em blogues de Clubes rivais que inundam a página de comentários ao nível da sua pouca inteligência, e livre também de sportinguenses que, em vez de mostrarem militância, destilam azia e veneno.
Depois de uma pré-temporada, que alguns ainda não perceberam para que serve, mas que felizmente demonstrou uma Onda Verde tremenda na Suíça apesar dos resultados, e dois jogos em Alvalade com excelentes "casas" e ambientes fantásticos - associados a boas exibições e vitórias na apresentação e no Troféu 5 Violinos que, apesar de fazerem parte do tempo de treino são sempre jogos que gostamos de vencer e demonstrar a nossa qualidade -, estamos perto de iniciar um novo campeonato.
Uma nova "maratona" em que vamos precisar, mais do que nunca, do nosso 12° jogador, afinal o Sporting é feito deles, dos nossos Sócios e dos nossos Adeptos.Soubemos analisar o que se fez menos bem. Soubemos perceber qual o plantel que deveríamos ter para podermos lutar para cumprir os nossos objectivos.
Soubemos organizar esse plantel a tempo de terem uma preparação equilibrada, eficaz e eficiente. Soubemos interiorizar as palavras atitude e compromisso, como palavras de ordem desta época. Mas também, muito importante, mantemos todos a consciência que estamos aqui para servir o Sporting Clube de Portugal e os seus Sócios e Adeptos e não para o contrário.
A partir do próximo fim de semana, que no jogo contra o Desportivo das Aves o Estádio se encha e que nos façam sentir em casa como aconteceu nas últimas épocas. Que juntos possamos viver uma época de alegrias e que nunca nos esqueçamos de que temos sempre de fazer mais e melhor e de querer vencer mais do que todos os outros. Que juntos tenhamos uma atitude de campeões e que juntos consigamos manter e elevar ao máximo o nosso compromisso que é o de alcançar a Glória!E que este ano se concretizem os nossos sonhos de vencer em todas as modalidades. Para isso é preciso mais do que estádios, pavilhões, pistas ou piscinas cheios. Precisamos do Amor e Paixão de todos e de que, unidos, rumemos às conquistas que tanto merecemos. Assim teremos colaboradores, atletas, treinadores, dirigentes, sócios e adeptos numa corrente única de Vitória!
"

domingo, 30 de julho de 2017

Troféu 5 Violinos: estará já afinada a orquestra?

Com a realização do Troféu Cinco Violinos (boa ideia a dos 5 violinos no relvado) chegou ao fim a pré-temporada. O jogo com a Fiorentina era esperado com alguma expectativa, atendendo que o que se havia visto nos jogos anteriores tinha deixado algumas preocupações quer relativamente à evolução da equipa, quer a alguns elementos e sectores. 

Nesse sentido, a escolha do adversário não poderia ter sido mais feliz, não apenas tendo em conta a relação especial que existe entre as duas principais claques dos respectivos clubes, como pelo aquilo que os italianos representam neste momento. A equipa viola, sendo um nome sonante, está ainda numa fase de preparação anterior à nossa. Os primeiros compromissos a sério só terão lugar no final do mês, faltando ainda aguardar pelos efeitos recomposição  do plantel, após importantes saídas (Borja Valero, Bernadeschi, Ilicic). Assim, a vitória alcançada reforçou certamente a auto-confiança dos jogadores e acalmou teorias mais pessimistas nas bancadas.

Mas, pese embora o bom resultado, o confronto com os italianos esteve longe de ser um teste exigente, como poderia ser daqui a um mês. E certamente não apagou as interrogações deixadas nos jogos anteriores. De forma surpreendente, não foi desta vez a defesa a dar as maiores preocupações, quer porque quase todos estiveram bem, quer porque os italianos ainda têm muito que caminhar na ligação do seu jogo.

Para esta subida na prestação defensiva três factores decisvos: o abandono da ideia ainda por assimilar dos "três centrais", o contributo de William (boa lição de como ler o jogo, orientar os apoios, sair da pressão com a bola jogável) ao lado do quase sempre aflito Tobias e a presença mais à frente de Battaglia. A má noticia é que com isto William pode por JJ a pensar em voltar atrás outra vez na história do número de centrais. É justo também mencionar que quer Gélson, quer Acuña se mantiveram sempre vigilantes. Menção para Picinni, que teve a sua melhor presença até ao momento, mesmo considerando o que foi dito acima sobre a exigência colocada pelos italianos.

A produção de lances de ataque é que deixou muito a desejar. Bas Dost lá molhou a sopa, mas quase nunca foi servido. Doumbia entrou numa fase em que o jogo já tinha acabado, tantas foram as substituições, mas teve o mesmo problema. E parece que afinal JJ não o vê como parceiro do holandês. Gélson, apesar de agitar o jogo ainda tem por afinar a decisão final. Mas tanto ele como Podence (para já, o lugar é dele) são uma promessa da imprevisibilidade e criatividade com que desmontam as defesas. O lençol de Acuña ainda não estica o suficiente para desequilibrar à frente, mas é um jogador de equipa e finalmente parece que temos homem para as bolas paradas que não sejam meros chutões para a molhada.

A vitória dissipou todos os receios e problemas? Certamente que não. Se possível haverá post para falar mais em pormenor de alguns deles, mas é óbvio que os erros de planeamento da defesa (não é apenas o lateral em falta...), a questão física (Bataglia, Coentrão, entre outros, não têm pernas para 90 minutos e está aí agosto cheiinho de jogos) são as que mais me preocupam para já. Isto sem saber se algum marajá estará na disposição de bater as cláusulas de rescisão dos nossos melhores. É que dos excedentes nem novas nem mandados...

Nota final para o videoárbitro, o que se tem assistido até agora tem vindo a provar ter chegado com décadas de atraso. E muito bem também a comissão de arbitragem a divulgar as decisões através de uma conta especialmente criada no Twitter: @Viedeoarbitro

sábado, 29 de julho de 2017

Pré-época triste que é o anúncio de mais uma época de fracasso. Fosse quem fosse o treinador enquanto não existir sanidade não existirão condições para jogar bom futebol.

Enquanto decorre uma pré-temporada apática e marcada pelo desânimo, aproximando-se uma pré-eliminatória que poderá significar uma presença na fase de grupos da LC (com repercussões negativas, prevejo, na produção duma equipa que entre Setembro e Dezembro andará aos papéis), não é preciso esperarmos pelo início das provas Nacionais para adivinhar que esta época está condenada ao fracasso. Além de ter voltado a falhar na reformulação do seu plantel e de somar por isso exibições sofríveis com resultados a condizer, o clube assemelha-se neste momento ao Sporting liderado por José E. Bettencourt no início de 2009/10. É em tudo semelhante. Para tal, é inegável, contribuem a sucessão de épocas desapontantes, a progressiva desvalorização de um plantel, a franca incapacidade para bem renová-lo, e treinadores (então, e agora) fragilizados. Por motivos (estou certo) alheios à sua pessoa, é curioso e simultaneamente desagradável ver como este Sporting conseguiu transformar um treinador especial e ganhador numa espécie de Paulo Bento. Tal como para este (Bento) em 2009/10, paira actualmente sobre Jorge Jesus uma aura estranhamente perdedora e até macabra. Pior, uma aura que se pressente incontrariável, 'estado de coisas' imputável ao presidente do Sporting que negando as expectativas que a vinda de Jorge Jesus gerou em 2015, permitiu que a sua patologia contaminasse a clarividência e a saúde mental de um dos mais brilhantes e intuitivos treinadores de futebol no mundo. João Vale e Azevedo conseguiu em tempos fazer o mesmo com Jupp Heynckes, reduzindo o talentoso, ultra-ganhador e personalizado treinador Germânico a uma espécie de boneco esmorecido. Sem brilho. Há uns dias meditava sobre os motivos pelos quais Jorge Jesus, tomando opções muito estranhas, não consegue acertar na gestão do seu plantel. É que num clube como o Sporting essa tarefa é especialmente fácil. Extremamente fácil. Em simultâneo, meditava sobre as razões pelas quais o clube evidencia uma propensão esquisita para recrutar jogadores familiares e que soam a sopa do século passado. Não pensava nesse momento em Fábio Coentrão mas em Elias, Insúa, João Pereira e Wolfswinkel, jogadores nuns casos contratados e noutros não contratados mas desejados no último ano e meio, ou hipóteses que lhe foram apresentadas e que o treinador do Sporting não viu, no mínimo, como indesejáveis. O motivo é o seguinte: A convivência com o presidente do Sporting. O dia-a-dia dentro do clube. O carácter em simultâneo informal mas exagerado / preponderante / marcadamente pessoal que Bruno de Carvalho empresta ao funcionamento da instituição. As conversas recorrentes entre ambos sobre o passado e o presente do clube. Consigo perfeitamente imaginar Bruno de Carvalho com a sua mentalidade nefasta e comportamento de anormal, a sua gabarolice, conversas doentias e vazias de conteúdo que em face do carácter provinciano de ambos, plantou em Jorge Jesus a 'tara' ou a fantasia que o veria transformar o Sporting num clube vencedor com socorro a jogadores que nos representaram nalgumas das nossas piores épocas dos últimos 9 anos. E foi também este o motivo pelo qual Octávio saiu do clube: A convivência diária com o presidente do Sporting.

Tal como Octávio, Jorge Jesus não chegará ao fim da época.

O Sporting está doente ...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sporting 0 - Vitória Guimarães 3: foi só fumaça

O Sporting sofreu nova derrota e continuou a sofrer golos. Sendo verdade que esta é altura para afinar "a orquestra" e nesse processo é natural  o aparecimento de erros, não é menos verdade que há algumas indicações transversais a toda a pré-época a merecer atenção.

Mas as condicionantes com que o Sporting abordou o jogo e as próprias incidências da partida podem tem transformado a partida numa inutilidade, dentro do contexto de preparação da equipa para os compromissos imediatos. Demasiadas lesões impediram que o jogo servisse para a consolidação de rotinas, especialmente na defesa, que é quase toda composta por elementos que se desconhecem entre si.

Paradoxalmente, seria a expulsão precoce de Coates que haveria de "contribuir" para soar as campainhas e tocar a reunir. O uruguaio tem tido uma pré-época muito abaixo do que já mostrou ser capaz e, naquele momento, era apenas um dos vários que acumulava erros de posicionamento e abordagem aos lances, não se constituindo num referencial de experiência e saber que dele se espera.

Daqui ressalta a dúvida legitima sobre a qualidade das segundas linhas. Nas laterais, apenas Coentrão está ao nível do que se exige para o Sporting, ficando a dúvida sobre a sua prontidão física. Jonathan teve um jogo não para esquecer mas para lembrar que o tempo de retorno a Buenos Aires não funcionou a favor do seu crescimento.  Piccini, enfim.. e não tem substituto. Nas centrais Tobias Figueiredo esteve ao nível do passado, demonstrando que as falhas de concentração estão para durar. André Pinto ainda quase não apareceu. Como é que forma uma defesa de três centrais com tantas dúvidas?

Mas os problemas não se ficaram por aí. À frente da defesa muitas dificuldades para pegar no jogo e para ajudar atrás, pelo menos até à expulsão. Foi o retorno ao tradicional 4x4x1 (jogávamos com menos 1) que trouxe alguma estabilização do nosso jogo, acabando por construir lances de golo que esbarraram quase sempre numa actuação fabulosa de Miguel Silva, que parece um especialista em travar o Sporting mas não iguala o mesmo nível com outros adversários.

Notas positivas ainda assim para Doumbia que, apesar de não ter marcado, jogou e fez jogar. Mas na posição dele é o golo que mais conta... Bem também Iuri, a dizer presente num jogo nada favorável. Tal como Gélson, Bruno Fernandes e Podence, anulando a vantagem numérica do adversário.

Nota importante: é bom saber que o presidente do Sporting foi ilibado da acusação de ter cuspido no seu homólogo arouquense. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Matheus Pereira & Francisco Geraldes: como não gerir o talento

Matheus Pereira e Francisco Geraldes são dois exemplos de como atrasar a progressão e afirmação de um jogador. O jogador de origem brasileira é apontado frequentemente como possuidor de grande talento e potencial mas até agora as possibilidades de o demonstrar e afirmar ficaram-se por jogos no escalão secundário e uns breves fogachos na equipa principal. Com 21 anos de idade tem uma reduzida experiência competitiva ao mais alto nível, o que dificilmente lhe proporciona situações que o desafiem e em consequência o obriguem a crescer. Vai finalmente poder rodar numa equipa de primeira divisão, algo que já podia e devia ter acontecido há pelo menos um par de anos.

Francisco Geraldes já teve essa oportunidade, que só não correu melhor porque lhe foi retirado o tapete de forma abrupta debaixo dos pés. Mas os poucos meses em Moreira de Cénegos serviram para mostrar um jogador cheio de um talento muito escasso: a inteligência. É por isso que as suas acções com ou sem bola revelam quase sempre intenção e têm consequência. A ideia de que o jogador "não tem intensidade" só pode vir de quem não o seguiu com atenção no Moreirense e até perdeu a final da Taça da Liga. Melhor seria falarem de lagares de azeite, ou dos fogos, em que há sempre especialistas.

Só há uma forma de impedir a afirmação de um jogador como ele: não o deixar jogar, que foi afinal aquilo a que o clube o sujeitou nos últimos meses da época e também nesta pré-época. Tivesse ele a sorte de Picinni ou Matheus Oliveira... Veremos o que lhe vai ser proporcionado para o inicio desta época, é difícil de prever que possa ser pior do que teve à disposição até agora. Mas um jogador como ele não precisará de muito para pelo menos se destacar dos restantes, mesmo que o projecto de que fará parte não seja o que este momento da carreira exige. 

domingo, 23 de julho de 2017

Sporting 2 - Mónaco 1: Leão confortável com Jardim do Mónaco

O Sporting regressou a casa, após o estágio na Suiça. E aquilo que se havia por lá tinha deixado algumas dúvidas e muitos receios, particularmente do resultado pela opção de construir uma defesa nova em torno da permanência de Coates. Nesse sentido pode-se dizer que o jogo permitiu pelo menos perceber que há razões para reduzir os níveis de pessimismo, devendo ser levado em linha de conta o poder de fogo do Mónaco. E mesmo o facto de termos voltado a sofrer um golo não pode ser excessivamente valorizado, atendendo que ele resultou de um oferta individual. Quem sabe Tobias quis, em nosso nome, presentear Leonardo Jardim, agradecendo-lhe o tempo que esteve connosco...

O onze inicial serviu para revelar algumas das ideias principais de Jorge Jesus para um Sporting sem Adrien e William, do que resultou um sentimento misto. À luz do que se pode ver neste momento a saída de Adrien estaria razoavelmente coberta pela chegada de Bruno Fernandes. Embora de características e estilos diferentes entre eles, não parece que a equipa oscilaria muito. Já em relação a William o caso muda de figura, e parece que o próprio fez questão de nos demonstrar isso ontem, especialmente. Que entrada e que contraste com tudo o que tínhamos visto até ali por Battaglia, sendo quase certo que estaríamos a dizer o mesmo se a opção tivesse recaído em Petrovic.

Neste momento não tenho dúvidas em reafirmar algo que tinha dito aqui há dias: o Sporting, com as opções que tem neste momento à disposição, ficará mais fraco caso se confirmem as saídas destes dois jogadores. Perante a saída de Adrien, Bruno Fernandes tem já uma candidatura sólida. E com o necessário substituto à altura (para que as ausências tenham cobertura), mas cujo nome não vou pronunciar, não vá JJ ler isto aqui por acaso...

O caso de William será contudo o que mais condicionará o nosso jogo, ou obrigará JJ a procurar outras soluções que devolvam à equipa a qualidade de soluções (sobretudo a construir, ligar sectores e quebrar linhas à sua frente) que ele oferece. Battaglia até poderá oferecer melhor sentido posicional a defender mas não mais do que isso. É claramente um jogador de transporte, não de descobrir linhas de passe. Algumas delas até parece que só William conhecer...

De salientar o bom jogo de Acuña que, pelo pouco tempo que tem, nem deve ainda saber os nomes de todos os colegas. Mas de bola parece perceber ele, confirmando algumas das sensações que havia deixado ainda na Argentina: bom pé esquerdo e sentido de equipa que será determinante para uma boa integração e adaptação europeias. Aquele pé esquerdo parece capaz de meter muitas (a)cuñas na renovação do titulo de melhor marcador de Dost. Grande sociedade em perspectiva.

Falando de integração dou dois passos atrás, voltando ao sector recuado, merecendo duas notas de tom diferente: O francês Mathieu deu mostras de maior integração e entendimento com Coates e Coentrão mas ainda longe do que espera de um jogador com a sua experiência, curriculum e origem. Já Piccini apenas acentua a cada jogo que passa as mais variadas interrogações sobre as razões da sua contratação. Jesus ganhou fama de conseguir fazer grandes e surpreendentes adaptações. Esta, a acontecer, será das mais surpreendentes, conseguir adaptar um lateral direito mediocre a... lateral direito razoável.

Uma surpresa negativa foi Doumbia, que se espera tenha resultado de um mau momento de forma, como JJ justificou no final do jogo. Contei pelo menos seis (!) fora-de-jogo no pouco tempo que esteve em campo. Se já eram muitas as minhas dúvidas sobre as características deste jogador face ao nosso campeonato e sobre a possibilidade de interacção com Bas Dost, junta-se agora uma outra: para que queremos um jogador experiente, quase veterano, a comportar-se como de um jovem inexperiente se tratasse perante a armadilha do fora-de-jogo?

Nota alta para os regressos em grande nível, dado o pouco tempo de trabalho, de Patrício (falta só o jogo com os pés..) e Gélson. Ao que parece até com novo repertório de fintas e reviengas, tendo a presença na selecção reforçado a confiança ao ponto de pisar terrenos que habitualmente evita, como quem anuncia que falta pouco para ser tudo dele.

Vem aí agora o Guimarães, jogo que considero de maior importância do que este para avaliação do verdadeiro estado da arte da nossa máquina no que ao mais importante desafio temos pela frente: o campeonato nacional.







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